Racional: A pós-graduação é fundamental para a formação de profissionais qualificados em saúde, porém há escassez de estudos no Brasil que avaliem os desfechos de egressos na área de gastroenterologia.
Objetivos: Analisar o perfil sociodemográfico, formação acadêmica, desfechos de carreira e a percepção do impacto da pós-graduação em Ciências em Gastroenterologia, comparando médicos e não médicos, bem como médicos com formação cirúrgica versus clínica.
Métodos: Estudo transversal com egressos de mestrado e doutorado formados entre 2012 e 2024 na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Aplicou-se questionário com 47 itens abordando dados demográficos, formação, atuação profissional, produção acadêmica e impacto do programa. As comparações estatísticas utilizaram testes do ꭓ2 ou exato de Fisher e o teste de Mann-Whitney (p<0,05).
Resultados: Dos 332 egressos elegíveis, 172 responderam ao questionário (51,8%). A idade média foi de 43 anos; 53,5% eram homens e 69,8% médicos. A pós-graduação foi considerada fundamental por 51,2% e altamente impactante por 37,2, e 74,4% certamente a fariam novamente. Médicos apresentaram maior idade, maior produção científica e maior frequência de cargos acadêmicos e de liderança. Não médicos foram predominantemente mulheres, receberam mais bolsas e relataram com maior frequência mudança positiva de carreira. Entre os médicos, aqueles com formação cirúrgica tiveram maior renda, mais títulos acadêmicos e maior concentração em São Paulo, enquanto os de formação clínica relataram mais oportunidades profissionais.
Conclusões: A pós-graduação em Ciências em Gastroenterologia exerceu impacto positivo relevante no desenvolvimento acadêmico e profissional, com diferenças conforme a formação de base e o perfil profissional.
Descritores:
Educação de Pós-Graduação; Internato e Residência; Procedimentos Cirúrgicos Operatórios; Cirurgia Colorretal; Procedimentos Cirúrgicos do Sistema Digestório
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