Objetivo mapear e descrever os achados a respeito do desempenho de indivíduos com gagueira, por meio dos potenciais evocados auditivos corticais, no contexto clínico fonoaudiológico.
Estratégia de pesquisa trata-se de uma revisão de escopo conduzida segundo as diretrizes do Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses extension for Scoping Reviews (PRISMA-ScR) e registrada no Open Science Framework (OSF) (https://doi.org/10.17605/OSF.IO/KGHXV). A busca foi realizada nas bases PubMed, LILACS, Embase, Cochrane Library, Web of Science, Science Direct, SpeechBITE, OpenGrey.eu e DissOnline, sem restrição de idioma ou período.
Critérios de seleção foram incluídos estudos primários que compararam o potencial evocado auditivo cortical entre indivíduos com e sem gagueira, com audição periférica normal e sem comorbidades.
Resultados foram identificados 1.516 estudos. Após exclusões e triagens, sete artigos foram incluídos. A amostra total foi composta por 151 adultos (18 anos a 46 anos) e 202 crianças e adolescentes (4 anos a 18 anos). Os achados sugerem que indivíduos com gagueira, especialmente com quadros mais severos, tendem a apresentar maiores latências e menores amplitudes do complexo P1-N1-P2-N2, sobretudo na orelha direita. Alterações mais marcantes foram observadas em crianças, indicando maior sensibilidade do potencial evocado auditivo cortical nessa faixa etária.
Conclusão Os dados sugerem que os potenciais evocados auditivos corticais podem refletir alterações no processamento auditivo central em indivíduos com gagueira, especialmente nos casos mais severos.
Palavras-chave:
Eletrofisiologia; Potencial evocado auditivo; Gagueira; Transtorno da fluência com início na infância; Adultos
Thumbnail
