Objetivo Este estudo investigou a distribuição dos procedimentos endodônticos realizados por um especialista em endodontia em uma população urbana brasileira.
Material e Métodos Foi realizada uma análise retrospectiva de 8.041 pacientes tratados entre 2000 e 2018 em um único centro. O estudo avaliou dados de exames clínicos e radiográficos, procedimentos endodônticos, grupo dentário, sexo e idade.
Resultados O retratamento endodôntico foi mais frequente em pacientes com mais de 30 anos de idade, em comparação com indivíduos mais jovens (p <0,001). O primeiro molar inferior foi o dente mais afetado na faixa etária de 20 a 49 anos. As maiores frequências de tratamento endodôntico foram observadas no primeiro molar superior (15,34%) e no primeiro molar inferior (13,20%). O retratamento foi mais frequente no grupo de incisivos (p <0,001). Não foram observadas diferenças significativas entre indivíduos do sexo masculino e do feminino no que diz respeito ao tratamento endodôntico e ao retratamento.
Conclusão Os resultados sugerem uma oscilação na distribuição dos tratamentos endodônticos e retratamentos ao longo do tempo. Além disso, a prevalência dos grupos dentários afetados variou conforme a faixa etária e o tipo de procedimento endodôntico.
PALAVRAS-CHAVE:
Dados clínicos; Demografia; Procedimentos odontológicos; Endodontia; Estudo retrospectivo
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