Tendo como pano de fundo os últimos anos da escravidão no Brasil, este artigo analisa a ação de liberdade movida pelo Tribunal de Justiça da Província de Goiás contra Joaquim Ayres da Silva, em favor de Faustino da Costa de Jesus. O litígio, iniciado em 1882 e encerrado com a promulgação da Lei Áurea em 1888, permite refletir sobre o papel do Judiciário na defesa da liberdade, os argumentos mobilizados pela defesa, a atuação do advogado e o espaço ocupado pela imprensa no debate público. A disputa jurídica envolveu figuras influentes do sertão norte-goiano, cujas justificativas foram amplamente divulgadas em jornais. O acusado chegou a recorrer ao imperador em defesa do direito de propriedade e da salvaguarda de sua honra.
Palavras-chave:
ação de liberdade; justiça; abolicionismo; liberalismo