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Open-access Arquivos Brasileiros de Cardiologia

Publication of: Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC
Area: Ciências Da Saúde
ISSN printed version: 0066-782X
ISSN online version: 1678-4170
Creative Common - by 4.0

Table of contents

Arquivos Brasileiros de Cardiologia, Volume: 122, Issue: 11, Published: 2025

Arquivos Brasileiros de Cardiologia, Volume: 122, Issue: 11, Published: 2025

Document list
Documents
Short Editorial
Photobiomodulation Therapy with Cardiac Rehabilitation in HFrEF/HFmrEF: Promise, Parameters, and the Primacy of Exercise Carvalheiro, Ricardo Santos, Ana Raquel Gonçalves, António Valentim
Short Editorial
Pursuing Pragmatic Risk Prediction in Heart Failure Vaz, Tiago A. Clausell, Nadine
Short Editorial
LncRNA ZEB1-AS1: A New Player in Epigenetic Control of Cardiac Hypertrophy Giugni, Fernando R.
Short Editorial
A "GRACE"-Full Risk Estimation: Predicting the Prognosis in Patients with Acute Coronary Syndrome Undergoing Surgical Revascularization Verdoia, Monica
Short Editorial
Ivabradine in Postural Orthostatic Tachycardia Syndrome. Is That All We Need? Brasil, Helena Nogueira Cunha, Bianca Lopes de Mendonça, Ana Taísa Barbosa Pereira, Francisca Tatiana Moreira Rocha, Eduardo Arrais
Short Editorial
Plasma Osmolality in Cardiovascular Disease: Association, Mechanisms, and Clinical Meaning Barbosa, Imara Correia de Queiroz Barbosa, Alex Silva, Amanda Maíra Damasceno
Short Editorial
Improving Risk Stratification Beyond Coronary Calcium – Adding the Inflammatory Burden Index to Find the Vulnerable Patient Santos-Ferreira, Diogo
Short Editorial
The "No-Reflow" Phenomenon Far Beyond the Cath Lab Pozetti, Antonio Hélio Ribeiro, Henrique Barbosa
Original Article
Cardiac CT-Detected Vulnerable Plaques and Risk of Future Acute Myocardial Infarction: Predictive Value of CAC Scores and Inflammatory Burden Index Ömür, Sefa Erdi Koyun, Emin Cabri, Gökhan

Abstract in Portuguese:

Resumo Fundamento A angiotomografia computadorizada (ATC) é amplamente utilizada como modalidade básica não invasiva para avaliar a doença arterial coronariana. O índice de carga inflamatória (IBI Inflammatory burden index) é um indicador de inflamação sistêmica que reflete o estado inflamatório. Ainda é difícil determinar o alto risco de infarto agudo do miocárdio (IAM) futuro em pacientes com placa detectada pela angiotomografia. Objetivo Este estudo teve como objetivo avaliar a eficácia dos escores de Cálcio da Artéria Coronária (CAC) e IBI na predição do risco de IAM entre pacientes submetidos à ATC para dor torácica. Buscamos avaliar o valor preditivo individual e combinado desses índices, determinar seus valores de corte ideais e comparar o risco de IAM entre grupos de pacientes com diferentes escores CAC e IBI. Também objetivamos avaliar o papel potencial desses marcadores na identificação de “pacientes vulneráveis” com alto risco de eventos cardiovasculares futuros. Métodos Este estudo retrospectivo incluiu 1.235 pacientes submetidos à ATC devido à dor torácica e acompanhados por 3 anos (2,8-3,4). Os pacientes foram categorizados em três modelos com base em seus escores CAC e IBI. O desfecho primário foi a ocorrência de IAM durante o período de acompanhamento. A significância estatística foi estabelecida em p < 0,05 para todas as análises. Resultados Pacientes que apresentaram IAM apresentaram escores de IBI e CAC significativamente mais altos em comparação com aqueles sem ISM. A análise de regressão logística identificou o escore de CAC e o IBI como preditores independentes de ISM. A análise ROC determinou os valores de corte ideais para IBI (128) e CAC (102) na predição de IDM. A análise de Kaplan-Meier revelou um gradiente significativo no risco de IAM entre os três modelos, com o maior risco observado em pacientes com altos escores de IBI e CAC. Conclusão A combinação dos escores IBI e CAC proporciona melhor estratificação de risco para a previsão de IAM futuro (placa vulnerável) em pacientes com placa detectada por angiotomografia. Essa abordagem pode facilitar estratégias de tratamento mais específicas para pacientes de alto risco.

Abstract in English:

Abstract Background Computed Tomography (CT) angiography is widely used as a basic non-invasive modality to evaluate coronary artery disease. Inflammatory burden index (IBI) is a systemic inflammation indicator reflecting the inflammatory status. It is still difficult to determine the high risk of future acute myocardial infarction (MI) in patients with plaque detected by CT angiography. Objective This study aimed to evaluate the effectiveness of CAC scores and IBI in predicting MI risk among patients undergoing CT angiography for chest pain. We sought to assess the individual and combined predictive value of these indices, determine their optimal cut-off values, and compare MI risk across patient groups with varying CAC and IBI scores. We also aimed to evaluate the potential role of these markers in identifying ‘vulnerable patients’ at high risk for future cardiovascular events. Methods This retrospective study included 1235 patients who underwent CT angiography due to chest pain and were followed for 3 years (2.8-3.4). Patients were categorized into three models based on their CAC and IBI scores. The primary outcome was the occurrence of MI during the follow-up period. Statistical significance was established at p < 0.05 for all analyses. Results Patients who experienced MI had significantly higher IBI and CAC scores compared to those without MI. Logistic regression analysis identified CAC score and IBI as independent predictors of MI. ROC analysis determined optimal cut-off values for IBI (128) and CAC (102) in predicting MI. Kaplan-Meier analysis revealed a significant gradient in MI risk across the three models, with the highest risk observed in patients with both high IBI and CAC scores. Conclusion The combination of IBI and CAC scores provides improved risk stratification for the prediction of future MI (vulnerable plaque) in patients with plaque detected by CT angiography. This approach may facilitate more specific treatment strategies for high-risk patients.
Original Article
Photobiomodulation Combined with Moderate or High-Intensity Interval Training on Oxygen Consumption and Exercise Tolerance in Patients with Heart Failure Busin, Diego Franzoni, Leandro Tolfo Turella, Douglas Tairova, Olga Sergueevna Silveira, Anderson Donelli da Stein, Ricardo Amorim, Gabriel Lopes Lago, Pedro Dal Nunes, Ramiro Barcos

Abstract in Portuguese:

