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Este artigo analisa o romance O meu poeta, do escritor cabo-verdiano Germano Almeida, para estabelecer uma proposta de leitura em que o riso se revela uma ferramenta de decifração e crítica da sociedade cabo-verdiana pós-independência. A proposta deste trabalho é identificar, a partir da definição do texto como uma paródia do discurso, seus pressupostos políticos e morais e os resquícios coloniais no autoritarismo que o sustenta.

PALAVRAS-CHAVE:
Cabo Verde; Germano Almeida; Paródia; Carnavalização; Riso

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