Open-access Satisfação e fadiga por compaixão na enfermagem oncológica: revisão de escopo

Satisfacción y fatiga por compasión en la enfermería oncológica: revisión de alcance

Resumo

Objetivo  Mapear as ocorrências e consequências de satisfação e da fadiga por compaixão entre profissionais de enfermagem da oncologia.

Métodos  Revisão de escopo realizada em seis bases de dados no período junho-novembro de 2024. Seguiu as recomendações do Joanna Briggs Institute e o checklist dos Preferred Reporting Items for Systematic reviews and Meta-Analyses extension for Scoping Reviews. Os resultados foram resumidos em um quadro e analisados descritivamente.

Resultados  A amostra final foi composta por 12 artigos. Os artigos foram predominantes publicados no Brasil e Estado Unidos da América, sendo em maior número nos anos 2016, 2020 e 2022. O principal instrumento de coleta de dados usado nas pesquisas foi o Professional Quality of Life seguido pelo Índice de Satisfação Profissional e Maslach Burnout Inventory. Em geral, os profissionais apresentaram alta satisfação por compaixão e no emprego. As investigações sobre satisfação e fadiga mostraram que quanto maior a escolaridade e realização profissional maior a satisfação por compaixão. Elas também evidenciaram que fadiga, insatisfação e burnout são fenômenos que devem ser avaliados pois eles são comuns.

Conclusão  Satisfação e fadiga por compaixão estão presentes na jornada dos profissionais da oncologia. Na perspectiva da fadiga por compaixão, o prejuízo à saúde mental dos enfermeiros pode afetar sua qualidade de vida pessoal e profissional.

Descritores:
Fadiga por compaixão; Satisfação no emprego; Enfermagem oncológica; Profissionais de enfermagem; Saúde ocupacional

Abstract

Objective  To map the occurrences and consequences of compassion satisfaction and fatigue among oncology nursing professionals.

Methods  This scoping review was carried out on six databases in the period June-November 2024. It followed the recommendations of the Joanna Briggs Institute and the checklist of the Preferred Reporting Items for Systematic reviews and Meta-Analyses extension for Scoping Reviews. The results were summarized in a chart and analyzed descriptively.

Results  The final sample consisted of 12 articles. The articles were predominantly published in Brazil and the United States of America, with the greatest number in the years 2016, 2020, and 2022. The main data collection instrument used in the research was the Professional Quality of Life, followed by the Professional Satisfaction Index and the Maslach Burnout Inventory. In general, professionals reported high compassion satisfaction and job satisfaction. Investigations into satisfaction and fatigue have shown that the higher the level of education and professional achievement, the higher the compassion satisfaction. They also showed that fatigue, dissatisfaction, and burnout are phenomena that should be evaluated as they are common.

Conclusion  Compassion satisfaction and fatigue are present in the journey of oncology professionals. From the perspective of compassion fatigue, harm to nurses’ mental health can affect their personal and professional quality of life.

Keywords:
Compassion fatigue; Job satisfaction; Oncology nursing; Nurse practitioners; Occupational health

Resumen

Objetivo  Mapear los casos y las consecuencias de la satisfacción y la fatiga por compasión entre los profesionales de enfermería oncológica.

Métodos  Revisión de alcance realizada en seis bases de datos entre junio y noviembre de 2024. Se siguieron las recomendaciones del Joanna Briggs Institute y la lista de verificación de los Elementos de Información Preferidos para Revisiones Sistemáticas y Metaanálisis, extensión para revisiones de alcance. Los resultados se resumieron en un cuadro y se analizaron de forma descriptiva.

Resultados  La muestra final estuvo compuesta por 12 artículos. Los artículos se publicaron predominantemente en Brasil y Estados Unidos, con un mayor número en los años 2016, 2020 y 2022. El principal instrumento de recopilación de datos utilizado en las investigaciones fue el Professional Quality of Life, seguido del Índice de Satisfacción Profesional y el Maslach Burnout Inventory. En general, los profesionales mostraron un alto nivel de satisfacción por la compasión y el empleo. Las investigaciones sobre la satisfacción y la fatiga mostraron que cuanto mayor es el nivel de estudios y la realización profesional, mayor es la satisfacción por la compasión. También se observó que la fatiga, la insatisfacción y el agotamiento son fenómenos que deben evaluarse, ya que son comunes.

