RACIONAL: As hepatectomias estão historicamente relacionadas com maior morbidade e mortalidade, relacionadas a perda sanguínea intra-operatória e fistulas biliares. Os avanços tecnológicos e o aprimoramento da técnica operatória e anestésica levaram a maior segurança na realização destas cirurgias.
OBJETIVOS: Avaliar a morbidade e a mortalidade em pacientes submetidos à hepatectomias.
MÉTODOS: Estudo de coorte retrospectivo de prontuários de pacientes submetidos a ressecções hepáticas. Foram analisados o tipo de hepatectomia, indicações, necessidade de transfusão sanguínea intra-operatória, permanência hospitalar, complicações e a mortalidade pós-operatórias.
RESULTADOS: Foram realizadas um total de 48 hepatectomias no período estudado, sendo mais comuns 26 (54,16%) as hepatectomias maiores, distribuídas entre 13 (50%) hepatectomias esquerdas; 11 (42,30%) hepatectomias direitas e 2 (7,70%) outras. Foram feitas 22 (45,84%) hepatectomias menores, sendo 11 (50%) monossegmentectomias e 5 (22,72%) hepatectomias laterais esquerdas. As principais indicações para ressecção em doenças benignas foram 6 (12,50%) hidatidose hepática neotropical; 5 (10,41%) litíase intra-hepáticae nas malignas primárias, 9 (18,75%) hepatocarcinomas. Não houve necessidade de hemotransfusão no intra-operatório. A permanência hospitalar após a cirurgia variou de 2 a 40 dias (média=7 dias); 41 (85,42%) pacientes foram para UTI nas primeiras 72 horas do pós-operatório. Nove (18,75%) pacientes desenvolveram complicações pós-operatórias. A mortalidade geral foi 2,08%.
CONCLUSÕES: O carcinoma hepatocelular e a hidatidose neotropical foram as principais doenças com indicação cirúrgica, e as hepatectomias maiores foram os procedimentos mais realizados. A morbi-mortalidade está em linha com os resultados de grandes centros mundiais.
DESCRITORES:
Hepatectomia; Morbidade; Mortalidade