Resumo Fundamento O treinamento aeróbico (TA), seja de intensidade moderada ou alta, é amplamente utilizado na reabilitação cardiovascular. A terapia por fotobiomodulação (TFBM) tem demonstrado potencial para melhorar o desempenho físico em atletas; no entanto, seus efeitos em pacientes com insuficiência cardíaca (IC) ainda são incertos. Objetivo Investigar se a adição da TFBM ao TA de intensidade moderada ou alta melhora o desempenho cardiorrespiratório ao exercício em indivíduos com IC. Métodos Ensaio clínico não randomizado com 49 pacientes com IC (idade média de 62,7 anos; fração de ejeção < 40%), alocados em 5 grupos: i) treinamento moderado isolado, ii) treinamento moderado + TFBM, iii) treinamento de alta intensidade isolado, iv) treinamento de alta intensidade + TFBM, e v) grupo controle. Todos os participantes foram submetidos a uma intervenção de 10 semanas. O teste de exercício cardiorrespiratório foi utilizado para avaliar o VO2pico, a eficiência ventilatória e a tolerância ao exercício. A análise estatística foi realizada por meio de Equações de Estimação Generalizadas, com nível de significância de 5% (p < 0,05). Resultados Foram observadas melhorias significativas na velocidade e na inclinação durante o teste de esforço nos grupos submetidos ao treinamento, especialmente no grupo de alta intensidade. Este grupo apresentou maior aumento no consumo de oxigênio (diferença média: 1,80 ml.kg-1.min-1 ± 0,59 ml.kg-1.min-1; p = 0,002) e melhor desempenho no tempo até a exaustão (velocidade: p = 0,05; inclinação: p < 0,01). As comparações entre os grupos revelaram que a TFBM não proporcionou efeitos adicionais relevantes quando combinada ao treinamento. Conclusão O TA, sobretudo em alta intensidade, melhora o desempenho ao exercício em pacientes com IC. A adição da TFBM não conferiu benefícios adicionais significativos neste estudo. Novos ensaios utilizando protocolos otimizados de TFBM são recomendados.

Abstract in English:

Abstract Background Aerobic training (AT), whether moderate or high intensity, is widely employed in cardiovascular rehabilitation. Photobiomodulation therapy (PBMT) has shown potential to enhance exercise performance in athletes; however, its effects in patients with heart failure (HF) remain uncertain. Objective To investigate whether the addition of PBMT to moderate- or high-intensity AT improves cardiopulmonary exercise performance in individuals with HF. Methods This nonrandomized clinical trial included 49 patients with HF (mean age 62.7 years; ejection fraction < 40%), allocated into 5 groups: i) moderate training alone, ii) moderate training + PBMT, iii) high-intensity training alone, iv) high-intensity training + PBMT, and iv) control group. All participants underwent a 10-week intervention. Cardiopulmonary exercise testing was used to assess VO2peak, ventilatory efficiency, and exercise tolerance. Statistical analysis was performed using Generalized Estimating Equations, with alpha set at 5% (p < 0.05). Results Significant improvements in speed and grade during the exercise test were observed in the training groups, particularly in the high-intensity training group. This group demonstrated a greater increase in oxygen consumption (mean difference: 1.80 ml.kg-1.min-1 ± 0.59 ml.kg-1.min-1; p = 0.002) and superior performance in time to exhaustion (speed: p = 0.05; grade: p < 0.01). Comparisons across groups revealed that PBMT did not provide any relevant additional effects when combined with training. Conclusion AT, especially at high intensity, enhances exercise performance in patients with HF. The addition of PBMT did not confer significant additional benefits in this study. Further trials using optimized PBMT protocols are warranted.
Original Article
Association of Plasma Osmolality with Cardiovascular Disease Risk: Evidence from the National Health and Nutrition Examination Survey Database Gao, Feng Shi, Yicheng Chen, Yi Lu, Shu

Abstract in Portuguese:

Resumo Fundamento A doença cardiovascular (DCV) continua sendo a principal causa de morte no mundo. Diante de seu elevado impacto em saúde pública, ainda são necessários estudos que definam fatores de risco ao mesmo tempo modificáveis e mensuráveis. Objetivo Investigar a associação entre a osmolalidade plasmática (Osm) e DCV — especificamente insuficiência cardíaca, doença coronariana, angina e infarto do miocárdio — utilizando dados do National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES). Métodos Foram analisados nove ciclos do NHANES (1999-2018). As associações entre Osm e DCV foram avaliadas por regressão logística ponderada. Estimaram-se razões de chances (OR) e IC 95%, além de análises por subgrupos. Empregaram-se modelos restricted cubic spline (RCS) para investigar possíveis relações não lineares. Adotou-se significância estatística de p < 0,05. Resultados O aumento de Osm associou-se a maiores chances de insuficiência cardíaca, doença coronariana, angina e infarto do miocárdio nos modelos não ajustados e parcialmente ajustados. Após o ajuste completo, as associações permaneceram significativas para todos os desfechos, exceto angina. As análises com RCS indicaram relação em U significativa para insuficiência cardíaca e angina em todos os modelos, com menor risco em torno de 278 mmol/kg. As análises de subgrupos foram consistentes com os resultados principais. Conclusão O aumento de Osm associa-se de forma significativa ao risco de DCV. A Osm pode ser um biomarcador útil para avaliação e manejo do risco cardiovascular na prática clínica, sujeito à confirmação em estudos de coorte prospectivos.

Abstract in English:

Abstract Background Cardiovascular disease (CVD) remains the world’s leading cause of death. Because of its substantial public health burden, further research is needed to define risk factors that are both modifiable and measurable. Objective We examined the association between plasma osmolality (Osm) and CVDs — namely, heart failure, coronary heart disease, angina, and myocardial infarction — using data from the National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES). Methods We analyzed nine NHANES cycles (1999-2018). Associations between Osm and CVD were assessed with weighted logistic regression. Odds ratios (ORs) and 95% CIs were estimated, and subgroup analyses were conducted. Restricted cubic spline (RCS) models were used to evaluate potential nonlinear relationships. Statistical significance was set at p < 0.05. Results Higher Osm was associated with increased odds of heart failure, coronary heart disease, angina, and myocardial infarction in unadjusted and partially adjusted models. After full adjustment, the associations remained significant for all outcomes except angina. RCS analyses indicated a significant U-shaped relationship for heart failure and angina across all models, with the lowest risk around 278 mmol/kg. Subgroup analyses were consistent with the primary results. Conclusion Increased Osm is significantly associated with CVD risk. Osm may serve as a useful biomarker for assessment and management of CVD risk in clinical practice, pending confirmation in prospective cohort studies.
Original Article
Comparison between Five Risk Scores in Patients with Acute Coronary Syndromes Undergoing Surgical Revascularization during the Index Hospitalization Nicolau, José C. Giraldez, Roberto R. C. V. Jatene, Fabio B. Dallan, Luís A. O. Lisboa, Luiz A. Mejia, Omar A. V. Ribera, Jorge L. M. Bertolin, Adriadne J. Baracioli, Luciano M. Lima, Felipe G. Andrade, Maria C. D. Vintimilla, Santiago A. C. Salis, Leonardo Freitas, Fabiane L. de Goncharov, Maxim Godoy, Lucas C. Furtado, Remo H. de M. Farkouh, Michael E.

