Objetivo Este estudo avaliou e comparou a resistência à flexão de placas oclusais fabricadas por métodos convencional, subtrativo e aditivo.
Material e Métodos Um total de 60 espécimes foi preparado: 45 retangulares para ensaio de resistência à flexão uniaxial (64 × 10 × 3,3 mm) e 15 em formato de disco para ensaio de resistência à flexão biaxial (12,5 mm de diâmetro e 1,5 mm de espessura). Os espécimes foram divididos em três grupos de acordo com o método de fabricação: convencional (resina termopolimerizável), subtrativo (bloco de resina pré-polimerizada) e aditivo (resina líquida fotopolimerizável). No grupo aditivo, foram avaliadas as resistências à flexão uniaxial e biaxial. Os espécimes retangulares foram submetidos ao teste de flexão em três pontos, enquanto os espécimes em disco foram avaliados pelo teste pistão sobre três esferas. Todas as medições foram realizadas em máquina universal de ensaios. Para análise estatística, foram utilizados ANOVA de uma via, análise de Weibull e teste do qui-quadrado (α = 0,05).
Resultados A resistência média à flexão uniaxial foi de 54,33 MPa para o grupo aditivo, 132,77 MPa para o grupo convencional e 133,71 MPa para o grupo subtrativo. O grupo aditivo também apresentou resistência biaxial média de 82,01 MPa. Foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos (p < 0,001).
Conclusão Dentro das limitações deste estudo, a resistência à flexão das placas oclusais foi influenciada pelos métodos de fabricação. Os métodos convencional e subtrativo apresentaram maiores valores de resistência à flexão. Embora os métodos aditivos tenham demonstrado menor resistência, variações nos parâmetros de impressão e pós-cura descritas na literatura podem melhorar o desempenho. Estudos adicionais sob condições orais simuladas são necessários para avaliar a aplicabilidade clínica em longo prazo.
PALAVRAS-CHAVE:
Projeto assistido por computador; Materiais dentários; Resistência à flexão; Placas oclusais; Impressão tridimensional
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