Conclusión  La satisfacción y la fatiga por compasión están presentes en la jornada de los profesionales de la oncología. Desde la perspectiva de la fatiga por compasión, el deterioro de la salud mental de los enfermeros puede afectar su calidad de vida personal y profesional.

Descriptores:
Desgaste por empatía; Satisfacción en el trabajo; Enfermería oncológica; Enfermeras practicantes; Salud laboral

Introdução

O estresse relacionado ao trabalho causa um declínio significativo na saúde mental dos profissionais, contribuindo para a ocorrência de ansiedade e depressão.(1) Nos trabalhadores da área da saúde, foram destacados dois fenômenos: satisfação por compaixão (SC) e fadiga por compaixão (FC).

A FC foi descrita pela primeira vez como sendo uma variação do burnout desenvolvido entre enfermeiros. A FC surge nos ambientes de atendimento a pessoas em sofrimento, requerendo empatia e compaixão.(2) Neste sentido, os profissionais de saúde dos serviços oncológicos são particularmente vulneráveis, apresentando suscetibilidade maior que 25% para desenvolver FC.(3) Destaca-se que esses enfermeiros precisam de resistência e resiliência emocional para lidar com os sentimentos de angústia e desesperança.(4)

A FC pode ser descrita como sendo um esgotamento mental devido ao contato prolongado com a compaixão, ao passo que a SC pode ser definida como sendo um sentimento positivo em relação ao seu trabalho.(5) Para mensurar esses fenômenos, o Professional Quality of Life (ProQOL), que foi traduzido e validado no Brasil por Lago e Codo (2013), é um dos instrumentos possíveis de aplicação.(6)

Dada a importância desse tema na saúde mental, o objetivo deste estudo foi mapear a ocorrência e as consequências de SC e FC entre profissionais de enfermagem na oncologia.

Apesar dos registros existentes nos Prospective Register of Systematic Reviews (PROSPERO) e Open Science Framework (OSF), a área de estudo sobre SC e FC entre profissionais de enfermagem que atuam em oncologia ainda é considerada emergente e em contínua expansão. A literatura aponta que os dados disponíveis ainda são fragmentados, com significativas lacunas quanto à consolidação de evidências robustas, embora o interesse investigativo seja crescente. Dada a alta exposição desses profissionais a cargas emocionais intensas, sofrimento dos pacientes e esgotamento físico e mental, é essencial aprofundar a compreensão sobre SC e FC no contexto da enfermagem oncológica, especialmente em unidades de hemato-oncologia.

Métodos

Esta Revisão de escopo foi registrada no Open Science Framework e realizada no período junho-novembro de 2024 seguindo as recomendações do Joanna Briggs Institute (JBI) e as diretrizes internacionais do Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses for Scoping Review (PRISMA-ScR).(7,8)

Para definir a pergunta da pesquisa, foi usado o acrônimo População-Conceito-Contexto (P-C-C). Nesse sentido, População (P) refere-se aos profissionais de enfermagem, Conceito (C) aborda a satisfação e a fadiga por compaixão, e Contexto (C) está relacionado aos serviços oncológicos em adultos. Portanto, a questão norteadora do estudo foi a seguinte: “Qual a ocorrência e quais as consequências da SC e FC entre os profissionais de enfermagem na oncologia?”

Os critérios de inclusão foram os seguintes: artigos originais revisados por pares e publicados nos idiomas inglês, português ou espanhol. O período da busca não foi delimitado. Foram excluídos os artigos de revisão, estudos que não incluíam profissionais da enfermagem e aqueles realizados fora da área de oncologia adulta.

Foram considerados os estudos observacionais, experimentais, exploratórios, descritivos, analíticos, quantitativos, qualitativos, transversais, longitudinais, prospectivos e retrospectivos.

Em junho de 2024, uma busca preliminar foi realizada na base de dados Excerpta Medica Database (EMBASE; plataforma Elsevier) para selecionar e refinar os termos melhor adequados à pergunta e ao objetivo do estudo.

As palavras-chave foram obtidas nos Medical Subject Headings (MeSH) e Descritores em Ciências da Saúde (DeCS). Neste caso, os termos DeCS/MeSH usados foram os seguintes: fadiga por compaixão (compassion fatigue), satisfação no emprego (job satisfaction), oncologia médica (medical oncology) e profissionais de enfermagem (nurse practitioners).

