O presente estudo avaliou as possíveis associações entre os níveis de energia bruta (EB) e de proteína bruta (PB) na alimentação e os índices reprodutivos de matrizes de Podocnemis expansa mantidas em cativeiro no estado do Amazonas, Brasil. Foram analisados dados retrospectivos de 2004 a 2024, provenientes de 20 propriedades rurais licenciadas, em um total de 131.127 matrizes acompanhadas em todo período (1.902-7.429/ano; 374,65±287,46 fêmeas/fazenda/ano), abrangendo indicadores como peso médio das matrizes (24,4±7,1 kg), número de ninhos (2.240 ninhos ; média= 14,4 ninhos/criador/ano), média de ovos (92,9±14,3 ovos/ninho), produção de filhotes (139.427 filhotes; média=911,3±2.542,5 filhotes/criador/ano), taxa de eclosão (62,9±26,9%) e filhotes por ninho (60,1±26,8). Houve correlações positivas entre o peso e o número de ninhos, ovos e filhotes. Dietas com níveis mais elevados de energia bruta (3.000-3.900 kcal/kg) e proteína bruta (30-39%) foram consistentemente associadas a melhores indicadores reprodutivos, incluindo peso corporal, número de ninhos, ovos e filhotes. No entanto, dada a natureza observacional do conjunto de dados e a heterogeneidade entre as fazendas, esses achados devem ser interpretados como associações e não como relações causais.
Palavras-chave:
Amazônia; nutrição animal; conservação; quelônios; Podocnemis expansa
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