RACIONAL: A doença inflamatória intestinal (DII), que engloba a doença de Crohn (DC) e a colite ulcerativa (CU), carece de etiologia conhecida. Embora sintomas clínicos, imagens e colonoscopia sejam ferramentas diagnósticas comuns, a calprotectina fecal (CalF) atua como biomarcador amplamente utilizado para monitorar a atividade da doença. A metabolômica, no âmbito das ciências “omics,” apresenta promissoras perspectivas para identificação de biomarcadores de progressão da doença. Este método envolve o estudo de metabólitos em meios biológicos para revelar fatores patológicos.
OBJETIVOS: Explorar a metabolômica fecal em pacientes com DII, avaliando seu potencial na diferenciação de subtipos e na avaliação da atividade da doença usando CalF.
MÉTODOS: Estudo transversal incluindo pacientes com DII, dados clínicos e medições de CalF (=200μg/g como indicador de doença ativa).
RESULTADOS: A metabolômica fecal utilizou cromatografia de massa/extração em fase sólida com o software MetaboAnalyst 5.0 para análise. Dos 52 pacientes (29 CU, 23 DC), 36 (69,2%) apresentaram atividade inflamatória. Foram identificados 56 metabólitos fecais, sendo os ácidos hexadecanoico, esqualeno e octadecanoico notáveis na distinção entre CD e CU. Para CU, os ácidos octadecanoico e hexadecanoico correlacionaram-se com a atividade da doença, enquanto o ácido octadecanoico foi mais relevante em CD.
CONCLUSÕES: Os achados destacam o potencial da metabolômica como um complemento não invasivo para avaliar a doença inflamatória intestinal, auxiliando no diagnóstico e na avaliação da atividade da doença.
DESCRITORES:
Doença de Crohn; Colite ulcerativa; Microbioma Gastrointestinal.
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UC: ulcerative colitis; CD: Crohn’s disease; VIP: variables in projection.
VIP: variables in projection.
VIP: variables in projection.
