Resumo
Objetivo Avaliar a efetividade de um vídeo educacional sobre violência sexual no conhecimento de adolescentes escolares.
Métodos Estudo quase-experimental, não randomizado, de único grupo, realizado de fevereiro a junho/2024, com aplicação de um vídeo educacional para 82 adolescentes de uma escola pública. Utilizou-se o mesmo questionário antes e após a intervenção. Para análise dos dados, aplicou-se a versão generalizada do teste qui-quadrado de McNemar.
Resultados Houve aumento no percentual de conhecimento dos adolescentes após a intervenção educacional, com significância estatística nas variáveis “apresentação da violência sexual”, “eu levaria você para casa” e “denunciar violência sexual e situações perigosas”.
Conclusão A implementação do vídeo educacional proporcionou aumento no conhecimento dos adolescentes, além do incentivo ao protagonismo juvenil, por potencializar reflexões e criticidade sobre a violência sexual.
Descritores:
Adolescente; Tecnologia educacional; Delitos sexuais; Promoção da saúde
Abstract
Objective To evaluate the effectiveness of an educational video on sexual violence in the knowledge of school-aged adolescents.
Methods A quasi-experimental, non-randomized, single-group study was conducted from February to June 2024, using an educational video for 82 adolescents from a public school. The same questionnaire was used before and after the intervention. For data analysis, the generalized version of McNemar’s chi-square test was applied.
Results There was an increase in the percentage of knowledge among adolescents after the educational intervention, with statistical significance in the variables “presentation of sexual violence”, “I would take you home,” and “reporting sexual violence and dangerous situations”.
Conclusion The implementation of educational videos increased adolescents’ knowledge and encouraged youth leadership by promoting reflection and critical thinking about sexual violence.
Keywords:
Adolescent; Educational technology; Sexual ofenses; Health promotion
Resumen
Objetivo Evaluar la eficacia de un video educativo sobre violencia sexual en los conocimientos de adolescentes escolarizados.
Métodos Estudio cuasiexperimental, no aleatorio, de un solo grupo, realizado entre febrero y junio de 2024, con la aplicación de un video educativo a 82 adolescentes de una escuela pública. Se utilizó el mismo cuestionario antes y después de la intervención. Para el análisis de los datos, se aplicó la versión generalizada de la prueba ji cuadrado de McNemar.
Resultados Se observó un aumento en el porcentaje de los conocimientos de los adolescentes después de la intervención educativa, con significación estadística en las variables “presentación de la violencia sexual”, “yo te llevaría a casa” y “denunciar la violencia sexual y las situaciones peligrosas”.
Conclusión La implementación del video educativo proporcionó un aumento en los conocimientos de los adolescentes, además de fomentar el protagonismo juvenil, al potenciar la reflexión y el espíritu crítico sobre la violencia sexual.
Descriptores:
Adolescente; Tecnología educacional; Delitos sexuales; Promoción de la salud
Introdução
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que dispõe sobre os deveres necessários para garantir a proteção integral da criança e do adolescente, considera a adolescência o período entre 12 e 18 anos de idade, fase em que ocorre o desenvolvimento e transformações biológicas e psicossociais.(1)
Dentre as transformações, no contexto biológico do adolescente, destaca-se a puberdade, fase de amadurecimento dos órgãos sexuais e o início da atividade sexual.(2) Tais alterações podem induzir os adolescentes a adotarem comportamentos de riscos devido a cenários de instabilidade emocional, com maior exposição à situações de violência.(3)
A violência conceitua-se como um evento complexo e multifatorial, com uso intencional da força ou poder, contra uma pessoa ou grupo.(4) Dentre os vários tipos de violências mais evidentes no cotidiano dos adolescentes, ressalta-se a violência sexual, com repercussões na saúde física e mental desses jovens.(5,6) A violência sexual na adolescência pode se apresentar de diversas formas, seja pelo abuso sexual ou exploração sexual, sendo o agressor parentes consanguíneos ou estranhos.(5)
No Brasil, no período de 2015 a 2021, foram notificados 202.948 casos de violência sexual, destes, 119.377 (58,8%) acometeram adolescentes. Das notificações de violência sexual contra adolescentes, constatou-se que 110.657 (92,7%) tinham como vítima meninas. Tal achado pode consistir na subnotificação com relação ao sexo masculino. Em relação aos agressores, 80,9% das meninas e 86,0% dos meninos foram violentados por homens. Com relação ao vínculo da vítima com o agressor, evidenciou-se que o mesmo é um amigo ou conhecido, com 25,6% em meninas e 38,4% em meninos.(7)
