Open-access Ocorrência de cianobactérias e detecção de microcistinas e saxitoxinas em reservatórios do semiárido brasileiro

Resumo

Resumo  Objetivo: A proliferação acelerada de cianobactérias em mananciais e reservatórios tem causado sérios danos ecológicos e à saúde pública, e é um problema que desafia as instituições responsáveis pelo fornecimento de água para a população. Nesse trabalho, foi realizada a quantificação dos níveis de microcistinas, saxitoxinas e cianobactérias ao longo de 3 anos em reservatórios do semiárido do Rio Grande do Norte (Brasil). Além disso, foi avaliada a distribuição sazonal das cianotoxinas e a porcentagem de cianobactérias e cianotoxinas que estavam acima do valor permitido de acordo com a legislação brasileira.

Métodos  O estudo foi realizado entre os anos 2009 e 2011 em quatro açudes com seis pontos amostrais: Armando Ribeiro Gonçalves (ARG) em Itajá, São Rafael (SR) e Jucurutu; Passagem das Traíras (PT); Itans e Gargalheiras (GARG). As cianobactérias presentes foram quantificadas e identificadas e a presença de microcistinas (MCs) e saxitoxinas (STXs) foi investigada por ELISA.

Resultados  As densidades de cianobactérias revelaram-se acima do permitido em 76% dos casos. Já os resultados de ELISA mostraram que das 128 amostras analisadas, 27% estavam acima do máximo permitido pela Portaria do Ministério da Saúde 2914/2011. Foi encontrado um padrão sazonal para a presença de MCYs (0.00227 a 24.1954 µg.L–1), com os maiores valores encontrados no período chuvoso. Não foi encontrado um padrão sazonal para STXs (0.003 µg.L–1 a 0.766 µg.L–1).

Conclusões  Esse trabalho mostrou a importância de se estabelecer a vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade já que a concentração de MCYs em algumas amostras estava acima do limite máximo admissível pela legislação brasileira, representando assim um risco à saúde pública já que o tratamento convencional da água não é capaz de eliminar essas potentes hepatotoxinas.

microcistina; saxitoxina; ELISA; cianobactéria; açudes do semiárido


location_on
Associação Brasileira de Limnologia Av. 24 A, 1515, CEP: 13506-900 , Tel.:+55 (19) 3526-4225 - Rio Claro - SP - Brazil
E-mail: actalimno@gmail.com
rss_feed Acompañe los números de esta revista en su lector de RSS
Ir para arriba Notificar error