Com base nos descritores, foi inicialmente estruturada uma estratégia de busca, optando pelo uso dos termos em inglês e seus sinônimos. Assim, a estratégia A foi composta por “job satisfaction”, “medical oncology” e “nurse practitioners”. Porém, o termo “compassion fatigue” foi adicionado (estratégia B) para realizar uma busca com resultados mais amplos. Esses termos foram combinados usando os operadores booleanos AND/OR (Quadro 1).

Quadro 1
Estratégia de busca usando os descritores intercruzados pelos operadores booleanos

Em dezembro de 2024, os termos foram aplicados em seis bases de dados: Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE), Web of Science (WOS), Cumulative Index to Nursing and Allied Health Literature (CINAHL), Scientific and Technical Information on Research (SCOPUS), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Excerpta Medica Database (EMBASE). Ambas estratégias (A e B) foram aplicadas em todas bases de dados.

Os títulos e resumos das fontes de evidência foram analisados e as informações extraídas foram registradas em uma planilha do Microsoft Excel®, sendo organizadas nas categorias seguintes: país, ano de publicação, método, população, instrumentos de coleta, principais achados e implicações para a prática (Tabela 1). A avaliação foi feita independentemente por dois autores, e as divergências foram discutidas com um terceiro autor. Com base nos dados obtidos, foram definidas as categorias: 1. Características dos estudos e 2. Ocorrência e consequências da SC e FC nos profissionais de enfermagem de serviços oncológicos.

Resultados

Foram identificados 324 estudos; 45 deles foram excluídos por duplicidade, 237 foram excluídos após triagem pelo título e 25 após leitura do resumo. Assim, 17 artigos foram avaliados e 12 compuseram a amostra final (Figura 1).

Figura 1
Fluxograma da seleção dos estudos

O Brasil e os Estados Unidos da América representaram 25% da amostra. Os anos com mais publicações foram 2016, 2020 e 2022 (16,7%). O ProQOL foi o instrumento mais usado (presente em 50% dos estudos). Todas pesquisas tinham delineamento observacional, transversal e quantitativo, com análises descritivas, exploratórias ou analíticas. Dois estudos foram multicêntricos (Quadro 2).

Quadro 2
Categorização dos estudos

Discussão

Em relação à caracterização da população nos estudos, houve prevalência de profissionais de enfermagem e mulheres, refletindo que o gênero feminino representa 70% da força de trabalho na área da saúde.(19) Isso evidencia o protagonismo das mulheres que buscam conquistar melhores condições de trabalho e salários dignos.

Os anos com o maior número de publicações foram 2016, 2020 e 2022. A pandemia da Covid-19 pode ter influenciado a comunidade científica a investigar o aumento no adoecimento mental entre os profissionais de saúde que enfrentaram escassez de insumos e equipamentos de proteção, longas jornadas de trabalho, distanciamento familiar e altas taxas de óbito.(20)

O instrumento mais usado foi o Professional Quality of Life (ProQOL) desenvolvido por Stamm (2004). Em sua versão original, ele era composto pelas três escalas seguintes: satisfação por compaixão (SC), burnout (BO) e estresse traumático secundário (ETS). Nessa versão, fadiga por compaixão (FC) é composta por BO e/ou ETS. Isto é, um profissional que atinge alguma pontuação nas escalas BO e/ou ETS é caracterizado como um profissional com FC. No ProQOL de Stamm (2004), cada subescala tem 10 questões mensuradas por uma escala tipo Likert.(5,6)

Após um estudo semântico, os autores Lago e Codo (2013) definiram que na versão brasileira do ProQOL (ProQOL-BR) a denominação das três escalas passaria a ser a seguinte: SC, FC e BO. A diferença consiste em excluir ETS e separar FC de BO. Na versão brasileira, o instrumento perdeu duas questões e assumiu a seguinte configuração: SC (15 questões), FC (10 questões) e BO (3 questões).(6)

Em relação ao método, destacamos os estudos observacionais, transversais, exploratórios e descritivos. Nesse sentido, salientamos como sendo um ponto positivo o fato de que esses estudos caracterizaram a população participante na pesquisa e identificaram a prevalência e os fatores de risco associados ao objeto de estudo. Isso poderia respaldar intervenções direcionadas e mais assertivas. Porém, ressaltamos que esses estudos também podem apresentar viés e confusão (o que afetaria a validade dos resultados) e não estabelecer causalidade entre as variáveis.(21)