Abstract in Portuguese:

Resumo Fundamento Os escores de risco (ER) para pacientes com síndromes coronárias agudas (SCA) e cirurgia de revascularização do miocárdio (CRM) foram testados anteriormente, mas pouco se sabe sobre seu valor em pacientes com SCA submetidos à CRM durante a internação índice. Objetivo Comparar cinco diferentes ER em pacientes com SCA submetidos à CRM durante a internação índice. Métodos Os ER analisados foram GRACE, escore TIMI para SCA sem supradesnivelamento do segmento ST (TIMI-NSTEACS), escore TIMI para infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do ST (TIMI-STEMI), escore de sangramento dos estudos ACCUITY/HORIZONS (A-H) e EuroSCORE II. Os ER foram avaliados quanto ao seu desempenho durante a fase intra-hospitalar e o acompanhamento a longo prazo após a alta. Considerou-se significativo um valor de p <0,05. Resultados Um total de 999 pacientes foi incluído entre 1998 e 2022. O tempo médio entre o início dos sintomas e a CRM foi de 6,3 ± 5,5 dias. As áreas sob as curvas ROC foram 0,82 (IC 95% 0,74 – 0,89; p<0,001) para GRACE; 0,78 (IC 95% 0,62-0,93; p=0,004) para TIMI-STEMI; 0,75 (IC 95% 0,61-0,83; p<0,001) para EuroSCORE II; 0,67 (IC 95% 0,59-0,76; P<0,001) para sangramento A-H e 0,58 (IC 95% 0,49-0,67; p=0,131) para TIMI-NSTEACS. Excluindo-se os óbitos intra-hospitalares, apenas o GRACE e o TIMI-STEMI foram significativamente associados à mortalidade a longo prazo (seguimento médio de 5,5 ± 4 anos). Nas análises multivariadas, o escore GRACE foi o único ER significativamente associado à mortalidade intra-hospitalar e em longo prazo em todos os modelos ajustados. Conclusão Em pacientes com SCA submetidos à CRM durante a internação-índice, o escore GRACE foi o único escore de risco que permaneceu independentemente associado à mortalidade intra-hospitalar e em longo prazo em todos os modelos desenvolvidos, após ajuste para potenciais fatores de confusão. Além disso, o escore GRACE teve melhor desempenho do que outros na predição de óbitos intra-hospitalares. Esses achados podem influenciar o processo de tomada de decisão clínica nessa população de alto risco.

Abstract in English:

Abstract Background Risk scores (RS) for patients with acute coronary syndromes (ACS) and coronary artery bypass grafting (CABG) have been tested previously, but little is known about their value in ACS patients undergoing CABG during the index hospitalization. Objectives To compare five different RS in ACS patients undergoing CABG during the index hospitalization. Methods The analyzed RS were GRACE, TIMI-non-ST-elevation ACS (TIMI-NSTEACS), TIMI-ST-elevation acute myocardial infarction (TIMI-STEMI), ACUITY/HORIZONS (A-H) bleeding, and EuroSCORE II. The RS were evaluated regarding their performance during the in-hospital phase and the long-term follow-up after discharge; a p-value <0.05 was considered significant. Results A total of 999 patients were included between 1998 and 2022. The mean time from symptom onset to CABG was 6.3 ± 5.5 days. The areas under the ROC curves were 0.82 (95% CI 0.74 – 0.89, p<0.001) for GRACE, 0.78 (95% CI 0.62-0.93, P=0.004) for TIMI-STEMI, 0.75 (95% CI 0.61-0.83, p<0.001) for EuroSCORE II, 0.67 (95% CI 0.59-0.76, P<0.001) for A-H bleeding, and 0.58 (95% CI 0.49-0.67, p=0.131) for TIMI-NSTEACS. Excluding in-hospital deaths, only GRACE and TIMI-STEMI were significantly associated with long-term mortality (mean follow-up of 5.5 ± 4 years). In the multivariable analyses, the GRACE score was the only RS significantly associated with in-hospital and long-term mortality in all adjusted models. Conclusion In patients with ACS who underwent CABG during the index hospitalization, the GRACE score was the only risk score that remained independently associated with both in-hospital and long-term mortality across all developed models, after adjustment for potential confounders. Moreover, the GRACE score performed better than others in predicting in-hospital deaths. These findings may influence the clinical decision-making process in this high-risk population.
Original Article
Use of Ivabradine in the Treatment of Patients with Postural Orthostatic Tachycardia Syndrome (POTS): A Systematic Review Melo, Ana Paula Giannella de Moretti, Miguel Antônio Chagas, Antonio Carlos Palandri

Abstract in Portuguese:

Resumo Fundamento A Síndrome da Taquicardia Postural Ortostática (POTS, do inglês Postural Orthostatic Tachycardia Syndrome) é uma disfunção autonômica definida por sintomas de intolerância ortostática, associada à elevação da frequência cardíaca até 10 minutos após assumir a posição ortostática ou inclinação da cabeça para cima, na ausência de hipotensão. Existem três fenótipos de POTS (neuropática, hipovolêmica e hiperadrenérgica) e todos resultam em taquicardia e alteração da perfusão cerebral. A terapia farmacológica está indicada em alguns casos, mas ainda não foi aprovado um medicamento específico para essa condição. Alguns estudos mostraram que a ivabradina, pode ser benéfica, reduzindo a frequência cardíaca sem afetar a pressão arterial. Objetivo Avaliar a eficácia e a segurança da ivabradina no tratamento da POTS. Método Revisão sistemática com descritores “Ivabradina” e “Síndrome da Taquicardia Postural Ortostática” nas bases de dados PubMed, Scielo, LILACS e Google Scholar. Artigos agrupados e avaliados pela estratégia PICO. Resultados Identificados 52 artigos, sete foram incluídos na revisão e separados em prospectivos3 e retrospectivos.4 No total, 203 pacientes foram avaliados, sendo a maioria do sexo feminino. Houve redução significativa da pressão arterial e melhora dos sintomas de intolerância ortostática em todos os estudos e a maioria dos pacientes não relatou efeitos adversos, independentemente do fenótipo de POTS do paciente. Conclusão A ivabradina mostrou-se eficaz e segura na terapêutica dos pacientes portadores de POTS.

