Esta pesquisa tem como objetivo avaliar se o enxaguatório bucal blue®m pode ser usado como uma alternativa adequada ao enxaguatório bucal de clorexidina para melhorar a saúde bucal de pacientes intubados em UTIs. A amostra foi composta por 50 adultos ventilados mecanicamente, alocados aleatoriamente em um bloco de 10 no grupo digluconato de clorexidina 0,12% (CHX) e o grupo blue®m. As secreções orais e traqueais dos pacientes foram coletadas em quatro períodos diferentes: T1 - 24h após a intubação (sem higienização); T2 - 24h após a intubação (com higienização); T3 - 48h após a intubação (sem higienização); T4 - 48h após a intubação (com higienização). Foi realizada a identificação bacteriana e fúngica. A presença de bactérias foi classificada como abundante, moderada e escassa. Estatísticas descritivas e inferenciais foram realizadas. Cinquenta pacientes com idade média de 62,7 ± 13,3 anos (20 a 86 anos) foram tratados, 24 no grupo CHX e 26 no grupo blue®m. Os patógenos mais frequentes no ambiente oral do paciente foram Acinetobacter baumanii, Pseudomonas aeruginosa e Klebsiella pneumonia. A análise da eficácia de ambos os antissépticos indicou diferenças estatisticamente significativas nos valores medianos da população microbiana entre os períodos de coleta no grupo CHX (χ2=13,2, p=0,004) e blue®m (χ2=9,49, p=0,023). Não foi encontrada diferença estatisticamente significativa na população microbiana entre os grupos (T1- p=0,375; T2 - p=0,955; T3 - p=0,765; T4 - p=0,898). O enxaguante bucal blue®m reduz efetivamente a população microbiana oral e não difere da clorexidina em termos de redução. O enxaguante bucal blue®m pode ser usado como uma alternativa à clorexidina para pacientes de ventilador mecânico na UTI.
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