Este estudo elucida as propriedades antioxidantes, anticancerígenas e antidiabéticas de vários extratos de Brassica oleracea var. acephala (denominada K-29), especificamente as frações de hexano (BraH), clorofórmio (BraC), acetato de etila (BraE) e metanol (BraM). A eficácia antioxidante foi determinada por meio de ensaios DPPH, ABTS e FRAP, demonstrando um aumento na atividade dependente da polaridade. Dentre os extratos testados, o BraM exibiu a atividade antioxidante mais pronunciada, com valores de IC50 de 49,32 µg/mL, 60,10 µg/mL e 67,73 µg/mL nos ensaios DPPH, ABTS e FRAP, respectivamente, atingindo taxas de inibição de 92,14%, 90,33% e 88,35%. O BraE apresentou potencial antioxidante moderado (71,25 µg/mL a 97,64 µg/mL), enquanto o BraH exibiu a menor atividade (170,88 µg/mL a 263,29 µg/mL). A atividade antiproliferativa foi avaliada contra as linhagens celulares A549 e HeLa, com o BraC apresentando os efeitos citotóxicos mais potentes, refletidos pelos valores de GI50 de 65,09 µg/mL e 37,00 µg/mL para as células A549 e HeLa, respectivamente. O potencial antidiabético do K-29 foi ainda avaliado por meio de ensaios de inibição da α-amilase e da α-glicosidase, onde o extrato aquoso demonstrou as maiores taxas de inibição, de 85,08% e 89,55%, respectivamente, seguido pelo BraM (71,52% e 81,86%), enquanto o BraE exibiu atividade inibitória mínima. Esses resultados ressaltam a promessa terapêutica dos extratos de Brassica oleracea como potentes antioxidantes naturais, agentes anticancerígenos e intervenções antidiabéticas.
Palavras-chave:
DPPH; ABTS; FRAP; apoptose; antidiabético; α-amilase; α-glicosidase
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