São apresentadas as variantes sorológicas de leptospiras predominantes nos exames de soroaglutinação microscópica (SAM) efetuados no período de 1984 a 1997 em 31.325 bovinos de 1920 propriedades distribuídas em 540 municípios de 21 estados do Brasil. Os exames foram executados com uma coleção de 24 variantes sorológicas de leptospiras: australis, bratislava, autumnalis, butembo, castellonis, bataviae, canicola, whitcombi, cinoptery, grippotyphosa, hebdomadis, copenhageni, icterohaemorrhagiae, javanica, panamá, pomona, pyrogenes, hardjo, wolffi, shermani, tarassovi, sentot, andamana, e patoc; com triagem na diluição de 1:100 e titulação em série de diluições geométricas de razão dois. A distribuição percentual dos animais examinados por estado incluiu: SP (52,8%), MG (14,3%), RS (7,8%), PR (5,34%), RJ (3,66%), GO (3,34%), MS (2,81%), BA (2.10%), SC, (1,65%), MA (1.18%), ES (0,86%), PA (0.97%), MT (0,75%), PI (0.71%), CE (0.38%), DF (0,31%), TO (0.31%), AL (0.32%), PB (0.25%), RN (0.11%) e RO (0.07%). A distribuição temporal dos animais examinados incluiu 36,7% no intervalo entre 1984 a 1994 e 63,3% entre 1995 a 1997. Os resultados obtidos revelaram que houve 84,1% de propriedades acusando pelo menos um animal positivo; 94,18% de municípios acusando pelo menos um animal positivo e a presença de rebanhos contendo animais positivos em todos os 21 estados trabalhados. Os percentuais de animais reatores para pelo menos uma variante sorológica apresentaram a média de 37,94% , com flutuações na faixa de 25, 2 a 38, 3 % nos estados de SC, CE, PR, DF, SP e PA; de 40,7 a 58,4% nos estados de PB, TO, R.J, MG, GO, RO, RN, PI, MA e AL e superior a 61,0% nos estados da BA, ES, MS e MT. As variantes sorológicas mais prováveis por rebanho, considerando-se os que apresentaram título mais elevado e eliminando-se, desta análise, os animais que apresentaram título idêntico, para duas ou mais variantes sorológicas revelaram reações para a variante hardjo nos rebanhos do estado do RN e DF; hardjo e wolffi no MA, AL, BA, ES, MS, SP, RJ e GO; hardjo e grippotyphosa em TO, hardjo, castellonis e patoc em SC; hardjo, wolffi e grippotyphosa no CE; hardjo, wolffi e pomona no PR e MG; hardjo wolffi e pyrogenes no RS e RO; hardjo, icterohaemorrhagiae e pyrogenes na PB; hardjo, wolffi e hebdomadis no PI.
PALAVRAS-CHAVE:
Estudo retrospectivo; sorologia; aglutinação; leptospirose; Leptospira; variantes sorológicas.
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