O hiperparasitoidismo pode reduzir o controle biológico de Cinara spp. (Hemiptera: Aphididae) em plantações de Pinus (Gymnospermae: Pinaceae) no Brasil. Cinara atlantica (Wilson, 1919) e Cinara pinivora (Wilson, 1919), introduzidas no Brasil na década de 1990, causam danos a plantas jovens de Pinus. O principal parasitoide, Xenostigmus bifasciatus (Ashmead, 1891) (Hymenoptera: Braconidae), foi introduzido e liberado entre 2002 e 2004 nos estados do Paraná, Santa Catarina e São Paulo, Brasil. A dispersão desse agente de controle biológico foi extensa, com parasitoidismo próximo a 100%, estabilizando as populações de Cinara spp. por anos, entretanto, o aumento populacional desses pulgões em plantações de Pinus taeda (Linnaeus, 1753) com até 2,5 anos de idade entre 2022 e 2025 sugere uma redução na eficiência do controle biológico. Oitocentas e oitenta e quatro múmias de Cinara spp. foram coletadas em plantações comerciais em Santa Catarina e criadas em laboratório, das quais emergiram 203 espécimes de Hymenoptera, incluindo 24 (11,82% do total de múmias coletadas) de X. bifasciatus e 179 (88,18%) dos hiperparasitoides Asaphes californicus Girault, 1917 (Hymenoptera: Chalcidoidea: incertae sedis) (55,17%); Dendrocerus carpenteri (Curtis, 1829) (Hymenoptera: Megaspilidae) (10,80%); D. ramicornis (Boheman, 1832) (Hymenoptera: Megaspilidae) (9,90%); e Euneura sopolis (Walker, 1844) (Hymenoptera: Pteromalidae) (12,31%). Este é o primeiro registro de D. ramicornis e das quatro espécies associadas a Cinara spp. em P. taeda no Brasil. A alta incidência de hiperparasitoidismo pode ser a principal causa da reduzida eficiência do controle biológico de Cinara spp. em plantações de Pinus no sul do Brasil por X. bifasciatus.
Palavras-chave:
Asaphes californicus; controle biológico; Dendrocerus spp.; Euneura sopolis; hiperparasitoidismo; Pinus taeda
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