Contexto: Há evidências limitadas com foco no uso de marcadores não invasivos para avaliar a fibrose hepática em doenças hepáticas crônicas pediátricas.
Objetivo: O objetivo do estudo foi avaliar a correlação entre avaliação da rigidez hepática com elastografia hepática transitória (EHT) e marcadores séricos não invasivos na hepatite autoimune (HAI) pediátrica.
Métodos: Estudo transversal entre maio de 2016 e fevereiro de 2020. Foram incluídas 28 crianças com HAI (faixa etária entre 3 e 20 anos) que haviam sido submetidas a EHT e realizaram exames séricos de rotina. Os pacientes foram divididos em dois grupos de acordo com o resultado da EHT: (1) grau de fibrose hepática ≥F2 (rigidez hepática ≥6,45 kPa) e (2) <F2 (rigidez hepática <6,45 kPa). Os grupos foram comparados utilizando o teste exato de Fisher para variáveis categóricas e o teste de Mann-Whitney para variáveis quantitativas. A correlação entre EHT, APRI, FIB-4 e contagem de plaquetas foi avaliada pelo coeficiente de Spearman (Rs).
Resultados: Foram incluídos 28 pacientes pediátricos com HAI, 21 eram do sexo feminino e 22 tinham HAI tipo 1. Seguindo o ponto de corte de 6,45 kPa na EHT, 20 pacientes (71%) foram incluídos no grupo 1 e 8 no grupo 2. avaliação da rigidez hepática com significativa entre os dois grupos nos resultados APRI e FIB-4 (P=0,0306 e P=0,0055, respectivamente). Houve correlação significativa entre EHT com APRI e FIB-4 (Rs=0,67 e 0,78, respectivamente; P<0,01), bem como com a contagem de plaquetas (Rs=-0,68; P<0,01).
Conclusão: APRI, FIB-4 e contagem de plaquetas apresentaram correlação positiva com a medição da rigidez hepática avaliada com elastografia hepática transitória em pacientes pediátricos com HAI.
Palavras-chave:
Hepatite autoimune; elastografia hepática; marcadores não invasivos; doença hepática crônica; fibrose hepática