Resumo
A implementação do Building Information Modeling (BIM) tem avançado no setor de Arquitetura, Engenharia, Construção e Operação (AECO), mas ainda carece de diretrizes consolidadas que integrem evidências científicas e orientações normativas. Reconhecendo essa lacuna, este estudo teve como objetivo identificar estratégias, diretrizes e fatores críticos que influenciam a adoção do BIM em organizações públicas e privadas. Para isso, realizou-se uma Revisão Sistemática da Literatura (RSL), seguindo protocolo PRISMA, complementada por uma revisão documental de legislações, guias, manuais e protocolos nacionais e internacionais. A busca em três bases (Scopus, Web of Science e Google Acadêmico) resultou em 12.332 registros, dos quais 95 documentos atenderam aos critérios de inclusão. Os resultados evidenciam que falta de conhecimento, resistência à mudança, interoperabilidade limitada, altos custos iniciais e insuficiência de recursos financeiros constituem as barreiras mais recorrentes. A análise dos documentos institucionais mostrou predominância de itens como Plano de Execução BIM (PEB), definição de papéis e responsabilidades e infraestrutura tecnológica. Como contribuição, o estudo apresenta um conjunto de diretrizes integradas que articulam fatores organizacionais, normativos e técnicos, oferecendo subsídios para gestores e instituições que buscam estruturar ou aprimorar processos de implementação do BIM.
Palavras-chave
BIM; Diretrizes de implementação; Fatores críticos de sucesso; Transformação digital na construção
Abstract
The implementation of Building Information Modeling (BIM) has advanced in the Architecture, Engineering, Construction, and Operation (AECO) sector; however, consolidated guidelines that integrate scientific evidence and normative frameworks remain limited. Addressing this gap, this study aimed to identify strategies, guidelines, and critical factors influencing BIM adoption in public and private organizations. A Systematic Literature Review (SLR), following the PRISMA 2020 protocol, was conducted and complemented by a documentary review of national and international legislation, guides, manuals, and BIM protocols. Searches in Scopus, Web of Science, and Google Scholar yielded 12,332 records, of which 95 met the inclusion criteria. The results indicate that lack of knowledge, resistance to change, limited interoperability, high initial costs, and insufficient financial resources are the most recurrent barriers. The analysis of institutional documents revealed a predominance of elements such as the BIM Execution Plan (BEP), clear definition of roles and responsibilities, and adequate technological infrastructure. This study contributes by presenting an integrated set of guidelines that articulate organizational, normative, and technical factors, providing practical support for institutions seeking to structure or enhance BIM implementation processes.
Keywords
Building Information Modeling; Implementation guidelines; Critical success factors; Digital transformation in construction
1 Introdução
A adoção do Building Information Modeling (BIM) tem avançado mundialmente, porém ainda persiste uma lacuna significativa na literatura quanto à sistematização de diretrizes práticas e teoricamente fundamentadas para orientar sua implementação em organizações públicas e privadas. Estudos recentes identificam fatores críticos de sucesso, barreiras e estratégias de adoção, mas tais evidências permanecem dispersas, heterogêneas e, por vezes, pouco comparáveis, dificultando a construção de referenciais consolidados (Abbasnejad et al., 2021; Ahuja et al., 2020; Sun; Xu; Jiang, 2020). Essa fragmentação limita a capacidade de integração das recomendações existentes e compromete o desenvolvimento de protocolos claros que auxiliem gestores, pesquisadores e formuladores de políticas.
Diante dessa lacuna, a questão que orienta este estudo é: quais estratégias, diretrizes e fatores críticos de adoção do BIM são recorrentes na literatura científica e documental, e como podem ser sistematizados de forma coerente e aplicável ao contexto organizacional?
No contexto brasileiro, essa discussão se torna ainda mais relevante diante dos avanços regulatórios recentes, como a publicação de decretos e estratégias nacionais voltadas à disseminação do BIM. Essas medidas aproximam o Brasil das melhores práticas internacionais e reforçam a necessidade de estratégias estruturadas para que o BIM seja efetivamente incorporado aos processos organizacionais. Estudos de Eastman et al. (2008), Eadie et al. (2013), Ganah e John (2013) e Sacks, Gurevich e Shrestha (2016) indicam que os principais beneficiários dessa adoção são proprietários e órgãos públicos, que usufruem de ganhos de desempenho ao longo de todo o ciclo de vida dos empreendimentos, desde a concepção até a operação e manutenção.