Quanto à ocorrência de SC e FC entre os profissionais da oncologia, foi observada prevalência de altos níveis de SC junto à presença de FC, indicando que SC não suprime FC.(2,17,18) Uma pesquisa realizada no Rio Grande do Sul (2023) mostrou que baixos níveis de SC estavam relacionados ao estresse ocupacional e profissionais que praticavam atividade física tinham menores chances de FC.(22)

Os profissionais com melhor SC apresentaram nível de escolaridade mais alto, capacidade de controlar o estresse, maior maturidade, ocupação de cargos administrativos e atuação na área de escolha.(11,18) Diferentemente, profissionais mais jovens, com jornada de trabalho >40 h semanais, histórico de patologias psicológicas, dificuldades financeiras e experiências negativas com a morte estavam mais propensos à FC.(11,17,18)

Profissionais menos experientes sentem mais a sobrecarga emocional e tendem a se distanciar dos colegas. Em contrapartida, profissionais mais velhos têm maior facilidade de adaptação ao trabalho, pois a experiência ajuda a construir vínculos profissionais mais satisfatórios.(23,24)

Sugerimos que atuar em cargos administrativos pode afastar os profissionais da relação direta com os pacientes, reduzindo a carga emocional associada a esse contato. Além disso, trabalhar na área de escolha pode ser um fator importante para satisfação profissional.

Ter mais que um vínculo empregatício foi identificado como sendo um fator de risco para BO. Isto está relacionado ao aumento na carga horária semanal, o que resulta em sobrecarga de trabalho e pouco tempo para descanso e lazer.(17,23) Além disso, baixa SC e violência no ambiente profissional estão associadas ao desejo de deixar a profissão e arrependimento por sua escolha.(2,25)

Destacamos as medidas centradas no atendimento de demandas psicossociais (como sugestões para reduzir a vontade de deixar a profissão e a rotatividade profissional) além da valorização financeira, pois o salário não é um fator suficiente para reter funcionários. Além disso, destaca-se a importância da disponibilidade de adequadas condições de trabalho, construção de relações dialógicas e reconhecimento profissional.(26)

Metade dos artigos encontrados recomendou o uso desses dados a líderes e gestores de serviços de saúde, visando detectar precocemente casos de FC e insatisfação profissional.(9,10,13,14,15,18) Um ambiente de trabalho saudável que promove o autocuidado é um protetor da saúde mental.(11,12,14) Profissionais em sofrimento tendem a cometer mais erros na assistência. Portanto, melhorar o bem-estar também contribui para a segurança dos pacientes.(27)

A carga horária semanal é um importante preditor de exaustão emocional.(2,17) Porém, foi observada menor tendência à exaustão quando associada a cursos de aperfeiçoamento, pois eles proporcionam realização pessoal.(14) Assim, é fundamental estimular e valorizar os profissionais que buscam capacitação.

Os artigos selecionados também sugerem políticas e intervenções institucionais, tais como aconselhamento de técnicas para reduzir estresse e apoio psicológico.(2,3,10,11,17,18)

Uma pesquisa realizada no Canadá (2021) mostrou que os profissionais enfrentavam o luto de modo semelhante aos seus familiares. Em resposta, a instituição implementou um programa educacional on-line sobre tratamento de câncer, cuidados paliativos e gestão do luto. Ao fim do curso, foi observada melhora no conhecimento e confiança dos profissionais, especialmente em identificar sintomas da FC e gerenciar estratégias diante da morte.(28)Assim, ressaltamos a importância de programas que ajudam os profissionais a identificar situações de risco e controlar os sintomas negativos da FC e do luto no ambiente oncológico.

A promoção de educação permanente, incluindo questões relacionadas ao gerenciamento e comunicação, mostrou ser uma estratégia eficaz para reduzir o sofrimento mental no trabalho.(10,16,17) Além disso, a flexibilização das escalas para agendar folgas por motivos pessoais pode reduzir o burnout e favorecer atividades fora do ambiente de trabalho, promovendo melhor equilíbrio entre as vidas profissional e pessoal.(15)

Como limitações desta revisão, destaca-se a heterogeneidade observada nas populações, métodos e objetivos dos artigos encontrados. Isso dificultou a comparação entre eles. A exclusão da literatura cinzenta na busca dos estudos pode também ter restringido o número de artigos sobre o tema.

