O barco negreiro palhabote Segundo, que transportou cerca de 160 africanos, arribou nos limites entre as províncias do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, na foz do rio Itabapoana, um ano depois da lei Eusébio de Queiros. Este artigo pretende contribuir para o estudo do tráfico ilegal de africanos no Brasil, tendo como fonte principal a análise do processo de captura da embarcação a cargo da Auditoria Geral de Marinha do Rio de Janeiro, devido às possibilidades de ampla conexão entre os lugares de desembarque e os múltiplos sujeitos em torno do comércio ilícito. Nesse aspecto, buscamos delimitar o caso em três dimensões: o desembarque, os agentes interprovinciais e as penalidades impostas. O trabalho tem o objetivo de, a partir de uma partícula atlântica, ampliar os ecos que rompam os silêncios da ilegalidade.
Palavras-chave :
Escravidão; Tráfico Ilegal de Africanos; Rio de Janeiro; Espírito Santo
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