Esses benefícios também são amplamente documentados por autores como Eadie et al. (2013), Ganah e John (2013) e Giel e Issa (2013), que destacam reduções de retrabalho, maior previsibilidade e melhoria na coordenação entre equipes. Contudo, sua implementação ainda é desafiadora: barreiras como resistência à mudança, carência de capacitação e limitações de recursos tecnológicos são recorrentes, conforme apontam Okakpu et al. (2021), Khoshfetrat et al. (2020) e Sun, Xu e Jiang (2020). A literatura também evidencia que a falta de planejamento estruturado compromete o sucesso desse processo (SIENGE, 2022), enquanto processos bem planejados, apoiados por políticas institucionais e capacitação contínua, tendem a mitigar riscos e acelerar a adoção.
Assim, o objetivo deste trabalho é integrar, comparar e sintetizar as evidências disponíveis em estudos científicos e documentos oficiais, a fim de organizar um conjunto de diretrizes para apoiar organizações em processos de implementação do BIM. A principal contribuição do estudo consiste em oferecer uma síntese estruturada, transparente e rastreável das recomendações presentes na literatura, superando análises fragmentadas e permitindo maior consistência metodológica no desenvolvimento de políticas e práticas de adoção do BIM.
2 Método
Este estudo foi desenvolvido por meio de uma abordagem metodológica híbrida composta por uma Revisão Sistemática da Literatura (RSL) e uma Revisão Documental, articuladas de forma complementar para assegurar rigor científico e, simultaneamente, captar diretrizes práticas e normativas relacionadas à implementação do Building Information Modeling (BIM).
A Revisão Sistemática da Literatura seguiu o protocolo PRISMA 2020, que orienta revisões estruturadas, transparentes e reprodutíveis, envolvendo etapas de identificação, triagem, elegibilidade e inclusão final das fontes. Essa etapa metodológica permitiu coletar evidências científicas consolidadas sobre práticas, barreiras e fatores críticos de adoção do BIM.
A Revisão Documental, por sua vez, fundamentou-se na análise de documentos técnicos e normativos, tais como guias, manuais, protocolos, legislações, decretos e padrões institucionais nacionais e internacionais. A adoção desse procedimento é sustentada por autores da área de políticas públicas e estudos aplicados, que reconhecem o papel de documentos oficiais como fontes legítimas para identificar orientações práticas e regulamentações que influenciam processos organizacionais.
A composição entre RSL e revisão documental atende diretamente ao objetivo do estudo, permitindo integrar duas dimensões complementares:
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evidências científicas que tratam da implementação do BIM sob perspectivas conceituais, empíricas e estratégicas;
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evidências normativas e procedimentais, essenciais para compreender como organizações estruturam e operacionalizam sua adoção.
Como destacam Gil (2008) e Page et al. (2021), a combinação entre diferentes tipos de fonte fortalece a validade interpretativa em estudos aplicados, justificando a adoção dessa abordagem híbrida no presente trabalho.
2.1 Estratégia de busca
A estratégia de busca foi elaborada de forma sistemática, seguindo as recomendações do protocolo PRISMA 2020, a fim de garantir transparência, reprodutibilidade e abrangência na identificação de estudos e documentos relacionados à implementação do BIM. A busca foi realizada nas bases Scopus, Web of Science e Google Acadêmico, selecionadas por sua ampla cobertura de publicações científicas nas áreas de Arquitetura, Engenharia e Construção (AEC), bem como por sua relevância para pesquisas sobre inovação tecnológica no setor. A estratégia de busca utilizou descritores em português e inglês, combinados por operadores booleanos (“AND”, “OR”) para ampliar a sensibilidade e especificidade da busca. Todas as strings completas aplicadas no processo são apresentadas abaixo:
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(“BIM” OR “Building Information Modeling*”) AND “implementation”.
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(“BIM” OR “Building Information Modeling*”) AND (“protocol” OR “adaptation” OR “diffusion”).
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(“BIM” OR “Building Information Modeling*”) AND (“public sector*” OR “government*”).
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(“BIM adoption” OR “BIM uptake” OR “BIM deployment”).
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(“Guides BIM” OR “Manual BIM” OR “BIM protocol”).
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(“BIM” AND “framework” AND “guidelines”).
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(“BIM maturity” AND “implementation”).
