| 1) “Pessoas LGTBI+ e a covid-19: para pensarmos questões sobre saúde” |
Sousa e colaboradores; 2021 14
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LILACS |
Artigo de reflexão |
Refletir criticamente sobre o cenário da situação de saúde de pessoas LGTBI+ em face da covid-19, no contexto da pandemia. |
Na quarentena, nem todos os trabalhadores informais receberam auxílio emergencial, e a interrupção de eventos de entretenimento drag levou mulheres transgênero e travestis a se expor ao trabalho sexual na pandemia. Houve elevado adoecimento mental, que pode ser crescente diante do estresse pós-traumático gerado pela pandemia e das limitações no acesso a serviços de saúde, e ataques aos direitos desse segmento populacional, com posicionamento negacionista, obscurantista, reacionário, LGBTIfóbico e deslegitimador da existência dessa população. |
| 2) “Spatial analysis of COVID-19 incidence and the sociodemographic context in Brazil” |
Raymundo e colaboradores; 2021 15
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PubMed |
Estudo ecológico analítico |
Analisar a distribuição espacial da incidência de covid-19 nos municípios brasileiros e investigar sua associação a determinantes sociodemográficos para melhor compreender o contexto social e a propagação da epidemia no país. |
A desigualdade social aumentou o risco de covid-19 nos municípios, de forma que aqueles com melhor desenvolvimento social foram associados a menor risco da doença. Maior acesso a serviços de saúde melhorou diagnóstico e notificação da doença. Apesar da suscetibilidade universal ao vírus, a população de maior vulnerabilidade social estava mais exposta ao risco de adoecimento. |
| 3) “O protagonismo indígena no contexto da insegurança alimentar em tempos de covid-19” |
Leite e colaboradores; 2020 16
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SciELO |
Artigo de reflexão |
Apresentar um conjunto de reflexões preliminares sobre insegurança alimentar e protagonismo indígena em tempos de covid-19. |
A pandemia aprofundou as iniquidades que afetam os povos indígenas, com impacto direto sobre a segurança alimentar, pela dificuldade de acesso à alimentação. Em meio aos efeitos da pandemia, o protagonismo indígena foi essencial para a garantia de seus direitos e de acesso à alimentação, assim como na denúncia de ausência ou lentidão de respostas oficiais como ações de violência institucional. |
| 4) “Violência contra idosos durante a pandemia de covid-19 no Brasil: contribuições para seu enfrentamento” |
Moraes e colaboradores; 2020 17
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SciELO |
Artigo de reflexão |
Oferecer elementos teóricos e evidências de estudos anteriores para maior compreensão da situação de vulnerabilidade do idoso a situações de violência e de possíveis motivações para o aumento do número de casos de VCPI durante a pandemia de covid-19, bem como sugerir possíveis estratégias para o enfrentamento do problema. |
As medidas de enfrentamento à pandemia aumentaram a vulnerabilidade de idosos à violência. A falta de políticas específicas para enfrentar os impactos da pandemia indica a negligência do poder público em relação aos idosos. A crise econômica decorrente e o reduzido alcance das políticas sociais de apoio contribuem para o abuso financeiro contra o idoso e outras formas de violência praticada no domicílio. |
| 5) “Reflexões para uma prática em saúde antirracista” |
Borret e colaboradores; 2020 18
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LILACS |
Ensaio |
Apontar a problemática que envolve a população negra, analisar a vulnerabilização desse grupo no contexto da pandemia de covid-19, destacar a situação de ensino de pretos e pardos na educação médica e refletir sobre o cuidado em saúde de pessoas negras. |
Com a pandemia causada pelo Sars-Cov-2, a vulnerabilidade e invisibilidade da população negra se fez evidente. A Nota Técnica nº 11 do Núcleo de Operações e Inteligência em Saúde (Nois) mostrou que a taxa de mortalidade por covid-19 entre pessoas negras é sempre maior que entre pessoas brancas no país. Os oito boletins epidemiológicos especiais (BEE) da covid-19, emitidos pelo Ministério da Saúde, não apresentavam dados referentes a notificação de síndrome respiratória aguda grave ou óbitos desagregados por raça-cor; apenas após mobilização social de movimentos negros houve a inclusão e publicação de dados racializados. |
| 6) “A (in)visibilidade da criança em vulnerabilidade social e o impacto do novo coronavírus (covid-19)” |
Christoffel e colaboradores; 2020 19
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PubMed |
Artigo de reflexão |
Refletir sobre o impacto da infecção do novo coronavírus nas crianças brasileiras em situação de vulnerabilidade social, com base nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável do Milênio. |
No Brasil, crianças e suas famílias se encontram sem acesso a direitos básicos. A pandemia tende a agravar a realidade dessas crianças com o fechamento das escolas e restrições nos deslocamentos, perturbando sua rotina e apoio social, e ocasionando mais estresse aos pais ou responsáveis, que devem encontrar novas opções para o cuidado das crianças no domicílio, em lugar de atividades e alimentos fornecidos em escolas. Também a marginalização e a discriminação de crianças em situação de exclusão socioeconômica, quando relacionadas à covid-19, podem torná-las vulneráveis a violência e sofrimento psicológico. |
| 7) “Socio-economic inequalities and Covid-19 incidence and mortality in Brazilian children: a nationwide register-based study” |
Martins Filho e colaboradores; 2020 20
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PubMed |
Estudo baseado em registro nacional |
Avaliar as taxas de incidência e mortalidade da covid-19 em crianças brasileiras e relacioná-las a desigualdades socioeconômicas, em uma análise de nível estadual. |
A taxa de incidência de covid-19 em crianças brasileiras apresentou maiores estimativas no Norte e Centro-Oeste, enquanto as taxas de mortalidade foram maiores no Norte e Nordeste. Não há evidências claras de relação entre a incidência de covid-19 em crianças e a desigualdade socioeconômica, mas há uma correlação entre as taxas de mortalidade e desigualdade socioeconômica. A pandemia trouxe mudanças nas atividades educacionais, sociais, psicológicas e na segurança alimentar. A mortalidade de crianças em países de alta renda é extremamente rara, mas a covid-19 tornou-se uma nova causa de morte de crianças em comunidades mais pobres. |