Na descrição do perfil do adolescente mais vulnerável à violência sexual, destaca-se o uso de álcool e/ou drogas, sexo feminino, sexo casual, baixa escolaridade e renda, adolescente expectador e/ou vítima de violência familiar, relacionamentos em ambiente virtual e a estigmatização do trabalho sexual. Os elementos expostos revelam que os adolescentes são potenciais vítimas para incidência da violência sexual, existindo, portanto, a necessidade de informações para o aumento do conhecimento deste grupo populacional, sobre as formas de prevenção e combate, além de atentar para as consequências que essa injúria pode causar ao longo da vida.(5)
O conhecimento é a capacidade que o indivíduo possui de adquirir, reter e recordar informações, estando associado ao entendimento, discernimento, experiência e habilidade em determinado evento.(8) Esse conceito pode ser um marcador essencial do nível de consciência da população, pois ao determinar o conhecimento é possível obter características que possam prevenir o surgimento ou o combate a um agravo.(9)
Nesse sentido, a educação em saúde, estratégia promotora da saúde do adolescente, contribui na construção do conhecimento adequado de acordo com a realidade desses jovens.(10) Sob essa perspectiva, o uso de tecnologias, na educação em saúde, promove a troca de informações contextualizadas à realidade do público, de forma interativa, para o alcance de resultados favoráveis. A enfermagem pode lançar mão destes recursos no fornecimento de informações, orientações e no esclarecimento de dúvidas a essa população. Essas contribuições são responsáveis por promover ao sujeito autonomia e senso de responsabilidade.(10,11)
Não obstante, salienta-se a importância de pesquisas que investiguem a efetividade das tecnologias educacionais, para fortalecer a confiabilidade das mesmas. Dentre as tecnologias existentes, destaca-se o vídeo educacional intitulado “Violência sexual em adolescentes: como prevenir?”, desenvolvido em formato whiteboard validado em conteúdo e aparência por juízes especialistas e público-alvo, respectivamente.
Considerando o exposto, objetiva-se avaliar a efetividade de um vídeo educacional sobre violência sexual no conhecimento de adolescentes escolares.
Métodos
Trata-se de um estudo quase-experimental, randomizado, de grupo único, do tipo pré e pós-teste. Para análise considerou-se as modificações no conhecimento dos adolescentes antes e após a exposição do vídeo educacional, seguindo um delineamento intrassubjetivo.(12)
O município escolhido para o desenvolvimento da pesquisa não possuía análise espacial sobre os índices de violência sexual em adolescentes, dessa forma, realizou-se sorteio com todos os distritos sanitários pertencentes ao município, com seleção do Distrito Sanitário IV que possui 20 escolas da rede pública com ensino médio localizada na capital de Pernambuco. Em seguida, procedeu-se com outro sorteio para identificar a escola, bem como os adolescentes participantes.
Para a amostra do estudo, composta por adolescentes escolares com faixa etária entre 15 a 18 anos, matriculados do 1º ano ao 3º ano do ensino médio, utilizou-se equação para estudo de duas proporções pareadas (antes e depois), com a participação de 82 adolescentes. Excluiu-se adolescentes com déficit cognitivo, referido pela instituição de ensino, além dos que não compareceram a nenhuma das etapas do estudo.
Para avaliar o conhecimento dos adolescentes, aplicou-se questionário semiestruturado construído a partir de dois estudos anteriores, submetido a avaliação de três juízes especialistas para verificação da confiabilidade e adequabilidade.(5,13) O instrumento possuía duas partes, a primeira com dados sociodemográficos e a segunda com 17 questões sobre o conhecimento dos adolescentes sobre a prevenção da violência sexual, com três opções de respostas: “verdadeiro”, “falso” e “não sei”.
A coleta de dados procedeu-se em três etapas: (1) aplicação do questionário (pré-teste) com obtenção do conhecimento dos adolescentes sobre a prevenção da violência sexual; (2) intervenção com a aplicação do vídeo “Violência sexual em adolescentes: como prevenir”; (3) reaplicação do questionário (pós teste), no 7º dia, para avaliação do conhecimento adquirido.(14) Todas as etapas foram realizadas na sala de multimídia ofertada pela instituição de ensino, com agendamento prévio com os participantes da pesquisa, durante os meses de fevereiro a junho de 2024.