Nas bases Scopus e Web of Science, as strings foram aplicadas nas categorias Título, Resumo e Palavras-chave, respeitando a estrutura de indexação das plataformas. No Google Acadêmico, devido às limitações da ferramenta, a busca considerou o texto completo, com ordenação por relevância.
Foram definidos os seguintes filtros de refinamento: Período temporal: 2008–2025.
A escolha de 2008 como marco inicial se justifica pela consolidação da literatura internacional sobre BIM a partir da publicação das obras de Eastman et al. (2008), que estabeleceram fundamentos conceituais amplamente adotados. A busca bibliográfica foi realizada em março de 2025, considerando publicações no período entre 2008 e março de 2025. O recorte final (2025) reflete o estado mais recente das discussões, incluindo avanços normativos e adoção institucional:
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tipo de documento: artigos científicos, livros, capítulos, teses, dissertações, guias, manuais, decretos, normas e protocolos técnicos;
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idioma: português e inglês; e
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área temática: Arquitetura, Engenharia e Construção, Ciência da Informação e temas correlatos.
A busca inicial resultou em um conjunto amplo de registros, cujo quantitativo por base e por string está sistematizado durante o processo de revisão. Após a remoção de duplicatas, procedeu-se à triagem por título e resumo, seguida pela leitura integral dos documentos elegíveis, conforme descrito nas subseções seguintes.
Essa estratégia possibilitou identificar evidências científicas consolidadas e diretrizes normativas e procedimentais relevantes para a construção de diretrizes propostas neste estudo.
2.2 Critérios de inclusão e exclusão
Foram incluídos documentos que atendessem simultaneamente aos seguintes requisitos:
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abordar direta e explicitamente estratégias, diretrizes, barreiras, fatores críticos, modelos, frameworks ou protocolos relacionados à implementação do BIM;
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apresentar conteúdo disponível em texto completo;
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enquadrar-se nas áreas de Arquitetura, Engenharia, Construção e Operação (AECO) ou áreas correlatas;
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estar publicados em português ou inglês; e
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serem classificados como artigos científicos, livros, capítulos de livros, teses, dissertações ou publicações técnicas de natureza acadêmica.
2.2.1 Critérios de inclusão: revisão documental
A revisão documental incluiu fontes institucionais e normativas que apresentassem orientações formais sobre a implementação do BIM, tais como:
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leis, decretos e portarias;
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protocolos, guias, manuais e padrões técnicos;
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normas nacionais e internacionais; e
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documentos produzidos por organismos governamentais, comitês de normatização, instituições profissionais ou entidades reguladoras.
Esses documentos foram considerados essenciais para capturar recomendações práticas e exigências institucionais que não aparecem integralmente nas publicações acadêmicas.
2.2.2 Critérios de exclusão
Foram excluídos da seleção:
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documentos duplicados nas diferentes bases;
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publicações que mencionavam BIM de forma tangencial, sem tratar de processos de implementação;
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estudos cujo foco era exclusivamente tecnológico (ex.: interoperabilidade, parametrização, IFC), mas sem relação direta com estratégias de adoção;
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documentos com ausência de informações essenciais ou sem acesso ao texto integral; e
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trabalhos que não apresentavam aderência temática confirmada após a leitura integral.
2.2.3 Aplicação dos critérios
Os critérios foram aplicados em três etapas sucessivas, garantindo rastreabilidade:
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triagem inicial: leitura de títulos para identificar alinhamento preliminar ao escopo;
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triagem intermediária: leitura dos resumos para verificar aderência temática; e
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elegibilidade: leitura integral das publicações para confirmação final da inclusão.
A aplicação desses critérios permitiu reduzir o conjunto inicial de registros, garantindo que apenas documentos diretamente relevantes para a construção das diretrizes fossem analisados na etapa subsequente.
2.3 Processo de deleção
O processo de seleção das fontes seguiu rigorosamente o protocolo PRISMA 2020, assegurando transparência, rastreabilidade e reprodutibilidade da revisão. A seleção ocorreu em quatro etapas: identificação, triagem, elegibilidade e inclusão, conforme descrito a seguir.
Na etapa de identificação, as buscas realizadas nas bases Scopus, Web of Science e Google Acadêmico resultaram em um total de 12.332 registros. Após a consolidação das bases e a eliminação automática e manual de entradas repetidas, foram excluídos 5.426 documentos duplicados, restando 6.906 registros únicos para a etapa de triagem.
