Este artigo visa explorar conceitos que subjazem à estética do filme Síndrome astênica (1989), dirigido por Kira Muratova. A metodologia envolve a análise comparativa dos elementos da mise-en-scène com exemplos das artes plásticas, mais especificamente, com instalações, performances e pinturas da arte conceitual, não oficial, produzida na União Soviética entre 1960-1980, tomando-se aqui os apontamentos teóricos sobre a arte conceitual e situando-os no contexto da URSS. Para enriquecer essa comparação, a análise mobiliza conceitos da linguagem cinematográfica, relacionando-os especialmente às dinâmicas do cinema poético e da imagem-tempo, contribuindo para classificar mais precisamente as imagens e as escolhas estéticas, destacando as conexões entre os diferentes meios artísticos.
PALAVRAS-CHAVE:
Kira Muratova; Cinema soviético; Arte conceitual; Cinema poético; Análise fílmica
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