Abstract in English:

Abstract Background Postural Orthostatic Tachycardia Syndrome (POTS) is an autonomic dysfunction characterized by symptoms of orthostatic intolerance, associated with an increase in heart rate within 10 minutes of assuming an upright position or head-up tilt, in the absence of hypotension. There are three phenotypes of POTS – neuropathic, hypovolemic, and hyperadrenergic – and all result in tachycardia and altered cerebral perfusion. Pharmacological therapy is indicated in certain cases; however, no specific medication has yet been approved for this condition. Some studies have shown that ivabradine may be beneficial, as it reduces heart rate without affecting blood pressure. Objectives To evaluate the efficacy and safety of ivabradine in the treatment of POTS. Method Systematic review using the descriptors “Ivabradine” and “Postural Orthostatic Tachycardia Syndrome” in the PubMed, Scielo, LILACS, and Google Scholar databases. Articles were grouped and assessed using the PICO strategy. Results A total of 52 articles were identified, of which seven were included in the review – three prospective and four retrospective studies. In total, 203 patients were evaluated, the majority of whom were female. All studies reported a significant reduction in heart rate and improvement in symptoms of orthostatic intolerance, with most patients not reporting adverse effects, regardless of their POTS phenotype. Conclusion Ivabradine proved to be effective and safe in the treatment of patients with POTS.
Original Article
Knockdown of the Long Noncoding RNA ZEB1-AS1 Accelerates Cardiac Hypertrophy via the miR-186-5p/HDAC2 Pathway Cao, Bingfeng Liu, Qingxia Zhang, Xiaoyuan Wang, Yufeng

Abstract in Portuguese:

Resumo Fundamento O papel do RNA longo não codificante ZEB1-AS1 na hipertrofia cardíaca (HC) permanece incerto. Objetivos Investigar a função do ZEB1-AS1 no desenvolvimento e na progressão da HC, bem como elucidar seu mecanismo molecular subjacente. Métodos Os níveis de expressão de RNA foram quantificados por PCR quantitativa em tempo real. A área de superfície das células AC16 foi avaliada por coloração por imunofluorescência. A expressão proteica foi analisada por Western blotting. As interações entre RNAs foram examinadas por ensaios com repórter de luciferase e por imunoprecipitação de RNA. A significância estatística foi definida como p < 0,05. Resultados A expressão de ZEB1-AS1 esteve aumentada em tecidos miocárdicos e em células AC16 estimuladas com isoproterenol (ISO). O knockdown de ZEB1-AS1 atenuou as respostas hipertróficas induzidas por ISO. Mecanisticamente, ZEB1-AS1 modulou a expressão de desacetilase de histonas 2 (HDAC2) atuando como “esponja molecular” para miR-186-5p. De forma consistente, o knockdown de ZEB1-AS1 reduziu a HDAC2 e diminuiu a expressão de marcadores hipertróficos, incluindo o peptídeo natriurético tipo B, o peptídeo natriurético atrial e a cadeia pesada de miosina β, restringindo assim a progressão da HC. Conclusões ZEB1-AS1 encontra-se superexpresso em tecidos miocárdicos e em células AC16 estimuladas com ISO. Nossos achados indicam que o eixo ZEB1-AS1/miR-186-5p/HDAC2 contribui para a HC, oferecendo uma base mecanística e um potencial alvo terapêutico para intervenção clínica.

Abstract in English:

Abstract Background The role of the long noncoding RNA ZEB1-AS1 in cardiac hypertrophy (CH) remains unclear. Objectives To investigate the function of ZEB1-AS1 in the development and progression of CH as well as elucidate its underlying molecular mechanism. Methods RNA expression levels were quantified by quantitative real-time PCR. Surface area of AC16 cells was assessed by immunofluorescence staining. Protein expression was evaluated by Western blotting. Interactions among RNAs were examined using luciferase reporter assays and RNA immunoprecipitation. Statistical significance was set at p < 0.05. Results The expression of ZEB1-AS1 was upregulated in myocardial tissues and in isoproterenol (ISO)-stimulated AC16 cells. The knockdown of ZEB1-AS1 mitigated ISO-induced hypertrophic responses. Mechanistically, ZEB1-AS1 modulated histone deacetylase 2 (HDAC2) expression by acting as a molecular sponge for miR-186-5p. Consistently, the knockdown of ZEB1-AS1 reduced HDAC2 and decreased the expression of hypertrophic markers, including B-type natriuretic peptide, atrial natriuretic peptide, and β-myosin heavy chain, thereby restraining the progression of CH. Conclusions ZEB1-AS1 is upregulated in myocardial tissues and ISO-stimulated AC16 cells. Our findings indicate the ZEB1-AS1/miR-186-5p/HDAC2 axis contributes to CH, providing a mechanistic basis and potential therapeutic target for clinical intervention.
Original Article
Assessment of the Accuracy of the ADHERE Score in a Brazilian Acute Heart Failure Cohort Wajsbrot, Bruno Reznik Sales, Ana Luiza Ferreira Feitosa, Andre Luis Sales Barros, Carolina Pereira de Setta, Daniel Xavier de Brito Albuquerque, Felipe Neves de Bittencourt, Marcelo Imbroinise Spineti, Pedro Pimenta de Mello Rego, Simone Offrede Albuquerque, Denilson Campos de Esporcatte, Roberto Mourilhe-Rocha, Ricardo

Abstract in Portuguese:

Resumo Fundamento Pacientes hospitalizados por insuficiência cardíaca apresentam alta taxa de mortalidade, tornando a estratificação de risco para óbito de extrema importância. Os escores de risco podem ajudar a identificar pacientes com maior risco, mas é de suma importância validá-los na população que será utilizado, uma vez que as características sociodemográficas podem ser bastante heterogêneas entre diferentes populações, prejudicando sua acurácia. Objetivos O objetivo deste estudo foi avaliar o desempenho do escore ADHERE (Acute Decompensated Heart Failure Registry) em um hospital universitário no Brasil. Métodos Estudo tipo coorte retrospectivo envolvendo 304 pacientes com insuficiência cardíaca descompensada e idade ≥ 18 anos, realizado entre setembro de 2019 e julho de 2022. O desfecho primário foi a avaliação do escore ADHERE por meio da análise do índice discriminatório e classificação. O desfecho secundário foi a avaliação de outros fatores prognósticos para mortalidade hospitalar. O valor de p<0,05 foi considerado estatisticamente significativo. Resultados O escore ADHERE apresentou índice discriminatório de 0,69. A capacidade de classificação do escore ADHERE foi subótima, pois o escore não estratificou o risco de mortalidade em cinco estratos, como fora proposto. Além disso, o escore subestimou o risco na população estudada. A ureia sérica na admissão foi o único fator prognóstico isolado para o desfecho (OR 1,043; IC 95% 1,024-1,062; p<0,001). Conclusão O escore de risco ADHERE não pôde ser completamente validado em nossa coorte, uma vez que a classificação não foi alcançada. A ureia sérica na admissão foi o único fator de risco independente associado à mortalidade hospitalar. Nosso estudo enfatiza a importância da completa validação externa de um escore prognóstico, especialmente quando as características demográficas e clínicas das coortes não são comparáveis.

