Open-access Um novo método de insensibilização pré-abate promove a qualidade de filés de tambaqui (Colossoma macropomum) em relação aos métodos convencionais

O estudo teve como objetivo avaliar a influência de métodos de insensibilização pré-abate na qualidade de filés de tambaqui (Colossoma macropomum), sendo eles asfixia em gelo (AG), asfixia em ar (AA), eletronarcose (EE) e hipotermia seguida de sangria (HS). A qualidade da carne foi avaliada empregando-se o pH; índice de rigor mortis; e textura e colorimetria. O bem-estar foi avaliado com base nos teores da glicose sanguínea. Para cada tratamento, utilizaram-se 12 animais, e seis animais de cada tratamento foram mantidos inteiros para a análise de pH e rigor mortis por 0, 1, 1,5, 2,5, 4,5, 6,5, 24, 36, 48, 72, 96, 120, 168 e 360 horas após o abate. Os valores de pH mantiveram-se em conformidade com a legislação, abaixo de 7. Quanto ao índice de rigor mortis, o grupo abatido por EE demorou uma hora a mais para apresentar rigor pleno. Para os atributos de textura, não foram constatadas diferenças entre os tratamentos. Portanto, os filés de tambaqui submetidos a EE e HS tenderam a menor coloração vermelha. EE, além de drenar mais sangue, promove a integridade do corte, proporcionando maior suculência e maciez ao filé.

Palavras-chave
Bem-estar animal; Eletronarcose; Piscicultura; Qualidade da carne; Rigor mortis

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