Objetivo Modelamos e analisamos a estrutura topológica da teia trófica da ictiofauna do Rio Uberabinha (Bacia do Alto Paraná), caracterizando seus padrões de conectividade, níveis tróficos, modularidade e robustez.
Métodos A rede foi construída a partir de uma meta-web com 36 espécies de peixes e sete categorias de recursos basais, com base em dados de dieta obtidos do FishBase e da literatura especializada. As análises foram conduzidas em uma rede binária direcionada, utilizando métricas clássicas de redes ecológicas e simulações de extinção aleatória e direcionada.
Resultados A teia trófica apresentou baixa conectividade (C=0,114), níveis tróficos comprimidos (intervalo: 2,0–2,88) e modularidade fraca (Q=0,113), indicando compartimentação funcional limitada. As simulações de robustez revelaram alta tolerância à perda aleatória de espécies (R50=12), mas vulnerabilidade acentuada à remoção direcionada de espécies altamente conectadas (R50=6).
Conclusões A estabilidade da rede parece ser sustentada principalmente pela redundância de espécies generalistas, permanecendo criticamente dependente de um pequeno conjunto de nós-hub e predadores de topo, refletindo a simplificação funcional típica de ecossistemas fluviais neotropicais impactados. Estratégias de conservação devem priorizar a manutenção das interações tróficas-chave em detrimento exclusivo da riqueza de espécies.
Palavras-chave:
teias tróficas; redes ecológicas; robustez; modularidade; ictiofauna; Bacia do Alto Paraná
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