A etapa de triagem consistiu na leitura dos títulos e resumos, permitindo verificar a aderência ao escopo da revisão, centrado na identificação de diretrizes, estratégias, barreiras e fatores críticos para a implementação do BIM. Nessa etapa, 6.264 documentos foram excluídos por não atenderem aos critérios de inclusão previamente estabelecidos.
Os 642 documentos remanescentes seguiram para a etapa de elegibilidade, na qual foram lidos integralmente. A leitura completa permitiu avaliar a pertinência temática, o nível de detalhamento metodológico e a presença de orientações aplicáveis ao contexto da adoção do BIM. Destes, 547 documentos foram excluídos, principalmente por apresentarem foco restrito a softwares, interoperabilidade ou modelagem paramétrica sem relação direta com processos de implementação.
Ao final, 95 documentos atenderam a todos os critérios e foram incluídos na síntese qualitativa: 56 provenientes da RSL e 39 da revisão documental. O percurso completo da seleção está apresentado no Fluxograma PRISMA (Figura 1), contemplando todas as etapas e quantitativos conforme recomendado pelo protocolo.
Esse processo assegurou a inclusão de evidências relevantes, consistentes e metodologicamente adequadas para a construção das diretrizes apresentadas neste estudo. O fluxograma PRISMA (Figura 1) apresenta o detalhamento das etapas de seleção.
2.4 Procedimentos de análise de dados
A análise dos dados foi conduzida por meio de um processo de categorização temática, amplamente utilizado em revisões qualitativas, por se mostrar adequado à identificação, organização e síntese de informações provenientes de múltiplas fontes. Esse procedimento permitiu integrar os achados da Revisão Sistemática da Literatura (RSL) e da revisão documental, estruturando-os em categorias analíticas relacionadas à implementação do BIM.
O processo analítico foi conduzido em três etapas:
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Pré-análise: leitura integral dos documentos selecionados, reconhecendo variáveis, conceitos e recorrências relacionadas à implementação do BIM.
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Codificação: identificação de unidades de registro associadas a diretrizes, estratégias, barreiras, fatores críticos e recomendações práticas. As unidades foram codificadas manualmente em uma planilha estruturada contendo código, categoria, descrição, frequência e fonte correspondente.
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Agrupamento temático: organização dos códigos em categorias analíticas, permitindo identificar convergências, divergências e padrões. As categorias finais constituíram a base para a síntese e para a formulação das diretrizes apresentadas na seção de resultados.
A análise contou com dupla verificação independente, assegurando maior confiabilidade ao processo interpretativo. A triangulação entre evidências científicas e documentos normativos permitiu integrar perspectivas conceituais e práticas, garantindo rastreabilidade e robustez às diretrizes consolidadas.
3 Resultados e discussões
A adoção do BIM envolve, simultaneamente, a produção acadêmica e a elaboração de diretrizes normativas e técnicas. Por isso, os resultados desta revisão foram organizados de forma a articular as evidências provenientes da literatura científica e dos documentos institucionais, permitindo observar como fatores críticos de sucesso, políticas nacionais, estratégias de implementação e instrumentos de apoio (guias, manuais e protocolos) se combinam na prática. A Figura 2 sintetiza essa articulação, distribuindo os documentos analisados em quatro categorias principais:
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fatores críticos de sucesso;
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diretrizes políticas nacionais;
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implementação do BIM; e
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documentos e protocolos de referência.
Essa organização evidencia que a consolidação do BIM não depende apenas da disponibilidade tecnológica, mas de um alinhamento entre políticas públicas, capacidades organizacionais e instrumentos de planejamento e padronização.
A Figura 2 demonstra que as diretrizes políticas nacionais foram o tema mais recorrente (65%), seguidas pela implementação do BIM (58%), pelos fatores críticos de sucesso (50%) e pelos documentos e protocolos de referência (46%). Esses resultados indicam que, embora haja um volume expressivo de iniciativas normativas e de estudos sobre implementação, ainda existe um espaço relevante para integrar esses dois campos, especialmente no que se refere à tradução de políticas em práticas organizacionais concretas.
3.1 Fatores que limitam a implementação do BIM
A análise da literatura revela que a implementação do BIM não é determinada apenas por aspectos tecnológicos, mas, sobretudo, por fatores organizacionais, culturais e institucionais. Os estudos revisados apontam elementos recorrentes que condicionam o sucesso ou o fracasso da adoção, tais como liderança governamental, definição de padrões, apoio da alta administração, resistência à mudança, capacitação das equipes, colaboração entre agentes e disponibilidade de recursos financeiros e tecnológicos. O Quadro 1 sintetiza os principais fatores críticos identificados, suas consequências práticas e as estratégias sugeridas pelos autores.
