| Soeiro, Vasconcelos, Silva; 2022 13
|
Revista Bioética/Brasil |
UTI pediátrica (1) |
Equipe médica (14) |
Os médicos destacaram o impacto emocional da CMN na UTI, com desafios éticos, como manter esperança enquanto lidam com limites terapêuticos e reações familiares. Relataram ainda falta de treinamento formal, com habilidades de comunicação desenvolvidas na prática. |
| Campos e colaboradores; 2017 14
|
Saúde em Debate/Brasil |
UTI neonatal (1) |
Equipe multidisciplinar (10) |
Os profissionais relataram falta de preparo para CMN, o que intensifica sofrimento emocional e promove atitudes de distanciamento, mecanização ou insensibilidade. Necessitam de humanização, suporte emocional e treinamento para lidar com morte e luto, além de melhor integração interdisciplinar. |
| Seifart e colaboradores; 2022 15
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Frontiers in Pediatrics/Alemanha |
UTI neonatal (6) |
Equipe médica (17) |
A CMN é considerada tarefa que requer senso de envolvimento e responsabilidade por parte dos profissionais de saúde, impactada negativamente pela sobrecarga na rotina clínica. A eficácia da comunicação impacta a experiência das famílias em momentos delicados. |
| Monteiro e colaboradores; 2015 16
|
Psicologia Argumento/Brasil |
UTI adulto (1) |
Equipe médica (6) |
A presença da família é considerada essencial no cuidado durante a doença crítica e na terminalidade, para compreender o paciente e discutir a evolução clínica. Fragilizados, familiares buscam respostas e segurança, enquanto a equipe, sobrecarregada, prioriza os aspectos técnicos. Os médicos destacam a importância da empatia na CMN e o respeito à autonomia do paciente. Na relação com familiares, dar o devido tempo para adaptação às situações e para tomada de decisões informadas, garantindo assistência centrada no paciente e na família. O acompanhamento do médico assistente pode reduzir conflitos com a família, mas a fragmentação entre especialidades pode dificultar decisões integradas e centradas no paciente. |
| Seoane e colaboradores; 2012 17
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Ochsner Journal/Estados Unidos |
UTI adulto (1) |
Médico residente (214) |
Neste estudo, no final da residência, os médicos ainda encontram dificuldades na CMN, em especial na discussão dos limites terapêuticos e definição de cuidados paliativos, ressaltando-se a necessidade de estruturação teórica e diretrizes clínicas específicas. As habilidades de comunicação podem ser desenvolvidas por meio de treinamentos, com atividades práticas como dramatizações e simulações que melhoraram a comunicação entre profissionais, permitindo o fortalecimento de interações e gerando melhores resultados no tratamento intensivo. |
| Vale e colaboradores; 2023 18
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Revista Latinoamericana de Bioética/Brasil |
UTI (sem especificar) (1) |
Equipe multidisciplinar (29) |
Os profissionais destacaram lacunas no treinamento em CMN na graduação. Encontram dificuldade ainda maior na comunicação de óbito em jovens. Os participantes demonstraram evidente receio em relação à possível não aceitação das notícias por parte de familiares, tornando o processo de comunicação desafiador. |
| Alves, Sarinho, Belian; 2023 19
|
Revista Bioética/Brasil |
UTI neonatal (1) |
Médico residente (12) |
Os residentes identificaram que, na rotina da UTI, os médicos valorizam pouco as conversas com familiares. Destacaram a falta de espaço adequado e pouco tempo dedicado para esclarecer dúvidas e discutir estratégias, e enalteceram a relevância de treinamento específico para a CMN. |
| Haas, Brust-Renck; 2022 20
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Psicologia USP/Brasil |
UTI adulto (não especificado) |
Equipe médica (15) |
Os participantes evidenciaram evolução na forma de comunicar em relação ao que faziam no início de suas carreiras, fruto de amadurecimento profissional e pessoal. Destacaram que o tempo de exercício da profissão torna mais fácil o processo de CMN e acreditam que fazem o melhor que podem, porém sentem o desafio da CMN, com reflexos no estado emocional e físico. |
| Camilo e colaboradores; 2022 21
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Revista Gaúcha de Enfermagem/Brasil |
UTI neonatal (3) |
Equipe de enfermagem (17) |
As percepções dos participantes evidenciam os desafios na CMN, exigindo que se ofereça suporte emocional à família, mas destacam as dificuldades estruturais e processuais e o peso do envolvimento com o sofrimento de familiares. A atuação da enfermagem na atenção multidisciplinar auxilia na promoção de vínculos com os familiares, permitindo que exerçam seu papel como responsáveis nesses momentos difíceis e reforçando a importância do papel colaborativo dentro da equipe. Destacam barreiras culturais, falta de capacitação e autoproteção dos profissionais frente à finitude. |
| Koch, Rosa, Bedin; 2017 22
|
Revista Bioética/Brasil |
UTI neonatal e pediátrica (1) |
Equipe multidisciplinar (9) |
Os participantes identificaram lacunas na formação para a CMN e a subjetividade relacionada à prática pela ausência de protocolos específicos para a comunicação. Destacaram a comunicação de morte como o principal desafio. Ressaltaram a importância de empatia, sinceridade e vínculo com o paciente e família, com respeito à religiosidade. |
| Alves, Sarinho, Belian; 2023 23
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Saúde e Pesquisa/Brasil |
UTI neonatal (1) |
Equipe médica (12) |
O estudo revela desafios na CMN na UTI, destacando problemas estruturais, pouca empatia, sobrecarga de trabalho e falta de estratégias adequadas. Treinamento em protocolo específico para a comunicação ajudou os médicos residentes a refletirem sobre práticas, reforçando a importância de vínculo, escuta, empatia e sensibilidade ao comunicar, sem tirar a esperança dos familiares. |
