A amostragem de frutos, principalmente de espécies nativas, que são reservatórios naturais para as moscas-das-frutas (Diptera: Tephritidae), é essencial para o manejo desses insetos. Assim, este estudo teve por objetivo conhecer as espécies de moscas-das-frutas, seus hospedeiros e inimigos naturais na região de Pelotas, RS, por meio da amostragem de frutos. Foram amostrados frutos em 15 áreas da microrregião de Pelotas, entre outubro de 2022 e março de 2024. Após a identificação das espécies de moscas-das-frutas e parasitoides emergidos, foram calculados os índices de infestação das moscas-das-frutas e os índices de parasitismo. De 3.827 pupários, emergiram Anastrepha fraterculus (Wiedemann, 1830) (lato sensu) (91,33%), Anastrepha chiclayae Greene, 1934 (0,89%) e Ceratitis capitata (Wiedemann, 1824) (7,7%). Houve infestação em 19 das 25 espécies de frutíferas amostradas, com maior incidência nas espécies de Myrtaceae e maiores índices de infestação em Acca sellowiana (O. Berg) Burret, Passiflora caerulea L., Psidium guajava L. e Psidium cattleyanum Sabine. Doryctobracon areolatus (Szépligeti, 1911) foi o parasitoide mais frequente e com maiores taxa de parasitismo. Foram descobertos quatro novos hospedeiros, sendo três para A. fraterculus [Campomanesia aurea O. Berg, Passiflora caerulea L., e Psidium salutare (Kunth) O. Berg] e um para C. capitata [Citrus unshiu (Swingle) Marcow]. Esses registros ampliam o conhecimento sobre a associação de espécies de Anastrepha com plantas hospedeiras e reforçam a importância dos levantamentos de hospedeiros, especialmente nas espécies nativas em matas vizinhas aos pomares, para o monitoramento e manejo de A. fraterculus.
Palavras-chave:
Anastrepha fraterculus (lato sensu); Ceratitis capitata; indices de infestação; parasitoides
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