Os dados foram tabulados no software Excell versão 14.0, posteriormente, transportados para o software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) versão 22.0. Para descrever o conhecimento dos adolescentes antes e após a realização da intervenção, utilizou-se teste de associação, versão generalizada do teste qui-quadrado de McNemar, aplicado em amostra simples pareada, com escalas nominais de dois valores possíveis.
A pesquisa atendeu aos princípios éticos da Resolução nº 466/2012, sob parecer nº 5.907.818 e Certificado de Apresentação e Apreciação Ética nº 62886120.6.0000.9430 do Comitê de Ética da Universidade Federal de Pernambuco.
Resultados
Participaram 82 adolescentes escolares, sendo do sexo masculino 45,1% (37) e do sexo feminino 54,9% (45), com média de idade de 17 anos. Quanto ao nível de escolaridade, 11% (9) encontravam-se no primeiro ano, 35,4% (29) no segundo ano e 53,7% (44) no terceiro ano do ensino médio. Com relação aos domínios de conhecimento dos adolescentes sobre a prevenção da violência sexual, antes e após a intervenção educativa, constatou-se que todas as variáveis, exceto “assédio como violência sexual”, tiveram aumento no percentual de acerto após a intervenção. Observou-se significância estatística nas seguintes variáveis de conhecimento: “apresentação da violência sexual” (p-valor= 0,002); “eu levaria você para casa” (p-valor= 0,002) e em “denunciar violência sexual e situações perigosas” (p-valor= 0,02) (Tabela 1).
Características do conhecimento dos adolescentes escolares em relação à prevenção da violência sexual antes e após a aplicação de um vídeo educacional
Na avaliação das afirmações referentes à “venda do corpo para lucro” e “violência sexual/conselho tutelar/profissional de saúde”, verificou-se no pós-teste acerto de 100% (82) dos adolescentes. Na variável “proteção da lei ao adolescente” notou-se aumento significativo, em que antes da aplicação da intervenção 61% (50) dos participantes responderam corretamente e após a intervenção elevou-se para 92,7% (76). Porém, pelas limitações do teste McNemar, não foi possível obter o valor de “p” na variável supracitada.
Discussão
A avaliação da efetividade de um vídeo educacional na prevenção da violência sexual em adolescentes, permite que seja verificado a confiabilidade da mesma, tornando-a determinante no processo de educação em saúde desses jovens. Nessa pesquisa, observou-se que após o uso do vídeo educacional, ocorreu maior número de acertos no instrumento de avaliação, resultados que elucidam mudança no conhecimento dos adolescentes diante da problemática que envolve a violência sexual.
A violência sexual é visualizada pela grande maioria como a realização do ato sexual em si, assim como alguns retratam que a prática consentida em todos os casos não concretiza um ato de violência sexual, no entanto, isso não pode ser afirmado quando a população se refere ao adolescente que ainda encontram-se em processo de desenvolvimento físico, cognitivo e emocional.(14,15)
Os resultados evidenciam que alguns adolescentes consideram a possibilidade da violência sexual ocorrer sem contato físico, com comentários e/ou gestos obscenos possíveis para ocorrência dessa injúria. Esse pensamento foi fortalecido após a exposição ao vídeo educacional com aumento do conhecimento dos adolescentes sobre as diferentes formas que pode ocorrer a violência sexual.
O baixo nível socioeconômico, apoio familiar incipiente agregado a fase de descoberta dos adolescentes, são destacados na literatura como situações de vulnerabilidade à saúde dessa população.(16,17) Diante disso, observou-se uma propensão do adolescente a comportamentos de risco, sendo necessário a prática da educação em saúde como uma ferramenta propulsora para o aumento no conhecimento desse jovem, no intuito de assegurar o princípio da equidade no fortalecimento do protagonismo do adolescente.