Abstract in English:

Abstract Background Patients hospitalized for acute heart failure present a high mortality rate, so risk stratification for in-hospital death is of utmost importance. Risk scores can help physicians to identify patients at higher risk, but it is important to validate those scores in different populations, since sociodemographic characteristics may be very heterogeneous. Objectives This study aimed to evaluate the ADHERE (Acute Decompensated Heart Failure Registry) risk score in a Brazilian quaternary teaching care center. Methods This was a retrospective cohort study involving 304 patients with acute heart failure aged ≥ 18 years old, conducted between September 2019 and July 2022. The primary endpoint was the evaluation of the ADHERE score by analysis of the discriminatory index and classification. The secondary endpoint was the evaluation of other prognostic factors for in-hospital mortality. A p-value < 0.05 was considered statistically significant. Results ADHERE score presented a discriminatory index of 0.69. ADHERE classification index was suboptimal, since the score did not stratify mortality risk on five strata as proposed originally. Furthermore, the score underestimates risk in the studied population. Admission serum urea was the only isolated prognostic factor for the endpoint (OR 1.043; CI 95% 1.024-1.062; p<0.001). Conclusion The ADHERE risk score cannot be entirely validated in our cohort, since classification was not achieved despite an ideal discriminatory index. Admission serum Urea was the only independent risk factor associated with in-hospital mortality. Our study emphasizes the importance of correct external validation of a prognostic score, especially if the demographic and clinical characteristics of cohorts are not comparable.
Original Article
Predictive Value of Atherogenic Index for No-Reflow in Patients Undergoing Coronary Intervention for Saphenous Vein Graft with Acute Coronary Syndrome Erdoğan, Onur Panç, Cafer

Abstract in Portuguese:

Resumo Fundamento O fenômeno de não-refluxo é uma complicação crítica da intervenção coronária percutânea (ICP), especialmente em pacientes com doença do enxerto de veia safena (EVS). Identificar preditores de não-refluxo é crucial para melhorar a estratificação de risco. O índice aterogênico plasmático (IAP), calculado como log(triglicerídeos/HDL-C), é um marcador de aterosclerose e disfunção microvascular. No entanto, seu papel na predição de não-refluxo durante intervenções de EVS permanece incerto. Objetivo Este estudo teve como objetivo avaliar a associação entre IAP e o fenômeno de não-refluxo em pacientes submetidos à ICP para lesões de EVS apresentando infarto do miocárdio sem supradesnivelamento do segmento ST (IAMSSST). Métodos Este estudo retrospectivo de centro único incluiu 287 pacientes submetidos a ICP para estenose significativa do EVS. Os pacientes foram categorizados em grupos com refluxo normal e não-refluxo, com base nos graus de fluxo TIMI (trombólise no infarto do miocárdio) pós-ICP. Dados demográficos, clínicos, laboratoriais e angiográficos basais foram extraídos. O IAP foi calculado utilizando a fórmula logarítmica (TG/HDL-C). Análises de regressão logística foram realizadas para determinar os preditores independentes do não-refluxo. A significância estatística foi estabelecida em p < 0,05. Resultados O grupo não-refluxo era mais velho e apresentava maior prevalência de comorbidades, incluindo diabetes, fibrilação atrial, insuficiência cardíaca crônica, doença renal crônica e histórico de acidente vascular cerebral. Eles também apresentaram níveis mais baixos de HDL-C, níveis mais altos de triglicerídeos e, consequentemente, valores mais altos de IAP em comparação ao grupo com refluxo normal. A análise multivariada identificou EVS degenerado (OR: 4,65, p < 0,001), presença de trombo (OR: 5,65, p < 0,001), fração de ejeção do ventrículo esquerdo reduzida (OR: 0,927, p < 0,001) e IAP elevado (OR: 3,141, p = 0,001) como preditores independentes de não-refluxo. Conclusão O IAP elevado é um fator de risco independente para não-refluxo em pacientes com IAMSSST submetidos a ICP para EVS, destacando seu papel potencial na estratificação de risco precoce.

Abstract in English:

Abstract Background The no-reflow phenomenon is a critical complication of percutaneous coronary intervention (PCI), especially in patients with saphenous vein graft (SVG) disease. Identifying predictors of no-reflow is crucial to improving risk stratification. The atherogenic index of plasma (AIP), calculated as log(triglyceride/HDL-C), is a marker of atherosclerosis and microvascular dysfunction. However, its role in predicting no-reflow during SVG interventions remains unclear. Objective This study aimed to evaluate the association between AIP and the no-reflow phenomenon in patients undergoing PCI for SVG lesions presenting with non-ST elevation myocardial infarction (NSTEMI). Methods This single-center retrospective study included 287 patients who underwent PCI for significant SVG stenosis. Patients were categorized into normal reflow and no-reflow groups based on post-PCI TIMI (Thrombolysis in Myocardial Infarction) flow grades. Baseline demographic, clinical, laboratory, and angiographic data were extracted. AIP was calculated using formula log (TG/HDL-C). Logistic regression analyses were performed to determine independent predictors of the no-reflow. Statistical significance was set at p<0.05. Results The no-reflow group was older and had a higher prevalence of comorbidities, including diabetes, atrial fibrillation, chronic heart failure, chronic kidney disease, and stroke history. They also exhibited lower HDL-C levels, higher triglyceride levels, and consequently higher AIP values compared to the normal reflow group. Multivariate analysis identified degenerated SVG (OR: 4.65, p<0.001), thrombus presence (OR: 5.65, p<0.001), reduced left ventricular ejection fraction (OR: 0.927, p<0.001), and elevated AIP (OR: 3.141, p=0.001) as independent predictors of the no-reflow. Conclusion Elevated AIP is an independent risk factor for no-reflow in NSTEMI patients undergoing PCI for Saphenous Vein Graft, highlighting its potential role in early risk stratification.
Original Article
Forecasting Ischemic Heart Disease, Stroke, and Peripheral Artery Disease Mortality in Brazil Through 2040: A Bayesian Modeling Approach Salerno, Pedro Rafael Vieira de Oliveira Cotton, Antoinette Nascimento, Bruno R. Chen, Zhuo Pereira, Gabriel Tensol Rodrigues Abizaid, Alexandre A. Dallan, Luis Augusto Palma Salerno, Pedro Rafael Al-Kindi, Sadeer Petermann-Rocha, Fanny Deo, Salil V.

