Open-access Monitoramento da Temperatura Esofágica durante a Ablação de Fibrilação Atrial: Um Estudo Randomizado

Fundamento  O isolamento das veias pulmonares (IVP) para a ablação da fibrilação atrial (FA) apresenta risco de lesão térmica esofágica (LTE), que pode levar a complicações graves.

Objetivo  Avaliar três estratégias de monitoramento da temperatura esofágica luminal (TEL) e analisar sua eficácia na redução da incidência de LTE.

Métodos  Pacientes com FA foram randomizados em três grupos de IVP, conforme a estratégia de monitoramento da temperatura: sem monitoramento de TEL (Grupo 1), monitoramento de TEL com termômetro unipolar (Grupo 2) e monitoramento de TEL com termômetro multipolar (Grupo 3). No Grupo 1, a ablação da FA foi realizada com potência fixa de 20 W na parede posterior do átrio esquerdo. Nos Grupos 2 e 3, a potência da ablação foi ajustada com base nas medições da TEL, utilizando como limite a temperatura de 37,5 °C. Cada grupo incluiu 20 pacientes. Considerou-se estatisticamente significativo um valor de p bilateral <0,05. O estudo foi registrado no ClinicalTrials.gov (#NCT03645070) e na International Clinical Trials Registry Platform (#RBR-2yvgyf).

Resultados  Todos os pacientes foram submetidos a IVP e à esofagogastroduodenoscopia. Nenhum caso de LTE foi observado em pacientes monitorados com o termômetro multipolar. Em contraste, cinco pacientes sem monitoramento de TEL e seis pacientes monitorados com o termômetro unipolar desenvolveram LTE (p=0,006). Temperaturas mais elevadas foram registradas com o termômetro multipolar (37,9 vs 38,45 °C, p=0,018). Não houve diferenças significativas na duração do IVP ou no tempo total de aplicação da radiofrequência (p=0,250 e p=0,253, respectivamente).

Conclusões  O monitoramento da TEL com termômetro multipolar durante o IVP reduz significativamente a incidência de LTE em comparação com a ausência de monitoramento ou o monitoramento com termômetro unipolar. A implementação de estratégias avançadas de monitoramento da TEL pode aumentar a segurança do paciente sem comprometer a eficiência do procedimento.

Fibrilação Atrial; Fístula Esofágica; Ablação por Radiofrequência; Ensaio Clínico

Figura Central
: Monitoramento da Temperatura Esofágica durante a Ablação de Fibrilação Atrial: Um Estudo Randomizado


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