Os adolescentes demonstraram, também, após a exposição do vídeo educacional, maior entendimento sobre os fatores de riscos que podem estar presentes em sua rotina e como agir diante de situações inesperadas para evitar a violência sexual. Em consonância, estudo destaca conhecimento incipiente como fator facilitador para prática de comportamentos inapropriados, consequentemente, maior exposição a situações de perigo.(18)
Entre os fatores de risco associados a ocorrência da violência sexual, destaca-se a prática da atividade sexual precoce, uso de álcool e/ou outras drogas, abandono escolar e comportamentos de riscos associados ao uso da internet.(19) Para minimizar a exposição a esses fatores de risco, é necessário ações de prevenção embasadas no cunho social, comunitário e interpessoal, com a participação ativa dos familiares, destacando também a importância da educação em saúde pautada em tecnologias educacionais validadas e avaliadas, a fim de garantir a confiabilidade e exequibilidade.(16)
Com relação a definição de exploração sexual, este estudo evidenciou na análise do domínio “venda do corpo para lucro” que após a exposição do vídeo educacional, todos os adolescentes afirmaram que a venda do corpo para obtenção de lucro com o consentimento do adolescente deve ser considerada como exploração sexual. Esse achado condiz com estudo anterior que apresenta a exploração sexual como a comercialização dos corpos de adolescentes para fins sexuais, no intuito de obtenção de lucro ou benefícios para o explorador, com a concordância do adolescente, mesmo assim é considerado um ato de exploração sexual.(20)
Estudo realizado com 186 adolescentes em idade entre 10 e 17 anos, observou-se que a escola é considerada um fator protetor na exploração sexual, isso também foi evidenciado nessa pesquisa já que essa instituição foi o local de acesso a esses jovens para implementação do vídeo educacional para prevenção da violência sexual.(20) A escola por ser um ambiente acolhedor desse jovem, permite o acesso as suas vulnerabilidades e principais necessidades, sendo assim, a exposição de uma tecnologia educacional para o aumento do conhecimento, estimula o protagonismo na prevenção da violência sexual.
Uma expressão utilizada no contexto da violência sexual é a “cultura do silêncio”, definida como a impossibilidade ou incapacidade dos indivíduos interferirem nas questões que permeiam a comunidade social, com impacto negativo para o combate à violência sexual já que permite a perpetuação da opressão pelos agressores contra o adolescente, que trata-se de uma das faixas etárias mais atingidas por essa injúria.(21) Contudo, a denúncia anônima apresenta-se como um instrumento capaz de potencializar a prevenção da violência sexual.(22)
Outro achado significativo no presente estudo, foi o medo dos adolescentes com relação a denúncia dos casos, sendo vista como uma situação de risco. Estudo realizado na Sultan Qaboos University, localizado na Ásia Ocidental, mostrou que 53% de estudantes e 50% de funcionários não estavam dispostos a denunciar atos de violência sexual, constatando-se que esse episódio estaria atrelado ao medo de retaliação ou vingança por parte do agressor.(22) Outro estudo evidenciou que o medo da vítima está relacionado ao sentimento de culpabilização.(3)O vídeo educacional, aqui apresentado, impulsiona a relevância da denúncia, independentemente de quem seja o agressor. Com a notificação é possível combater a violência sexual, além de evitar o surgimento ou recorrência dos casos.(16)
A implementação de um vídeo educacional como estratégia de ensino, ferramenta interativa para aprendizagem das competências fundamentais da enfermagem, é eficaz em relação à abordagem tradicional presencial baseada em demonstrações gerais.(23)Ensaio clínico randomizado, realizado no Japão com 20 participantes, revelou que a formação educacional em vídeo pode ser uma ferramenta eficaz para melhorar o desempenho e encurtar a curva de aprendizagem.(24) Sendo assim, o vídeo educacional, considerado como uma estratégia complementar de educação em saúde, pode ser utilizado em diferentes cenários pelos enfermeiros, proporcionando um aumento de conhecimentos dos usuários.