Abstract in Portuguese:

Resumo Fundamento As doenças cardiovasculares ateroscleróticas — especialmente a doença isquêmica do coração (DIC), o acidente vascular cerebral (AVC) e a doença arterial periférica (DAP) — são a principal causa de mortalidade cardiovascular no Brasil. Objetivos Projetar as tendências de mortalidade por DIC, AVC e DAP no Brasil até 2040. Métodos As contagens anuais de óbitos (1990-2021) por DIC, AVC e DAP entre indivíduos de 40 a 79 anos foram obtidas a partir do estudo Carga Global de Doenças (Global Burden of Disease, GBD) de 2021. Utilizaram-se estimativas populacionais de meio de ano tanto para o período observado (1990-2021) quanto para o projetado (2022-2040). Foram calculadas as taxas de mortalidade brutas e padronizadas por idade. Modelos bayesianos idade-período-coorte foram aplicados para projetar as taxas de mortalidade de 2022 a 2040. Foram computadas as variações percentuais relativas e as estimativas anuais de variação percentual (EAVPs). As projeções (por 100.000 habitantes) são apresentadas como medianas com intervalos de incerteza (IIs) de 95%, e as EAVPs incluem intervalos de confiança (ICs) de 95% derivados por bootstrap. Resultados Entre 1990 e 2040, estima-se que a população brasileira de 40 a 79 anos aumente em 237,82%. A taxa de mortalidade padronizada por idade para DIC deverá apresentar uma redução de 14,16% [de 118,61 em 2021 para 101,82 em 2040 (II 95%, 0,36-203,27)] (EAVP: -0,83% [IC 95%, -0,84 a -0,83]); e, para AVC, uma redução de 17,36% [de 84,58 para 69,90 (II 95%, 0-152,48)] (EAVP: -1,07% [IC 95%, -1,10 a -1,04]). Em contraste, projeta-se que a mortalidade por DAP aumente em 10,99% [de 1,82 para 2,02 (II 95%, 0-5,03)] (EAVP: 0,45% [IC 95%, 0,30-0,59]). Adicionalmente, as taxas de mortalidade padronizadas por idade, específicas por sexo, mostraram variações consideráveis. Para a DIC, projeta-se uma redução de 25,31% entre homens (EAVP, -1,56% [IC 95%, -1,57 a -1,55]), enquanto entre mulheres deverá haver um aumento de 4,12% (EAVP: 0,14% [IC 95%, 0,13-0,16]). A mortalidade por AVC deverá reduzir em 30,00% entre homens (EAVP, -1,94% [IC 95%: -1,96 a -1,91]) e em 4,52% entre mulheres (EAVP: -0,33% [IC 95%, -0,37 a -0,29]). Em contrapartida, a mortalidade por DAP deverá crescer 14,64% entre homens (EAVP, 0,55% [IC 95%: 0,38-0,71]) e 21,92% entre mulheres (EAVP: 0,91% [IC 95%: 0,78-1,02]). Conclusão Embora se preveja redução nas taxas de mortalidade por DIC e AVC, espera-se um aumento na mortalidade por DAP — especialmente entre as mulheres —, o que evidencia a necessidade urgente de intervenções em saúde pública específicas por sexo e por tipo de doença.

Abstract in English:

Abstract Background Atherosclerotic cardiovascular disease — particularly ischemic heart disease (IHD), stroke, and peripheral artery disease (PAD) — is the leading cause of cardiovascular mortality in Brazil. Objectives This study aimed to project mortality trends for IHD, stroke, and PAD in Brazil through 2040. Methods Annual death counts (1990-2021) for IHD, stroke, and PAD among individuals aged 40-79 years were obtained from the Global Burden of Disease (GBD) 2021 study. Mid-year population estimates for both observed (1990-2021) and projected (2022-2040) periods were used. Crude and age-standardized mortality rates were calculated. Bayesian age-period-cohort models were applied to project mortality rates from 2022 to 2040. Relative percentage changes and estimated annual percentage changes (EAPCs) were computed. Projections (per 100,000 population) are reported as medians with 95% uncertainty intervals (UIs), and EAPCs include bootstrap-derived confidence intervals (CIs). Results Between 1990 and 2040, Brazil’s population aged 40-79 years is projected to grow by 237.82%. The age-standardized mortality rate for IHD is expected to decline by 14.16% [from 118.61 in 2021 to 101.82 in 2040 (95% UI, 0.36-203.27)] (EAPC: -0.83% [95% CI, -0.84 to -0.83]); and for stroke by 17.36% [from 84.58 to 69.90 (95% UI, 0-152.48)] (EAPC: -1.07% [95% CI, -1.10 to -1.04]). In contrast, PAD mortality is projected to increase by 10.99% [from 1.82 to 2.02 (95% UI, 0-5.03)] (EAPC: 0.45% [95% CI, 0.30-0.59]). Additionally, sex-specific age-standardized mortality rates showed considerable variation. For IHD, rates are projected to decline by 25.31% among men (EAPC: -1.56% [95% CI, -1.57 to -1.55]), while increasing by 4.12% among women (EAPC: 0.14% [95% CI, 0.13-0.16]). Stroke mortality is expected to decrease by 30.00% in men (EAPC: -1.94% [95% CI, -1.96 to -1.91]) and by 4.52% in women (EAPC: -0.33% [95% CI, -0.37 to -0.29]). In contrast, PAD mortality is projected to rise by 14.64% in men (EAPC: 0.55% [95% CI, 0.38 to 0.71]) and by 21.92% in women (EAPC: 0.91% [95% CI, 0.78-1.02]). Conclusion While mortality rates for IHD and stroke are projected to decline, PAD mortality is expected to rise — particularly among women — highlighting the urgent need for sex-specific and disease-specific public health interventions.
Original Article
A New Risk Score Based on Machine Learning in Patients with Acute Heart Failure: The ML-HF score Ferreira, Matheus Bissa Duarte Daikubara Neto, Jorge Tadashi Cunha, Gustavo S. Pereira da Moretti, Rafael Reichert, Jessica Tamires Prado, Lucas Müller Cirino, Raphael Henrique Déa Smith Jr, Sidney C Taniguchi, Fábio Papa Sposito, Andrei C. Silvestre, Odilson M. Nadruz, Wilson Fernandes-Silva, Miguel Morita

Abstract in Portuguese:

Resumo Fundamento Os escores de avaliação prognóstica convencionais muitas vezes não têm desempenho suficiente para prever a mortalidade em pacientes com insuficiência cardíaca aguda (ICA). Objetivo Desenvolver e validar um escore prognóstico baseado em aprendizado de máquina (Machine Learning - escore ML-HF) para prever morte hospitalar em pacientes com ICA e comparar seu desempenho com os principais escores tradicionais. Métodos Pacientes admitidos por ICA em hospitais brasileiros do “Programa de Boas Práticas em Cardiologia” de 2016 a 2022 foram incluídos. Dados clínicos, resultados laboratoriais e o questionário de Qualidade de Vida da Organização Mundial da Saúde (World Health Organization Quality of Life) WHOQOL-Bref foram coletados na admissão hospitalar. O desfecho foi óbito hospitalar. O modelo foi treinado usando 70% das admissões (conjunto de treinamento) e validado com os 30% restantes (conjunto de teste). A área sob a curva ROC (AUC) do escore ML-HF foi comparada com a AUC dos escores tradicionais Acute Decompensated Heart Failure National Registry (ADHERE) e Get With the Guidelines–Heart Failure (GWTG-HF). O nível de significância foi de p < 0,05. Resultados Foram incluídos mil cento e cinquenta e sete pacientes hospitalizados por ICA. As cinco variáveis mais importantes do escore ML-HF foram: Qualidade do Domínio de Saúde Física (WHOQOL-BREF), sódio sérico, ureia sérica, creatinina sérica e pressão arterial sistólica na admissão hospitalar. No conjunto de teste, o escore ML-HF apresentou calibração de modelo adequada (valor de p do teste de Hosmer-Lemeshow = 0,056) e discriminação (AUC = 0,722 [IC95%, 0,661-0,783]), que foi superior aos escores GWTG-HF (AUC = 0,616 [IC95%, 0,529-0,702; p = 0,014]) e ADHERE (AUC = 0,601 [IC95%, 0,511-0,691; p = 0,006]). Conclusão Desenvolvemos e validamos um escore usando aprendizado de máquina para prever morte hospitalar em pacientes com ICA, que superou os escores tradicionais.

Abstract in English:

Abstract Background Conventional prognostic assessment scores often fall short in performance to predict mortality in patients with acute heart failure (AHF). Objective To develop and validate a machine learning-based prognostic score to predict in-hospital death in patients with AHF and compare its performance with the main traditional scores. Methods Patients admitted for AHF in Brazilian hospitals from the “Best Practices in Cardiology Program” from 2016 - 2022 were included. Clinical data, laboratory results, and the World Health Organization Quality of Life (WHOQOL-Bref) at hospital admission were collected. The outcome was in-hospital death. The model was trained using 70% of admissions (training set) and validated with the remaining 30% (test set). The ML-HF score area under the ROC curve (AUC) was compared with the AUC of the traditional scores Acute Decompensated Heart Failure National Registry (ADHERE) and Get With the Guidelines–Heart Failure (GWTG-HF). The level of significance was p<0.05. Results One thousand and one hundred fifty-seven patients hospitalized for AHF were included. The five most important variables of the ML-HF score were: Physical Health Domain Quality (WHOQOL-BREF), serum sodium, serum urea, serum creatinine, and systolic blood pressure at hospital admission. In the test set, the ML-HF score showed an adequate model calibration (Hosmer-Lemeshow test p value=0.056) and discrimination (AUC=0.722 [CI95%, 0.661-0.783]), which was superior to GWTG-HF (AUC=0.616 [CI95%, 0.529-0.702; p=0.014]) and the ADHERE (AUC=0.601 [CI95%, 0.511-0.691; p=0.006]) scores. Conclusion We developed and validated a score using machine learning to predict in-hospital death in patients with AHF, which outperformed the traditional scores.
Review Article
Severe Esophageal Complications Following Atrial Fibrillation Ablation: Should We Still Be Concerned? Borges, Anibal Pires Kalil, Carlos Brugada, Josep Yanez, José Plutarco Gutiérrez Soliz, Pablo da Costa Saffi, Marco Aurelio Lumertz Silveira, Anderson Donelli da Pimentel, Maurício

Abstract in Portuguese:

Resumo A ablação da fibrilação atrial (FA) tem sido cada vez mais utilizada como uma estratégia eficaz para o controle do ritmo, resultando na redução da carga arrítmica, melhora da qualidade de vida e, em casos selecionados, diminuição da mortalidade. No entanto, por se tratar de um procedimento invasivo, envolve riscos inerentes. Complicações esofágicas graves, como perfuração esofágica ou fístula átrio-esofágica, embora raras (com incidência variando de 0,025% a 0,113%), estão associadas a significativa morbidade e mortalidade. Diversos fatores de risco para lesão esofágica foram identificados, incluindo características relacionadas tanto ao paciente quanto ao procedimento. Para mitigar esses riscos durante a ablação por radiofrequência (RF), várias medidas preventivas foram adotadas, como o uso de cateteres com controle de força de contato, aplicações de energia de alta potência e curta duração, além de estratégias de proteção como monitoramento da temperatura esofágica, dispositivos de deslocamento e técnicas de resfriamento. Lesões esofágicas profundas detectadas por endoscopia de vigilância são consideradas precursoras de complicações mais graves e, portanto, merecem atenção especial. O monitoramento intensivo de pacientes com essas lesões pode ser crucial para permitir o diagnóstico precoce e a intervenção oportuna, prevenindo a progressão para complicações mais graves. Embora a terapia por ablação com campo pulsado – que apresenta menor risco para o esôfago e outras estruturas adjacentes – ainda não esteja amplamente disponível, a implementação de estratégias eficazes de monitoramento pode melhorar significativamente os desfechos clínicos e aumentar a segurança dos pacientes no contexto da ablação por RF da FA.

Abstract in English:

Abstract Atrial fibrillation (AF) ablation has been increasingly employed as an effective strategy for rhythm control, leading to a reduction in arrhythmia burden, improved quality of life, and, in selected cases, decreased mortality. However, as an invasive procedure, it carries inherent risks. Severe esophageal complications-such as esophageal perforation or atrioesophageal fistula- though rare (with an incidence ranging from 0.025% to 0.113%), are associated with significant morbidity and mortality. Multiple risk factors for esophageal injury have been identified, including both patient-related and procedure-related characteristics. To mitigate these risks during radiofrequency (RF) ablation, several preventive measures have been adopted, including the use of contact force catheters, high-power short-duration energy applications, and protective strategies such as esophageal temperature monitoring, displacement devices, and cooling techniques. Deep esophageal lesions detected through surveillance endoscopy are considered potential precursors to more serious complications and, therefore, warrant close attention. Enhanced monitoring of patients with such lesions may be crucial for enabling early diagnosis and timely intervention to prevent the progression to more severe complications. While pulsed field ablation therapy, which poses a lower risk to the esophagus and other surrounding structures, is not yet widely available, the implementation of robust monitoring strategies can significantly improve clinical outcomes and enhance patient safety in the context of RF AF ablation.
Review Article
Coronary Sinus Reduction for the Treatment of Refractory Angina: What Have We Learned after 70 Years of the Beck Surgery? Ziotti, Sara Del Vecchio Dourado, Luciana Oliveira Cascaes Silva, Ranil de Al-Lamee, Rasha Henry, Timothy D. Cesar, Luiz Antonio Machado Serrano Jr., Carlos Vicente Abizaid, Alexandre Antonio Cunha Gowdak, Luis Henrique Wolff