Conclusão

Este estudo mapeou a ocorrência e as consequências de satisfação por compaixão (SC) e fadiga por compaixão (FC) entre profissionais de enfermagem na área de oncologia. A maioria dos estudos incluiu enfermeiros no Brasil e EUA, usando principalmente o instrumento ProQOL para mensuração. Satisfação e fadiga por compaixão estão presentes na jornada dos profissionais da oncologia. A prevalência concomitante de alta SC e presença de FC indica que níveis elevados de SC não eliminam o risco de fadiga. Na perspectiva da fadiga por compaixão, o prejuízo à saúde mental dos enfermeiros pode afetar sua qualidade de vida pessoal e profissional. Profissionais mais jovens, com longas jornadas de trabalho e histórico de vulnerabilidade emocional, são mais suscetíveis à FC. Diferentemente, maior escolaridade, atuação em cargos administrativos e realização profissional estão associadas a melhores níveis de SC. Identificar SC, FC e seus fatores associados pode balizar intervenções para promover o bem-estar mental dos profissionais, melhorando assim a qualidade de vida pessoal e a qualidade da assistência à saúde. As lacunas na literatura apontam que mais estudos consolidados e multicêntricos são necessários para fortalecer as evidências disponíveis.

Referências

  • 1 Rolim Neto ML, Almeida HG, Esmeraldo JD, Nobre CB, Pinheiro WR, de Oliveira CR, et al. When health professionals look death in the eye: the mental health of professionals who deal daily with the 2019 coronavirus outbreak. Psychiatry Res. 2020;288(112972):112972.
  • 2 Arimon-Pagès E, Fernández-Ortega P, Fabrellas-Padrés N, Castro-García AM, Canela-Soler J. Dealing with emotional vulnerability and anxiety in nurses from high-risk units-a multicenter study. Int J Environ Res Public Health. 2022;19(9):5569.
  • 3 Hunt P, Denieffe S, Gooney M. Running on empathy: relationship of empathy to compassion satisfaction and compassion fatigue in cancer healthcare professionals. Eur J Cancer Care (Engl). 2019;28(5):e13124.
  • 4 Algamdi M. Prevalence of oncology nurses' compassion satisfaction and compassion fatigue: systematic review and meta-analysis. Nurs Open. 2022;9(1):44-56.
  • 5 Stamm BH. The Concise ProQOL manual. 2a ed. Pocatello; 2010.
  • 6 Lago K, Codo W. Fadiga por compaixão: evidências de consistência interna e validade fatorial no ProQol-BR. Estud Psicol (Natal). 2013;18(2):213-21.
  • 7 Peters MD, Godfrey C, McInerney P, Munn Z, Tricco AC, Khalil H. Scoping Reviews (2020). Aromataris E, Lockwood C, Porritt K, Pilla B, Jordan Z, editors. JBI manual for evidence synthesis. JBI; 2024 [cited 2025 July 31]. Available from: https://synthesismanual.jbi.global https://doi.org/10.46658/JBIMES-24-09
    » https://synthesismanual.jbi.global» https://doi.org/10.46658/JBIMES-24-09
  • 8 Tricco AC, Lillie E, Zarin W, O'Brien KK, Colquhoun H, Levac D, et al. PRISMA extension for scoping reviews (PRISMA-ScR): Checklist and explanation. Ann Inter Med. 2018;169(7):467-73.
  • 9 Siqueira VT, Kurcgant P. Job Satisfaction: a quality indicator in nursing human resource management. Rev Esc Enferm USP. 2012;46(1):151-7.
  • 10 Chan CM, Wan Ahmad WA, Yusof MM, Ho GF, Krupat E. Patient-centredness, job satisfaction and psychological distress: a brief survey comparing oncology nurses and doctors. Asian Pac J Cancer Prev. 2015;16(16):6895-8.
  • 11 Wu S, Singh-Carlson S, Odell A, Reynolds G, Su Y. Compassion fatigue, burnout, and compassion satisfaction among oncology nurses in the United States and Canada. Oncol Nurs Forum. 2016;43(4):E161-9.
  • 12 Yu H, Jiang A, Shen J. Prevalence and predictors of compassion fatigue, burnout and compassion satisfaction among oncology nurses: a cross-sectional survey. Int J Nurs Stud. 2016;57:28-38.
  • 13 Silva VR, Velasque LS, Tonini T. Job satisfaction in an oncology nursing team. Rev Bras Enferm. 2017;70(5):988-95.