A violência sexual em adolescentes é descendente de processo histórico retrógado, marcado pela pouca visibilidade da assistência à saúde desses jovens. Em contrapartida, com a implementação do ECA os adolescentes passaram a reconhecer as regulamentações definidoras dos seus direitos e deveres.(25) De forma assertiva, o presente estudo evidenciou que, após analisar a efetividade do vídeo educacional, um número significativo de adolescentes reconhecerá seus direitos e deveres, estimulando o protagonismo desses jovens. Os resultados convergiram com pesquisa realizada no Rio de Janeiro, Brasil, que utilizou um vídeo educacional como intervenção e mostrou a efetividade dessa tecnologia educacional no conhecimento de familiares cuidadores sobre banho domiciliar do recém-nascido a termo.(26) A tecnologia educacional, ao configurar-se como um recurso pedagógico inovador, atrativo e alinhado às particularidades do desenvolvimento adolescente, exerce papel relevante na detecção de indicadores de violência sexual nessa faixa etária, bem como na disseminação de conteúdos que favorecem a internalização de práticas preventivas.(27)
As tecnologias educacionais são amplamente utilizadas na enfermagem no processo de educação em saúde pela sua capacidade interativa, no entanto, os vídeos educacionais, direcionados para o público adolescente, ainda precisam ser mais estimulados. O aumento expressivo e significativo do número de acertos no pós-teste, evidenciado no presente estudo, pode estimular o uso desse tipo de tecnologia, no intuito de favorecer atitudes assertivas pelos adolescentes diante da exposição de sua realidade. Logo, esse tipo de tecnologia possui grande potencial para as práticas de educação em saúde adotadas pela enfermagem, perpassando o modelo tecnocrático do cuidado, com interação dialógica com o público-alvo..
A limitação do presente estudo, encontra-se na análise ter sido realizada em um único cenário, dificultando a validade externa da pesquisa.
Conclusão
A aplicação do vídeo educacional intitulado “Violência sexual em adolescente: como prevenir?”, contribuiu para o aumento no conhecimento dos adolescentes acerca das formas de apresentação da violência sexual, da interpretação de expressões cotidianas que são capazes de condicionar o adolescente à vulnerabilidade para a ocorrência da violência sexual e das possibilidades de prevenção e interrupção desta injúria, com ênfase no reconhecimento da rede de apoio para o registro da denúncia de violência sexual. Assim, o vídeo educacional mostrou-se como importante ferramenta no processo de educação em saúde para prevenir a violência sexual em adolescentes. Recomenda-se a realização de novos estudos que possam testar a efetividade do vídeo educacional, aqui apresentado, no intuito de verificar sua exequibilidade no público ao qual se destina.
Referências
-
1 Brasil. Ministério da Justiça. Lei, nº. 8.069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Brasília (DF): Ministério da Justiça; 1990 [citado 2025 Ago 12]. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm
» https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm - 2 Lopes IR, Lemos AG, Santos MV, Vilela AC, Franco SE, Rodrigues AA, et al. Perfil do conhecimento e comportamento sexual de adolescentes. Rev Eletr Acervo Saúde. 2020;12(4):3101.
- 3 Souza VP, Gusmão TL, Frazão LR, Guedes TG, Monteiro EM. Protagonismo de adolescentes no planejamento de ações para a prevenção da violência sexual. Texto Contexto Enferm. 2020;29:e20180481.
- 4 Azeredo YN, Schraiber LB. Autoridade, poder e violência: um estudo sobre humanização em saúde. Interface Comum Saúde Educ. 2021;25:190838.
- 5 Monte LL, Rufino AC, Madeiro A. Prevalência e fatores associados ao comportamento sexual de risco de adolescentes escolares brasileiros. Cien Saude Coletiva. 2024;29(2):e03342023.
- 6 Orindi BO, Maina BW, Muuo SW, Birdthistle I, Carter DJ, Floyd S, et al. Experiences of violence among adolescent girls and young women in Nairobi's informal settlements prior to scale-up of the DREAMS Partnership: Prevalence, severity and predictors. PLoS One. 2020;15(4):e0231737.
- 7 Ministério da Saúde (BR). Notificações de violência sexual contra crianças e adolescentes no Brasil, 2015 a 2021. Boletim epidemiológico. Vol. 54. Brasília (DF): Ministério da Saúde; 2023.
- 8 Coitinho D. Conhecimento Moral e Virtudes Epistêmicas. Kriterion: Revista De Filosofia. 2021;62(149), 341-364.
- 9 Oliveira MLC, Gomes OL, Silva SH, Chariglione IPFS. Conhecimento, atitude e prática: conceitos e desafios na área de educação e saúde. Rev Educ Saúde. 2020;8(1):190-8.
- 10 Fubam RM, Tendongfor N, Olayemi O, Odukogbe AA. Sexual and reproductive health knowledge of secondary school adolescents in Fako, Cameroon. Pan Afr Med J. 2022;41:340.
- 11 Costa DA, Cabral KB, Teixeira CC, Rosa RR, Mendes JLL, Cabral FD. Enfermagem e a Educação em Saúde. Rev Cient Esc Estadual Saúde Pública de Goiás Cândido Santiago. 2020;6(3):6000012.
