O uso indiscriminado de antimicrobianos na aquicultura é uma prática preocupante por causa do risco de disseminação de cepas bacterianas resistentes a medicamentos. Este estudo teve como objetivo avaliar o perfil de resistência bacteriana na água que abastece pisciculturas localizadas em Buriti dos Lopes, Piauí, Brasil. A contagem bacteriana para a água que abastece as fazendas, ponto P1, foi de 6,5 log UFC/mL, enquanto a contagem na Fazenda A (FA) variou de 3,31 a 3,66 log UFC/mL e na Fazenda B (FB) de 2,56 a 2,79 log UFC/mL. Entre as 40 cepas (67,8%) testadas para resistência antimicrobiana, foi observada resistência a quinolona (15,25%), cefalosporinas de primeira geração (16,95%), cefalosporinas de terceira geração (35,6%), aminopenicilina (30,51%), sulfonamida (8,47%) e carbapenêmico (1,7%). A análise de similaridade revelou semelhança de perfil de resistência superior a 85% entre isolados de P1-FA e P1-FB, sugerindo que a fonte de água influencia significativamente a disseminação da resistência. De forma alarmante, cepas bacterianas exibindo múltiplas resistências antimicrobianas foram encontradas nas águas subterrâneas que abastecem as fazendas de peixes. Portanto, investigar a disseminação de perfis de resistência fenotípica e genotípica é crucial para fundamentar as políticas públicas que abordam os impactos do uso indiscriminado de medicamentos e sua disseminação ambiental.
Palavras-chave
Resistência bacteriana; Piscicultura; Antibiograma; Água subterrânea
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