Abstract in Portuguese:

Resumo Com o aumento da prevalência das síndromes coronarianas crônicas, muitos pacientes com aterosclerose extensa apresentam angina não controlada, mesmo recebendo a terapia médica otimizada. Isso se aplica especialmente a pacientes que não são candidatos adequados à revascularização cirúrgica ou percutânea. Diversos tratamentos têm sido investigados para o manejo da angina pectoris e, nesse contexto, o redutor do seio coronário surgiu como uma opção terapêutica promissora. Desde a década de 1950, com o início da cirurgia de Beck, o seio venoso coronário tem sido um ponto focal de pesquisa em terapias anti-isquêmicas. Avanços científicos significativos foram alcançados no estreitamento do seio venoso nas últimas duas décadas. Graças às melhorias tecnológicas em procedimentos minimamente invasivos e aos métodos mais precisos de avaliação do fluxo sanguíneo miocárdico, uma nova opção terapêutica tornou-se disponível para pacientes que sofrem de angina refratária e, possivelmente, de disfunção microvascular. Nesta revisão, nosso objetivo é examinar os principais conceitos relacionados à angina pectoris e à isquemia miocárdica, destacando o histórico, o racional fisiopatológico e os aspectos técnicos da redução do seio coronário como terapia para angina refratária. Além disso, exploraremos as evidências científicas das últimas décadas, bem como identificaremos lacunas existentes e delinearemos direções futuras de pesquisa sobre esse tratamento emergente.

Abstract in English:

Abstract With the increasing prevalence of chronic coronary syndromes, many patients with extensive atherosclerosis experience uncontrolled angina, even while receiving optimal medical therapy. This is especially true for patients who are not suitable candidates for surgical or percutaneous revascularization. Numerous treatments have been investigated for managing angina pectoris, and in this context, the coronary sinus reducer has emerged as a promising therapeutic option. Since the 1950s, beginning with Beck's surgery, the coronary venous sinus has been a focal point of research in anti-ischemic therapies. Significant scientific advances have been made in narrowing the venous sinus in the past two decades. Thanks to technological improvements in minimally invasive procedures and better methods for assessing myocardial blood flow, a new therapeutic option has become available for patients suffering from refractory angina and, possibly, for microvascular dysfunction. In this review, we aim to examine key concepts related to angina pectoris and myocardial ischemia, highlighting the historical background, pathophysiological rationale, and technical aspects of coronary sinus reduction as a therapy for refractory angina. Additionally, we will explore the scientific evidence from recent decades, as well as identify existing gaps and outline future research directions concerning this emerging treatment.
Research Letter
Takotsubo Syndrome, Complete Heart Block, and Cardiac Arrest: A Clinical Challenge Abrantes, Ana Gregório, Catarina Raposo, Miguel Cunha, Nelson Brito, Dulce Pinto, Fausto J.

Abstract in Portuguese:

Resumo O bloqueio atrioventricular completo pode estar associado à síndrome de Takotsubo, e a decisão sobre o implante do dispositivo nesses pacientes é desafiadora. Apresentamos o caso de uma mulher de 76 anos internada após parada cardíaca extra-hospitalar, que foi revertida após tratamento com desfibrilação. O eletrocardiograma pós-ressuscitação documentou bloqueio atrioventricular completo, e o ecocardiograma revelou disfunção ventricular esquerda grave com balonização apical. A angiografia coronária excluiu doença arterial coronariana, e a síndrome de Takotsubo foi diagnosticada com base nas características clínicas e de imagem. O bloqueio atrioventricular persistiu apesar da normalização da função ventricular esquerda; portanto, a parada cardíaca foi considerada secundária a uma arritmia ventricular induzida por bloqueio atrioventricular, e um marca-passo, em vez de um cardioversor-desfibrilador implantável, foi implantado. Durante o acompanhamento, o bloqueio atrioventricular completo persistiu, com 99% da estimulação ventricular observada após a investigação do dispositivo. Este caso corrobora a hipótese de que o estresse do bloqueio atrioventricular pode desencadear a síndrome de Takotsubo, que é agravada pela persistência de anormalidades de condução, apesar da reversão dos defeitos ventriculares. Portanto, a implantação precoce de um dispositivo cardíaco deve ser cuidadosamente considerada caso a caso.

Abstract in English:

Abstract Complete atrioventricular block may be associated with Takotsubo syndrome, and the decision of device implantation in such patients is challenging. We present a case of a 76-year-old woman admitted after out-of-hospital cardiac arrest that was reverted after defibrillation treatment. Post-resuscitation electrocardiogram documented complete atrioventricular block, and echocardiogram revealed severe left ventricular dysfunction with apical ballooning. Coronary angiography excluded coronary artery disease, and Takotsubo syndrome was diagnosed based on clinical and imaging features. Atrioventricular block persisted despite normalization of left ventricular function; therefore, cardiac arrest was considered secondary to a ventricular arrhythmia induced by atrioventricular block, and a pacemaker, rather than an implantable cardioverter-defibrillator, was implanted. During follow-up, complete atrioventricular block persisted, with 99% of ventricular pacing observed upon device interrogation. This case supports that the stress of atrioventricular block may trigger Takotsubo syndrome, which is reinforced by the persistence of conduction abnormalities despite reversal of ventricular defects. Therefore, early implantation of a cardiac device should be carefully considered on a case-by-case basis.
Case Report
Systemic Sclerosis Associated Pulmonary Arterial Hypertension with Venous Involvement – a Novel ABCC8 Pathogenic Variant Cazeiro, Daniel Inácio Cravo, João Silva, Mariana Pereira Inácio, João R. Moldovan, Oana Sousa, Catarina Resende, Catarina Lopes Fonseca, João Eurico Pinto, Fausto J. Plácido, Rui
Brief Communication
Apical Sparing and Granular Sparkling: Not Everything that Glitters Is Cardiac Amyloidosis Barros, Ana Paula Morais Romero, Cristhian Espinoza Cardoso, Juliano Novaes Fernandes, Fábio Hotta, Viviane Tiemi
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