  • 14 Neumann JL, Mau LW, Virani S, Denzen EM, Boyle DA, Boyle NJ, et al. Burnout, moral distress, work-life balance, and career satisfaction among hematopoietic cell transplantation professionals. Biol Blood Marrow Transplant. 2018;24(4):849-60.
  • 15 Bourdeanu L, Pearl Zhou Q, DeSamper M, Pericak KA, Pericak A. Burnout, workplace factors, and intent to leave among hematology/oncology nurse practitioners. J Adv Pract Oncol. 2020;11(2):141-8.
  • 16 Kameo SY, Rocha LR, Santos MD. Perfil e satisfação profissional do enfermeiro oncologista: retrato de Sergipe. Enferm Foco. 2020;11(1):142-6.
  • 17 Chen F, Leng Y, Li J, Zheng Y. Compassion satisfaction and compassion fatigue in haematology cancer nurses: a cross-sectional survey. Nurs Open. 2022;9(4):2159-70.
  • 18 Kartsonaki MG, Georgopoulos D, Kondili E, Nieri AS, Alevizaki A, Nyktari V, et al. Prevalence and factors associated with compassion fatigue, compassion satisfaction, burnout in health professionals. Nurs Crit Care. 2023;28(2):225-35.
  • 19 Boniol M, McIsaac M, Xu L, Wuliji T, Diallo K, Campbell J. Gender equity in the health workforce: analysis of 104 countries. Geneva: World Health Organization; 2019 [cited 2024 Dec 19]. Available from: https://iris.who.int/handle/10665/311314
    » https://iris.who.int/handle/10665/311314
  • 20 Miranda FM, Santana LL, Pizzolato AC, Saquis LM. Working conditions and the impact on the health of the nursing professionals in the context of covid-19. Cogitare Enferm. 2020; 25:e72702.
  • 21 Polit DF, Beck CT. Nursing research foundations: evaluation of evidence for nursing practice. 7ª ed. Porto Alegre: Artmed; 2011. 669 p.
  • 22 Pinheiro JM, Macedo AB, Antoniolli L, Vega EA, Tavares JP, Souza SB. Professional quality of life and occupational stress in nursing workers during the COVID-19 pandemic. Rev Gaúcha Enferm. 2023;44:e20210309.
  • 23 Silva LO, Soares LS, Fernandes AD, Rocha RC, Silva GR. Burnout Syndrome in Professional Workers from Psychosocial Care centers: a Descriptive Study. Rev Enferm Atual In Derme. 2018;85(23).
  • 24 Carrillo-Garcia C, Solano-Ruíz MC, Martinez-Roche ME, Gomez-Garcia CI. Job Satisfaction among Health Care workers: the Role of Gender and Age. Rev Lat Am Enfermagem. 2013;21(6):1314-20.
  • 25 Bordignon M, Monteiro MI. Predictors of Nursing Workers' Intention to Leave the Work unit, Health Institution and Profession. Rev Lat Am Enfermagem. 2019;27:e3219.
  • 26 Bracarense CF, Costa ND, Raponi MB, Goulart BF, Chaves LD, Simões AL. Organizational climate and nurses' turnover intention: a mixed method study. Rev Bras Enferm. 2022;75(4):e20210792.
  • 27 Garcia C, Abreu L, Ramos J, Castro C, Smiderle F, Santos J, et al. Influence of burnout on patient safety: systematic review and meta-analysis. Medicina. 2019;55(9):553.
  • 28 Esplen MJ, Wong J, Vachon ML, Leung Y. A Continuing educational program supporting health professionals to manage grief and loss. Curr Oncol. 2022;29(3):1461-74.
  • Disponibilidade dos dados:
    Os autores não disponibilizaram os dados do presente artigo, em repositórios, antes da submissão.
  • Open Science Framework: DOI:10.17605/OSF.IO/BU2A3

Editado por

Disponibilidade de dados

Os autores não disponibilizaram os dados do presente artigo, em repositórios, antes da submissão.

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    20 Abr 2026
  • Data do Fascículo
    2026

Histórico

  • Recebido
    16 Jan 2025
  • Aceito
    25 Ago 2025
location_on
Escola Paulista de Enfermagem, Universidade Federal de São Paulo R. Napoleão de Barros, 754, 04024-002 São Paulo - SP/Brasil, Tel./Fax: (55 11) 5576 4430 - São Paulo - SP - Brazil
E-mail: actapaulista@unifesp.br
rss_feed Acompanhe os números deste periódico no seu leitor de RSS
Ir para o topo Reportar erro