- 12 Polit DF, Beck CT. Fundamentos de pesquisa em enfermagem: avaliação de evidências para a prática da enfermagem. 9 ed. Porto Alegre: Artmed; 2018.
- 13 Araújo WJ, Bragagnollo GR, Nascimento KC, Camargo RA, Tavares CM, Monteiro EM. Intervenção educativa com idosos sobre HIV/aids: um estudo quase experimental. Texto Contexto Enferm. 2020;29:20180471.
- 14 Banvard-Fox C, Linger M, Paulson MD, Cottrell L, Davidov DM. Sexual Assault in Adolescents. Atenção Primária. Clin Consult. 2020;47(2):331-49.
- 15 Conceição MM, Whitaker CO, Grimaldi MR, Silva LI, Silva LC, Oliveira MM, et al. Crianças e adolescentes vítimas de violência sexual: aspectos do desenvolvimento físico e emocional. Rev Bras Enferm. 2022;75 Suppl 2:e20200584.
- 16 Souza VP, Perrelli JG, Neto WB, Pereira MB, Guedes TG, Monteiro EM. Construção e validação de vídeo educacional para prevenção da violência sexual de adolescentes. Texto Contexto Enferm. 2022;31:e20210171.
- 17 Viana VA, Madeiro AP, Mascarenhas MD, Rodrigues MT. Tendência temporal da violência sexual contra mulheres adolescentes no Brasil, 2011-2018. Cien Saude Colet. 2022;27(6):2363-71.
- 18 Brierley E. Sexual Harassment Whistleblowing in the Uganda Health Workforce. 2018.
- 19 Silva RM, Andrade AC, Caiaffa WT, Bezerra VM. Coexistência de comportamentos de risco à saúde e o contexto familiar entre adolescentes brasileiros, Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (2015). Rev Bras Epidemiol. 2021;24:e210023.
- 20 Demenech LM, Paludo SD, Silva PD, Paiva AM, Fontes F, Neiva-Silva L. Exploração sexual de crianças e adolescentes em situação de rua no Sul do Brasil. Cien Saude Colet. 2021;26(11):5701-10.
- 21 Franco MA. Por uma didática decolonial: epistemologia e contradições. Educação E Pesquisa, 48, e240473. Franco, M. A. S. (2022). Por uma didática decolonial: epistemologia e contradições. Educ Pesqui. 2022;48:e240473.
- 22 Ogunfowokan AA, Ayotunde T, Samson-Akpan PE, Salau OR, Garba SN, Olatubi MI, et al. Intention of staff and students to use internal whistleblowing to report sexual violence: a case study of a Nigerian university. J Interpers Violence. 2023;38(17-18):9765-94.
- 23 Takagi K, Hata N, Kimura J, Kikuchi S, Noma K, Yasui K, et al. Impact of educational video on performance in robotic simulation training (TAKUMI-1): a randomized controlled trial. J Robot Surg. 2023;17(4):1547-53.
- 24 Natarajan J, Joseph MA, Al Shibli ZS, Al Hajji SS, Al Hanawi DK, Al Kharusi AN, et al. Effectiveness of an Interactive Educational Video on Knowledge, Skill and Satisfaction of Nursing Students. Sultan Qaboos Univ Med J. 2022;22(4):546-53.
- 25 Jordão MT, Braz LC, Guiasso LF, Hernandes LF, Gonçalves JA. Violência sexual contra crianças e adolescentes: políticas de prevenção e enfrentamento. Rev Eletr Acervo Saúde. 2020;12(9):4560-e4560.
- 26 Corrêa BS, Góes FG, Silva AC, Silva MA, Goulart MC, Campos BL, et al. Efetividade de tecnologia educacional em formato de vídeo sobre banho domiciliar do recém-nascido a termo. Texto Contexto Enferm. 2024;33:e20230161.
- 27 Silva KL, Pinheiro PN, Mesquita KK, Sales JM, Mondragón-Sánchez EJ, Ximenes LB, et al. Prevenção à violência sexual na adolescência: construção e validação de cartilha digital. Acta Paul Enferm. 2024;37:eAPE02612.
-
Disponibilidade dos dados:
Os dados da pesquisa estão disponíveis no artigo.
Editado por
-
Editor Associado:
Paula Hino (https://orcid.org/0000-0002-1408-196X) Escola Paulista de Enfermagem, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil
Os dados da pesquisa estão disponíveis no artigo.