A síntese das contribuições apresentadas no Quadro 1 evidencia que os desafios mais recorrentes na implementação do BIM estão associados, principalmente, a dimensões humanas e organizacionais. A falta de conhecimento (61% dos estudos) e a resistência à mudança (46%) aparecem como as barreiras mais citadas, reforçando que a adoção da metodologia depende de gestão da mudança, clareza de papéis e investimentos contínuos em capacitação. Essa predominância também é observada em Eadie et al. (2013), Chien, Wu e Huang (2014), Zhou, Yang e Yang (2019) e Viana e Carvalho (2021), que identificam falta de capacitação e resistência como entraves estruturais à implementação.
Autores como Abbasnejad et al. (2021) e Ahuja et al. (2020) destacam que a superação dessas barreiras exige ações integradas que envolvem liderança institucional, definição de responsabilidades, treinamento estruturado e alinhamento estratégico entre setores. Pesquisas como as de Muthusamy e Chew (2020) e Wu et al. (2021) enfatizam que, mesmo com infraestrutura e ferramentas disponíveis, a ausência de suporte da alta gestão e de uma cultura organizacional favorável tende a comprometer os resultados. Esse achado é igualmente reforçado por Brito (2019), Ahuja et al. (2020) e Hyarat, Hyarat e Al Kuisi (2022), que demonstram que a priorização institucional é determinante para viabilizar investimentos e continuidade do processo. Assim, iniciativas isoladas – como adquirir softwares ou realizar treinamentos pontuais – não são suficientes para consolidar a implementação. A literatura demonstra que resultados efetivos dependem de estratégias integradas que combinem liderança engajada, planejamento institucional, definição de protocolos, programas contínuos de qualificação e ações estruturadas de gestão da mudança. Dessa forma, a implementação do BIM deve ser compreendida como um processo organizacional complexo, que exige a articulação simultânea de fatores técnicos, humanos e institucionais.
3.2 Diretrizes políticas nacionais
As diretrizes políticas nacionais desempenham papel central na consolidação do Building Information Modeling (BIM) no Brasil, pois estabelecem marcos regulatórios, padrões técnicos e estratégias que orientam sua adoção no setor público e influenciam práticas no setor privado. Esse movimento segue tendência observada em países que estruturaram políticas nacionais de BIM, conforme apontado por Cheng e Lu (2015) e Kassem, Succar e Dawood (2015). A análise dos documentos identificados nesta revisão evidencia que a trajetória brasileira evoluiu de iniciativas normativas isoladas para uma estrutura mais abrangente de governança, culminando na Estratégia Nacional de Disseminação do BIM (Decreto nº 11.888/2024).
De modo geral, as políticas públicas convergem em três eixos estruturantes:
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padronização e normatização da informação;
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obrigatoriedade e indução regulatória; e
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fortalecimento institucional para a disseminação do BIM.
O Quadro 2 sintetiza os principais marcos normativos publicados no Brasil entre 2009 e 2024. Embora o recorte temporal geral da pesquisa considere o período entre 2008 e março de 2025, o levantamento documental referente ao arcabouço normativo nacional apresenta maior concentração de iniciativas a partir de 2009. A análise comparativa desses documentos revela que, ao longo do período, houve uma ampliação progressiva do escopo normativo, passando de normas técnicas (como a NBR 15965:2011) para estratégias de Estado com objetivos, metas e governança formalizada (como os decretos de 2018, 2019, 2020 e 2024).
Embora o arcabouço regulatório seja robusto, a literatura e os documentos institucionais apontam desafios persistentes para a efetiva implementação das diretrizes, sobretudo no que se refere ao domínio técnico da metodologia pelos profissionais, às limitações de infraestrutura e à necessidade de formação continuada. Esses achados indicam que as políticas nacionais, embora essenciais para induzir o uso do BIM, não garantem sua adoção plena sem investimentos complementares em capacitação, planejamento institucional e gestão da mudança. Assim, as políticas brasileiras avançaram significativamente ao definir metas, criar comitês e estabelecer prazos para implantação, mas ainda dependem de mecanismos operacionais que permitam sua internalização nos órgãos públicos. A integração entre regulamentações, capacitação institucional e instrumentos de planejamento (como guias, padrões e planos de execução BIM) permanece como condição necessária para que o país alcance maior maturidade na adoção da metodologia.
