Open-access Ablação por radiofrequência pulsada guiada por ultrassom do nervo axilar para síndrome do espaço quadrilateral. Relato de caso

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS  A neuromodulação por radiofrequência pulsada (PRF) do nervo axilar oferece uma alternativa promissora à descompressão cirúrgica para o tratamento da Síndrome do Espaço Quadrilateral (QSS), uma causa rara, mas debilitante, de dor crônica no ombro. A QSS, caracterizada por compressão do nervo axilar e da artéria circunflexa posterior do úmero, apresenta sintomas inespecíficos, dificultando o diagnóstico.

RELATO DO CASO  Paciente do sexo masculino, 57 anos com QSS refratária que obteve alívio significativo e sustentado da dor após neuromodulação PRF guiada por ultrassom. O bloqueio diagnóstico inicial do nervo axilar confirmou QSS, mas a dor recorreu após alívio temporário. A neuromodulação PRF proporcionou alívio imediato da dor, permitindo a mobilização precoce e a resolução sustentada dos sintomas ao longo de seis meses. Essa técnica minimamente invasiva foi realizada sob orientação ultrassonográfica, evitando complicações vasculares e facilitando o direcionamento preciso do nervo axilar.

CONCLUSÃO  O caso sublinha o potencial do PRF como uma modalidade de tratamento segura e eficaz para QSS refratária, oferecendo uma alternativa viável à cirurgia invasiva, ao mesmo tempo que permite melhor adesão e resultados do paciente.

Descritores:
Ablação por radiofrequência; Dor de ombro; Síndromes de compressão nervosa; Tratamento por radiofrequência pulsada; Síndrome do impacto do ombro; Ultrassonografia de intervenção

Primeiro uso documentado de radiofrequência pulsada (PRF) para a Síndrome do Espaço Quadrilateral (QSS): Este relato de caso apresenta a neuromodulação por PRF do nervo axilar como um tratamento novo e minimamente invasivo para a QSS refratária, oferecendo uma alternativa à descompressão cirúrgica

A neuromodulação por radiofrequência pulsada proporcionou alívio da dor em longo prazo na QSS refratária: a PRF foi aplicada com sucesso ao nervo axilar em um paciente com QSS crônica e resistente ao tratamento, resultando na resolução completa dos sintomas em um acompanhamento de 6 meses sem a necessidade de descompressão cirúrgica

O ultrassom MSK superou a ressonância magnética na detecção de características clinicamente relevantes da QSS: embora os achados da ressonância magnética não tenham sido notáveis, o ultrassom MSK permitiu a visualização em tempo real do espaço quadrilateral e das estruturas neurovasculares, possibilitando o diagnóstico e o planejamento do tratamento - demonstrando sua superioridade na avaliação funcional em relação à imagem estática

location_on
Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor Av. Conselheiro Rodrigues Alves, 937 Cj2 - Vila Mariana, CEP: 04014-012, São Paulo, SP - Brasil, Telefones: , (55) 11 5904-2881/3959 - São Paulo - SP - Brazil
E-mail: dor@dor.org.br
rss_feed Acompañe los números de esta revista en su lector de RSS
Ir para arriba Notificar error