Este artigo tem por objeto as polémicas e escândalos em torno da vida e obra de José Agostinho de Macedo (1761-1831), com eco na imprensa periódica de língua portuguesa publicada em Lisboa e em Londres nas três primeiras décadas do século XIX, período abarcado pelo recorte temporal da pesquisa. As fontes utilizadas são um manuscrito, periódicos e outras obras impressas redigidas por Macedo, e a sua correspondência publicada por Inocêncio Francisco da Silva, bem como livros e periódicos em que o polemista foi visado pelos seus detratores, nomeadamente Pato Moniz e Hipólito da Costa. A metodologia empregada é a análise documental - textual, para textual e contextual - e a revisão bibliográfica. O escopo da discussão procura determinar o lugar do autor no âmbito de uma produção intelectual ao serviço de uma estratégia política contrarrevolucionária e contextualizá-la no decurso da sua vida pessoal. Busca-se igualmente problematizar os limites do humor e dos excessos de linguagem de Macedo, na fronteira entre o sério e o risível, bem como o seu uso na construção de uma opinião pública favorável àquela estratégia.
PALAVRAS-CHAVE:
humor político; periodismo; José Agostinho de Macedo; contrarrevolução em Portugal