| Souto, Schulze; 2019 24
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Revista Psicologia e Saúde/Brasil |
UTI neonatal (1) |
Profissional não especificado (9) |
A maioria dos participantes se revelou despreparada para a CMN, buscando recursos intuitivos e emocionais, baseando-se em experiências acumuladas e na observação de colegas mais experientes. A comunicação foi considerada tarefa tensa e emocionalmente desgastante. A ausência de protocolos e treinamento formal agrava o desafio, gerando desconforto e estresse emocional. A empatia foi apontada como habilidade essencial, embora pouco desenvolvida, sendo fundamental na comunicação sensível. |
| Cabeça, Sousa; 2017 25
|
Revista de Pesquisa/Brasil |
UTI neonatal (1) |
Equipe multidisciplinar (14) |
De acordo com o estudo, profissionais recorrem à empatia, vivências pessoais e suporte psicológico para lidar com perda e sofrimento. Comunicação na UTI requer empatia, clareza, escuta ativa e respeito às singularidades familiares. Estratégias incluem transmissão gradual, linguagem acessível, acolhimento, colaboração e apoio emocional às famílias, com sondagem do entendimento prévio, suporte psicológico e diálogo cuidadoso e gradual. Destacam a importância do trabalho interdisciplinar, da sensibilidade e da atenção à comunicação não verbal. |
| Monteiro e colaboradores; 2015 26
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Estudos e Pesquisas em Psicologia/Brasil |
UTI adulto (1) |
Equipe médica (12) |
Os médicos participantes relataram intensa dificuldade ao comunicar morte, interpretando-a como fracasso pessoal. A dificuldade é ainda maior diante do óbito de jovens, mediante a dor dos familiares. A comunicação de morte encefálica é especialmente difícil para os médicos, pois envolve pacientes jovens, situações inesperadas e decisões complexas, como doação de órgãos. Os médicos frequentemente evitam verbalizar a palavra “morte”, empregando eufemismos, possivelmente como mecanismo de defesa emocional. |
| October, Watson, Hinds; 2013 27
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Pediatric Critical Care Medicine/Estados Unidos |
UTI pediátrica (1) |
Equipe médica (10) |
Neste estudo que investiga o local escolhido pelo médico para interagir com familiares, identificou-se que a preferência dos médicos é conversar com familiares em sala de conferências para discutir redirecionamento de cuidados, mas preferem a comunicação ao lado do leito do paciente pela praticidade, rapidez, ou quando querem que o paciente participe da discussão. A necessidade de espaço amplo para maior número de pessoas foi um fator associado à preferência dos médicos por se reunir com familiares em sala de conferências. |
| Berlacher e colaboradores; 2017 28
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Journal of Palliative Medicine/Estados Unidos |
UTI adulto (1) |
Equipe médica (28) |
Este estudo investiga os resultados de um treinamento em comunicação para médicos. Observou-se que os médicos residentes eram muito mais propensos a relatar qualquer treinamento anterior do que os professores assistentes, mais experientes. A percepção de preparo para a comunicação aumentou em todas as habilidades após o treinamento, mesmo entre médicos experientes, que inclusive recomendariam o treinamento para seus pares. |
| Ghoneim e colaboradores; 2019 29
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Teaching and Learning in Medicine/Estados Unidos |
UTI neonatal (1) |
Médico residente (15) |
Este estudo explora o treinamento em comunicação para residentes em CMN, o qual resultou em melhorias significativas nos escores de autoavaliação e testes de conteúdo. Destaca-se a necessidade de treinamento contínuo em habilidades de comunicação e a necessidade de adaptação às diferentes experiências clínicas. |
| Macdonell e colaboradores; 2015 30
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Journal of Neonatal Nursing/Canadá |
UTI neonatal (1) |
Profissional não especificado (131) |
A equipe multiprofissional reconheceu a necessidade de mais treinamento em CMN. O emprego de reuniões entre equipe e familiares e treinamentos práticos aumentaram a empatia, reflexão e parceria entre profissionais e familiares, promovendo cuidado mais humanizado e oferecendo ferramentas formais para melhorar a comunicação na UTI. |
| Monteiro, Quintana; 2016 31
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Psicologia: Teoria e Pesquisa/Brasil |
UTI adulto (1) |
Equipe médica (12) |
Os profissionais relataram falta de treinamento formal durante a formação médica, exigindo aprendizado na prática, observação ou senso comum. A prática considerou a observação dos docentes, exemplos midiáticos e sentimentos subjetivos como referências. Alguns médicos buscam proteger-se emocionalmente adotando estratégias como linguagem indefinida ou eufemismos, o que frequentemente resulta em dificuldades de clareza e desconforto nas interações com familiares. A CMN gera nos médicos angústia, impotência e culpa, especialmente diante do sofrimento do paciente ou da família. |
| Van Keer e colaboradores; 2019 32
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Patient Education and Counseling/Bélgica |
UTI adulto (1) |
Equipe médica (35) |
Este estudo explora a CMN em UTI, quem participa das conversas, considerando equipe, pacientes e familiares. Observaram que médicos comunicam as notícias difíceis principalmente aos familiares, raras vezes envolvem os pacientes. Dificuldades surgem de barreiras linguísticas, culturais e emocionais, além de conflitos familiares. Identificou-se que os enfermeiros têm participação limitada nas conversas. Como estratégia para melhorar a compreensão por parte de familiares, buscaram simplificação de informações, cooperação de outros colegas e escolha de interlocutores entre os familiares. |