O objetivo deste artigo é o de mostrar a importância dramática da tese platônica sobre o cômico no interior da própria economia dos diálogos. A hipótese condutora será a de que a concepção que Platão desenvolve sobre o cômico ou ridículo, especialmente no Filebo, confunde-se com a própria caracterização da personagem Sócrates e com o seu modo de filosofar. Por conseguinte, o que se pretende demonstrar é que a figura de Sócrates, que, enquanto personagem de Platão, é a encarnação do paradigma de vida filosófica por excelência, torna manifesto pela sua própria dramatização nos diálogos a natureza mesma do cômico segundo a conceituação platônica.
Palavras-chave:
Platão; Cômico; Riso; Ignorância; Inveja