Ventrículos cardíacos; Ecocardiografia
Cardiac ventricles; Echocardiography
Ventrículos cardíacos; Ecocardiografia
Cardiac ventricles; Echocardiography
Indivíduo masculino, 25 anos, hígido, com pré-síncope em partida de futebol, pressão arterial divergente e sopro diastólico +3/6 aórtico. No ecocardiograma, observou‑se estrutura arredondada no septo interventricular basal, adjacente à valva aórtica (gerando suporte comissural inadequado), comunicando-se com o ventrículo esquerdo (VE). Havia insuficiência aórtica moderada secundária e VE dilatado, com contratilidade preservada. A ressonância mostrou densidade de miocárdio na estrutura, sem realce tardio. Após seguimento, houve adicional aumento do VE e síncope ao esforço. O paciente foi operado e o exame anatomopatologógico diagnosticou divertículo do VE. O divertículo, protrusão congênita da parede miocárdica do VE, deve ser diferenciado do aneurisma pela conexão estreita com a câmara e a presença de fibras miocárdicas na composição da parede1. Acomete, mais frequentemente, o ápex do VE ou VD, sendo raro no septo.
A) Ecocardiograma transtorácico, corte paraesternal longitudinal, com imagem do divertículo no septo interventricular (seta), adjacente à cúspide coronariana direita da valva aórtica. B) Corte apical cinco câmaras mostra o jato de refluxo aórtico e a aparente comunicação da estrutura com a cavidade do VE (fluxo ao Doppler). C) Ressonância magnética cardíaca, corte axial em sequência de sangue escuro, ponderada em T1, confirma a solução de continuidade (seta). D) Corte do eixo curto basal em sequência de cinerressonância (perfusão) mostra estrutura isointensa (muscular) e conteúdo hipointenso.
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Fontes de financiamentoO presente estudo não teve fontes de financiamento externas.
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Vinculação acadêmicaNão há vinculação deste estudo a programas de pós‑graduação.