3.3 Implementação BIM
A implementação do Building Information Modeling (BIM) é compreendida na literatura como um processo organizacional que envolve não apenas a adoção de tecnologias, mas a articulação entre planejamento estratégico, padronização de processos, desenvolvimento de competências e gestão da mudança. Nesse sentido, o modelo de Succar e Kassem (2015) é amplamente referenciado por estruturar a implementação em três estágios interdependentes: pré-implementação, centrada no diagnóstico das capacidades organizacionais; implementação, voltada à definição de padrões, procedimentos e infraestrutura; e pós-implementação, quando a organização consolida e aperfeiçoa suas práticas. Os estudos analisados indicam convergência quanto à necessidade de alinhar diretrizes técnicas, políticas institucionais e competências humanas para garantir a efetividade do BIM. Assim, práticas como elaboração de planos de execução, definição de responsabilidades, estabelecimento de níveis de maturidade, realização de diagnósticos organizacionais, criação de ambientes colaborativos e programas contínuos de capacitação foram identificadas como fundamentais para um processo de implementação consistente. O Quadro 3 sintetiza as principais diretrizes propostas pela literatura, abrangendo dimensões estratégicas (planejamento e liderança), operacionais (protocolos, padrões, infraestrutura) e humanas (capacitação, suporte institucional). Esses elementos evidenciam que a implementação do BIM depende de ações integradas e progressivas, reforçando sua natureza multidimensional no contexto organizacional.
3.4 Guias, manuais e protocolos BIM
Os guias, manuais e protocolos de BIM constituem instrumentos essenciais para orientar a adoção da metodologia, pois estabelecem padrões mínimos de informação, definem responsabilidades, organizam fluxos de trabalho e asseguram a compatibilidade entre os agentes envolvidos. A análise documental realizada nesta revisão identificou 28 referências nacionais e internacionais que sintetizam boas práticas e orientações normativas amplamente utilizadas em processos de implementação do BIM. Embora haja diversidade terminológica, guias, manuais, handbooks, protocolos, especificações ou requisitos, esses documentos compartilham a mesma função central: oferecer diretrizes operacionais claras para apoiar organizações na preparação e execução de projetos com BIM. Assim, constituem o elo entre as políticas públicas (que definem diretrizes gerais) e as práticas organizacionais (que precisam operacionalizar essas exigências). O Quadro 4 apresenta os documentos selecionados, organizados quanto ao país, ano e objetivo, permitindo visualizar a evolução e a ampliação dos referenciais disponíveis. A análise comparativa desse conjunto revelou a existência de 18 itens recorrentes que estruturam, de maneira consistente, as orientações desses materiais. Entre eles, destacam-se:
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o Plano de Execução BIM (PEB), citado em 23 documentos;
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a definição de usos do BIM (20 documentos);
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a delimitação de funções e responsabilidades (19 documentos);
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a definição de objetivos e metas da adoção (18 documentos); e
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requisitos de infraestrutura tecnológica (16 documentos).
Quadro 4 – Documentos nacionais e internacionais (Continua...)
A Figura 2 apresenta a frequência de ocorrência desses itens, evidenciando sua centralidade nos materiais analisados. Os achados indicam que os documentos priorizam elementos estruturantes da implementação - planejamento, responsabilidades, infraestrutura e objetivos- enquanto aspectos de padronização mais específica, como nomenclaturas e classificações, aparecem com menor frequência, por serem frequentemente tratados em normas técnicas complementares. Essa distribuição reforça que os guias e manuais BIM desempenham papel estratégico ao traduzir conceitos e diretrizes normativas em práticas organizacionais aplicáveis. Ao mesmo tempo, revelam a necessidade de evolução contínua desses materiais, considerando as particularidades institucionais e os níveis de maturidade das organizações. A ausência de uniformidade global, destacada por Manzione (2013), demonstra que a adaptação local e o desenvolvimento de documentos alinhados a cada contexto permanecem essenciais para garantir consistência, clareza e eficiência nos processos de implementação.
