A complexa organização da colônia, com divisão de trabalho, polietismo etário e polimorfismo, tarefas especializadas entre operárias mais jovens e mais velhas, subdivisão em subcastas e o cultivo de fungo simbionte como principal fonte de alimento, distingue as formigas cortadeiras dos gêneros Atta, Acromyrmex e Amoimyrmex. A rainha dessas formigas geralmente monopoliza a reprodução, mas poliandria, poliginia e a orfandade da colônia podem favorecer a postura de ovos por operárias não fecundadas, resultando na produção de machos. Mecanismos comportamentais e químicos, incluindo proteção dos ovos e reconhecimento por meio de sinais cuticulares, regulam interações complexas entre os indivíduos e a colônia. A compreensão da evolução do comportamento social e dos mecanismos que sustentam sociedades altamente organizadas depende de estudos sobre estrutura social, divisão de trabalho e estratégias reprodutivas das formigas cortadeiras. Esse conhecimento pode facilitar o manejo de espécies biologicamente fascinantes, mas que também são pragas agrícolas e florestais.
Palavras-chave:
Acromyrmex; formigas cortadeiras; poliginia; reprodução de operárias
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