Este artigo reflete sobre as formas de organização de um grupo de extrativistas em vista da implementação de um termo de uso como forma de regulamentar o extrativismo de balata (Manilkara bidentata) na Floresta Estadual (FLOTA) do Paru, no Pará. Trata-se de reflexões construídas no âmbito de projetos de pesquisa e de extensão universitária, que, por meio da observação participante, têm propiciado contatos regulares com os sujeitos envolvidos no caso. O local de estudo é o município de Monte Alegre, em cujo território a FLOTA Paru abriga sete unidades de manejo florestal, destinadas a concessões florestais, nos moldes da lei de gestão de florestas públicas. É também com base nesta lei, e no decreto que regulamenta seus dispositivos que o termo de uso foi apresentado pelo Estado aos balateiros como condição para a continuidade de seu ofício tradicional dentro da referida Unidade de Conservação. A implementação desse instrumento, contudo, depara-se com desafios e questões que sugerem a sua inadequação às características socioculturais do grupo interessado, no que se refere às relações mantidas por este grupo com o Estado.
Palavras-chave
Extrativismo; Unidades de conservação; Balata; Floresta Estadual Paru; Monte Alegre; Pará
Foto: Itajacy Kishi (2010).
Foto: Itajury Kishi (2012).
Foto: Luciana Carvalho (2016).
Foto: Luciana Carvalho (2009).
Fonte: Plano de Manejo da FLOTA do Paru (
Foto: Alexandre Rocha (2013).
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Foto: lexandre Rocha (2014).
Foto: Ana Paula Cunha (2017).
Mapa: Brenda Souza (2017).
Foto: Luciana Carvalho (2017).