4 Discussão
A análise integrada dos resultados evidencia que a implementação do BIM constitui um processo multidimensional, influenciado por fatores humanos, organizacionais, tecnológicos e institucionais. A articulação entre a revisão sistemática da literatura e a análise documental permitiu identificar convergências relevantes entre desafios, diretrizes políticas, práticas de implementação e instrumentos normativos, oferecendo uma compreensão mais abrangente das condições necessárias para a adoção consistente do BIM em contextos organizacionais. Os resultados demonstram que os principais entraves à implementação – falta de conhecimento, resistência à mudança, ausência de padrões, limitações de infraestrutura e dificuldades de interoperabilidade – são amplamente reconhecidos tanto na literatura quanto nos documentos institucionais. Esses fatores aparecem de forma consistente na literatura internacional (Eadie et al., 2013; Arayici; Egbu; Coates, 2012; Charef et al., 2019), demonstrando que se trata de desafios persistentes e não exclusivos do contexto brasileiro. A análise comparativa das fontes revelou tanto convergências quanto divergências entre os autores. Há consenso, por exemplo, quanto à centralidade da capacitação e da gestão da mudança para o sucesso da implementação do BIM (Eadie et al., 2013; Charef et al., 2019; Viana; Carvalho, 2021). Entretanto, observam-se diferenças na ênfase atribuída a fatores estruturais: enquanto estudos como Abbasnejad et al. (2021) destacam limitações organizacionais, outros, como Muthusamy e Chew (2020), enfatizam barreiras tecnológicas e de infraestrutura.
Diferentemente de estudos anteriores que analisam fatores específicos relacionados à adoção do BIM – como barreiras organizacionais, tecnológicas ou fatores críticos de sucesso (Abbasnejad et al., 2021; Ahuja et al., 2020) – o presente estudo buscou integrar simultaneamente evidências provenientes da literatura científica e documentos normativos e institucionais. Essa abordagem amplia a compreensão sobre a implementação do BIM ao articular dimensões organizacionais, institucionais e tecnológicas, permitindo observar não apenas os fatores que influenciam a adoção, mas também os instrumentos regulatórios e operacionais que orientam sua aplicação em diferentes contextos. A síntese apresentada nesta revisão considerou o grau de recorrência desses elementos, priorizando fatores comuns, mas registrando nuances relevantes para a contextualização crítica. Esses achados reforçam que a implantação do BIM não depende apenas da disponibilidade tecnológica, mas da capacidade das organizações de estruturar processos, desenvolver competências e promover mudanças culturais de maneira contínua. Nesse sentido, a literatura aponta que a adoção efetiva exige ações integradas que articulem liderança institucional, definição de responsabilidades, programas de qualificação e estratégias estruturadas de gestão da mudança. As diretrizes políticas nacionais apresentaram avanços relevantes na institucionalização do BIM ao estabelecer objetivos estratégicos, estruturas de governança e prazos de adoção. Entretanto, os achados indicam que a existência de decretos, normas e estratégias, por si só, não é suficiente para garantir a implementação efetiva. Para que esses instrumentos produzam resultados concretos, é necessário que sejam acompanhados de mecanismos operacionais, investimentos adequados e programas contínuos de capacitação que permitam sua internalização pelas organizações. Na esfera organizacional, os estudos analisados demonstram consenso sobre a necessidade de planejamento estruturado, envolvendo diagnóstico de maturidade, definição de responsabilidades, elaboração de planos de execução, infraestrutura adequada e desenvolvimento contínuo de competências. Essa perspectiva está alinhada aos modelos de implementação descritos por Succar e Kassem (2015), que abordam a adoção do BIM como um processo progressivo, integrado e dependente de alinhamento institucional. Nesse contexto, os guias, manuais e protocolos BIM desempenham papel fundamental ao traduzir diretrizes normativas em orientações práticas, organizando fluxos de trabalho, requisitos informacionais e responsabilidades. A análise dos 28 documentos identificados mostrou que elementos como o Plano de Execução BIM (PEB), definição de usos, funções e infraestrutura tecnológica são recorrentes e representam pilares estruturantes para a implementação. Ao mesmo tempo, itens relacionados à padronização técnica específica aparecem com menor frequência, indicando lacunas que ainda exigem atenção.
A análise integrada dos resultados apresentados nos Quadros 2 e 4 permitiu identificar relações entre fatores críticos de adoção e diretrizes de implementação propostas na literatura. A partir dessa articulação, o Quadro 5 sintetiza os fatores críticos e as diretrizes estratégicas para implementação do BIM, organizados nos campos de Pessoa, Processo e Tecnologia. Essa integração evidencia que ações isoladas – como aquisição de softwares ou treinamentos pontuais – tendem a ser insuficientes para promover mudanças efetivas. A adoção consistente requer estratégias combinadas que articulem liderança, planejamento, capacitação, padronização e infraestrutura.
