O monitoramento da pressão arterial (PA) em ambiente hospitalar frequentemente leva à detecção de leituras elevadas isoladas, particularmente na posição supina durante verificações noturnas. No entanto, evidências crescentes sugerem que esses valores hipertensivos transitórios – frequentemente denominados "hipertensão supina" – podem não justificar intervenção farmacológica na ausência de lesão aguda em órgão-alvo. Este artigo de opinião argumenta contra o tratamento reflexivo da hipertensão supina em pacientes hospitalizados e destaca os riscos associados ao manejo agressivo. O monitoramento excessivo e a falta de interpretação contextual das flutuações da PA podem expor os pacientes a danos desnecessários.
Palavras-chave
Hipertensão; Pacientes Internados; Hipotensão Ortostática