Metabólitos secundários liberados no ambiente por espécies vegetais podem mediar interações entre plantas, afetando positiva ou negativamente o crescimento e desenvolvimento de plantas vizinhas. O presente trabalho tem como objetivo avaliar o potencial de extratos aquosos obtidos de órgãos vegetativos de mudas de seis espécies arbóreas nativas (Anadenanthera colubrina, Dalbergia nigra, Mimosa bimucronata, Piptadenia gonoacantha, Guarea guidonia and Moquiniastrum polymorphum), comumente utilizadas na restauração de ecossistemas da Mata Atlântica, em controlar o crescimento de plantas-alvo. Sementes da espécie-alvo (Sesamum indicum) foram dispostas em placas de Petri contendo os extratos. Após sete dias, as plântulas-alvo foram congeladas e fotografadas para medições posteriores das raízes e do hipocótilo. Os resultados mostraram uma relação concentração-dependente. Além disso, cada espécie doadora promoveu respostas distintas em termos de fitotoxidez. Os extratos que causaram maior inibição do crescimento das plantas-alvo foram obtidos das raízes de G. guidonia e das folhas de A. colubrina, sugerindo a ocorrência de importantes substâncias inibidoras no que diz respeito ao controle do crescimento das plantas. Extratos de outras espécies estimularam o crescimento do hipocótilo. Nossos resultados indicam que plantas podem liberar aleloquímicos desde os estágios iniciais de crescimento, sugerindo que atributos químicos em mudas plantadas para a restauração de ecossistemas podem interferir na formação da comunidade desejada.
Palavras-chave:
atributos químicos; mudas; fitotoxidez; interações planta-planta; restauração de ecossistemas
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