No último quartel do século XIX ocorreram inúmeros embates em defesa da renovação dos conteúdos de história no espaço escolar brasileiro. Um dos principais eixos norteadores das discussões era atinente à ampliação da História Pátria na disciplina História, que até então privilegiava a experiência clássica europeia. Neste artigo analisamos o processo de construção do espaço paulista e a defesa da História do Brasil na escrita da história escolar do intelectual paulista Américo Braziliense. Tem-se como fonte central o livro escolar, publicado em 1876, que reverberava o deslocamento do eixo espacial da corte para a província de São Paulo, no âmbito do processo de construção da cultura política republicana paulista após a Convenção de Itu (1873).
Palavras-chave:
Cultura política; historiografia escolar; Américo Braziliense