Open-access Ecocardiograma Transesofágico Sempre Antes do TAVI?

Palavras-chave
Substituição da Valva Aórtica Transcateter; Ecocardiografia Transesofagiana; Estenose da Valva Aórtica; Imageamento por Ressonância Magnética

Keywords
Transcatheter Aortic Valve Replacement; Transesophageal Echocardiography; Aortic Valve Stenosis; Magnetic Resonance Imaging

Palavras-chave
Substituição da Valva Aórtica Transcateter; Ecocardiografia Transesofagiana; Estenose da Valva Aórtica; Imageamento por Ressonância Magnética

Keywords
Transcatheter Aortic Valve Replacement; Transesophageal Echocardiography; Aortic Valve Stenosis; Magnetic Resonance Imaging

A imagem cardiovascular é crucial na seleção e no planejamento das intervenções em Doença Cardíaca Estrutural.1

O Implante Transcateter da Valva Aórtica (TAVI) transformou o manejo da estenose aórtica (EAo) grave em populações de alto risco cirúrgico e atualmente encontra-se em expansão para populações de risco intermediário e baixo.2

O ecocardiograma transesofágico (ETE) oferece alta resolução espacial e excelente caracterização anatômica da válvula aórtica. No entanto, trata-se de um exame semi-invasivo, que exige preparo, jejum e sedação. Além disso, pode gerar desconforto e apresenta riscos, ainda que baixos, como perfuração esofágica e broncoaspiração.1

Apesar da importância histórica do ETE no TAVI, seu uso rotineiro antes do procedimento tem sido questionado. Em geral, nesse cenário, o ecocardiograma transtorácico (ETT) é o exame inicial na avaliação da quantificação da gravidade, função ventricular e outras valvulopatias associadas, enquanto a angiotomografia computadorizada (Angio TC) tornou-se o padrão para o planejamento e escolha da prótese.3

As diretrizes atuais da ACC/AHA (2020) e da ESC (2021) não recomendam o uso sistemático do ETE antes do TAVI. Assim, o fluxograma é centrado no ETT e na Angio TC, com o ETE reservado para situações específicas como: imagens subótimas no ETT ou Angio TC inconclusiva, dúvida ou discrepância diagnóstica na gravidade da EAo, presença de refluxo aórtico desproporcional ao grau de calcificação valvar, avaliação de valvulopatias associadas, avaliação da suspeita de endocardite, insuficiência renal grave, alergia ao contraste iodado e presença de fibrilação atrial em que se considera a oclusão do apêndice atrial esquerdo combinado ao TAVI. Nesses contextos, o ETE acrescenta informação clínica essencial e pode alterar a conduta.4,5,6

Outro ponto relevante é o uso do ETE durante o procedimento, pois ele é útil para avaliar o posicionamento da prótese, o refluxo periprotético residual, a função ventricular e as complicações imediatas (ruptura de anel, dissecção aórtica, disfunção protética precoce).1,7

Todavia, em casos selecionados pelo "Heart Team", o TAVI "minimalist approach" tem se tornado cada vez mais frequente. Nesses casos, o monitoramento e avaliação são realizados com o ETT, e o ETE fica reservado como apoio na avaliação de complicações como localização e quantificação do refluxo periprotético, dissecção de aorta e defeitos de Gerbode adquiridos.1,7

No contexto do "Heart Team", o ecocardiografista é parte integrante e deve assumir postura crítica e seletiva, optando pelo ETE antes do TAVI e/ou intraprocedimento apenas quando a sua contribuição for clara.1

Sendo assim, a resposta à pergunta inicial é NÃO.

O ETE não deve ser obrigatório antes do TAVI, mas sim estar reservado para casos selecionados, nos quais o ETT ou a Angio TC não podem oferecer informações suficientes para um planejamento seguro e eficaz.3,6

Em um ambiente de medicina baseada em valor, a realização de exames deve ser guiada por benefício clínico real, e não por protocolos institucionais automáticos.

O uso racional preserva sua alta utilidade clínica e evita riscos desnecessários aos pacientes.6

Referências bibliográficas

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    » https://doi.org/10.1016/j.jcin.2018.06.056

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    16 Fev 2026
  • Data do Fascículo
    2025
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