As diretrizes consolidadas no Quadro 5 configuram uma síntese interpretativa construída a partir das evidências levantadas; embora fundamentadas na literatura, seu nível de generalidade exige validação empírica em diferentes contextos organizacionais, o que caracteriza uma contribuição original, porém aberta à testagem em estudos futuros. De modo geral, esta revisão demonstra que a consolidação do BIM depende de uma abordagem integrada que conecte políticas públicas, práticas organizacionais, instrumentos normativos e competências técnicas. A literatura aponta que a maturidade BIM de organizações e governos está diretamente relacionada à capacidade de transformar diretrizes em práticas operacionais e sustentáveis. Assim, o presente estudo contribui ao sistematizar evidências que podem apoiar gestores, formuladores de políticas e equipes técnicas na compreensão dos elementos essenciais para uma implementação bem-sucedida e de longo prazo.
5 Conclusão
Este estudo realizou uma revisão sistemática da literatura, complementada por uma análise documental, com o objetivo de identificar fatores críticos, diretrizes políticas, estratégias de implementação e instrumentos normativos que orientam a adoção do BIM em organizações públicas e privadas. A síntese dos resultados permitiu integrar duas dimensões frequentemente tratadas de forma fragmentada na literatura:
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as evidências acadêmicas sobre barreiras, desafios e condições de sucesso; e
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os documentos institucionais que orientam a aplicação prática do BIM.
Os achados evidenciaram que falta de conhecimento, resistência à mudança, interoperabilidade limitada, alto custo inicial e insuficiência de recursos financeiros constituem os fatores mais recorrentes na literatura, independentemente do país ou do tipo de organização analisada. Da mesma forma, os documentos institucionais analisados reforçam a centralidade de elementos como Plano de Execução BIM (PEB), definição de papéis e responsabilidades, infraestrutura tecnológica adequada e objetivos claramente formulados para orientar os processos organizacionais. A integração desses dois conjuntos de evidências permitiu identificar que a implementação eficaz do BIM depende menos de aspectos tecnológicos isolados e mais de processos organizacionais estruturados, governança institucional, capacitação contínua, clareza normativa e padronização de práticas. Assim, a principal contribuição deste estudo é oferecer um referencial consolidado, baseado na recorrência de temas identificados na literatura e nos documentos, capaz de apoiar gestores e instituições na formulação de estratégias mais robustas de implementação do BIM.
5.1 Limitações
As principais limitações deste estudo decorrem:
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do número restrito de documentos normativos e institucionais incluídos, uma vez que diferentes países e instituições apresentam grande variação na disponibilidade desses materiais;
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da heterogeneidade terminológica presente nos estudos analisados, o que demanda interpretações cuidadosas durante a categorização; e
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da ausência de estudos de caso empíricos, que poderiam aprofundar a compreensão sobre como diretrizes e fatores críticos se manifestam na prática.
Essas limitações não comprometem a validade dos achados, mas indicam que os resultados devem ser interpretados considerando o contexto e o escopo da revisão.
5.2 Pesquisas futuras
Considerando as lacunas identificadas na literatura e os resultados deste estudo, propõem-se as seguintes direções para pesquisas futuras:
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ampliar o corpus documental, incorporando guias e protocolos regionais, além de normativas produzidas por diferentes níveis governamentais;
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realizar estudos de caso em organizações que já adotaram o BIM, visando validar empiricamente os fatores críticos e diretrizes identificados;
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comparar políticas nacionais de países distintos, identificando padrões e variações nas estratégias governamentais de implementação;
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investigar como maturidade digital, cultura organizacional e modelos de governança impactam a eficácia da implementação; e
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explorar o potencial de integração entre BIM e tecnologias emergentes, como gêmeos digitais, inteligência artificial e IoT, no contexto da gestão de ativos e infraestrutura.
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Declaração sobre IA Generativa e Tecnologias Assistidas por IA no Processo de Escrita
Os autores declaram que não utilizaram ferramentas de inteligência artificial generativa na elaboração do conteúdo científico deste artigo.
Declaração de Disponibilidade de Dados
A tabulação completa dos documentos e respectivas contribuições deste estudo estão disponíveis, mediante solicitação com justificativa à primeira autora deste artigo.
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Editado por
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Editor:
Ariovaldo Denis Granja






