Racional: O insulinoma é um tumor neuroendócrino pancreático raro, originado das células beta, que leva à secreção excessiva de insulina e episódios de hipoglicemia potencialmente fatais. Embora a ressecção cirúrgica continue sendo o padrão-ouro, a ablação por radiofrequência guiada por ultrassom endoscópico (EUS-RFA) tem se destacado como uma alternativa minimamente invasiva, especialmente em pacientes não elegíveis para cirurgia.
Objetivos: Metanálise conforme as diretrizes PRISMA, para comparar a eficácia e a segurança da EUS-RFA e da cirurgia no tratamento de insulinomas pancreáticos.
Métodos: Foram realizadas buscas sistemáticas nas bases PubMed, Cochrane Library, Embase e Scopus, utilizando descritores MeSH relacionados a insulinoma, ablação por radiofrequência e cirurgia. Foram incluídos estudos de coorte e séries de casos com dados sobre desfechos clínicos, eventos adversos, recorrência e tempo de internação. As análises estatísticas foram feitas com os softwares Comprehensive Meta-analysis e RevMan 5.
Resultados: Foram incluídos 20 estudos, envolvendo 142 pacientes tratados com EUS-RFA e 249 submetidos à cirurgia. A taxa de sucesso clínico foi maior na EUS-RFA (97,5 vs. 88,9%), com menos complicações (23 vs. 59%), menor internação (2,4 vs. 11 dias) e nenhuma mortalidade. A recorrência, porém, foi maior na EUS-RFA (11 vs. 4,8%).
Conclusões: A EUS-RFA é segura, eficaz e menos invasiva, sendo alternativa valiosa para pacientes de alto risco, embora com maior taxa de recorrência. A cirurgia segue como primeira escolha em casos ressecáveis.
Palavras-chave:
Insulinoma; Neoplasias Pancreáticas; Ablação por Radiofrequência
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