| Guerreiro e cols.13
|
1991 |
Venezuela |
Coorte |
269 |
> 18 |
Sim |
Sim |
A maior prevalência de arritmias complexas ventriculares em chagásicos crônicos, comparados aqueles com miocardiopatia dilatada primária, expõe os chagásicos a pior prognóstico. |
| Marin-Neto e cols.14
|
1998 |
Brasil |
Prospectivo |
45 |
Com anormalidade de aparelho digestivo = 39,4 ± 10,7 |
Sim |
Sim |
Disautonomia é proeminente em pacientes chagásicos com a forma digestiva, mas não na forma indeterminada. Não mostra associação causal com dano miocárdico inicial, aparente apenas em pacientes com comprometimento da função ventricular direita, a qual parece ser o mecanismo para predomínio de congestão sistêmica sobre a pulmonar, quando a falência cardíaca sobrevém. |
| Sem anormalidades = 42,4 ± 11,9 |
| Barros e cols.15
|
2001 |
Brasil |
Prospectivo |
40 |
Não informa |
Sim |
Sim |
DTI permitiu identificar maior tempo de contração isovolumétrica da parede septal em pacientes chagásicos com a forma indeterminada. |
| Barros e cols.16
|
2002 |
Brasil |
Prospectivo |
30 |
39,9 ± 9,9 |
Sim |
Sim |
DTI permite identificar precocemente a disfunção em VD (aumento do tempo de contração isovolumétrica das paredes septal e lateral). |
| Barros e cols.17
|
2003 |
Brasil |
Prospectivo transversal |
77 |
Controle: 35,8 ± 10,6 |
Sim |
Sim |
Doppler tissular (DTI) identifica anormalidades precoces da contratilidade. |
| Chagásico com ECG normal: 40,7 ± 8,5 |
| Chagásico com ECG anormal: 43,9 ± 11,1 |
| Aras e cols.18
|
2003 |
Brasil |
Prospectivo transversal |
60 |
> 18 |
Sim |
Sim |
Níveis de troponina estão elevados em diferentes apresentações clínicas de doença de Chagas e detecta inflamação precoce. |
| Nunes e cols.19
|
2004 |
Brasil |
Prospectivo transversal |
74 |
47,5 ± 12,9 (22-73) |
Sim |
Não |
A disfunção do VD se associou significantemente com envolvimento do VE e com hipertensão pulmonar, a qual esteve mais relacionada à sobrecarga do VD do que à contratilidade. |
| Viotti e cols.20
|
2004 |
Argentina |
Coorte |
849 |
> 18 |
Sim |
Não |
Ecocardiografia determina prognóstico de chagásicos crônicos sem insuficiência cardíaca congestiva (ICC). |
| Talvani e cols.21
|
2004 |
Brasil |
Prospectivo transversal |
81 |
43,5 ± 11,1 |
Sim |
Sim |
Peptídeo natriurético cerebral (BNP) alto em chagásicos detecta Insuficiência cardíaca (IC) ou manifestações de IC severa, geradoras de arritmias. |
| Rocha e cols.22
|
2004 |
Brasil |
Coorte |
60 |
47 ± 13 |
Sim |
Não |
Volume do átrio esquerdo (VAE) mostrou-se importante preditor de morte em chagásicos. |
| Freitas e cols.23
|
2005 |
Brasil |
Coorte |
1220 |
13 ± 72 (45) |
Sim |
Não |
Portadores de IC de etiologia chagásica foi o principal fator prognóstico de mortalidade. |
| Melo e cols.24
|
2005 |
Brasil |
Transversal |
25 |
62,7 ± 7,7 crônicos 42,2 ± 11,7 assintomáticos |
Sim |
Sim (Chagas assintomático x sintomático) |
BNP aumenta com o agravamento da classe funcional e área cardíaca. |
| Pazin-Filho e cols.25
|
2006 |
Brasil |
Prospectivo transversal |
59. |
37-76 > 55 a |
Sim |
Não |
Com o tempo, alterações sistólicas leves da fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) levam à piora da função global sistólica do VE. |
| Rassi Jr e cols.26
|
2006 |
Brasil |
Coorte |
424 |
47 ± 11 |
Sim |
Sim |
Desenvolvimento da avaliação de risco de morte por miocardiopatia chagásica baseada em seis fatores |
| Chaves e cols.27
|
2006 |
Colômbia |
Prospectivo transversal |
430 |
Md = 40,5 (IIQ = 36-45) |
Sim |
Sim |
Comparando controles, estadio I e estadio II com Doppler tissular e identifica-se, no estadio II, maior tempo de relaxamento, menor velocidade da onda A, maior relação E/A, menor velocidade A pulmonar, maior relação Onda A pulmonar/mitral, maior velocidade A no anel mitral, e no VD encontra-se aumento da velocidade de onda A tricúspide e do tempo de contração isovolumétrica. |
| Barbosa28
|
2007 |
Brasil |
Coorte |
50 |
34-74 |
Sim |
Não |
Sexo masculino, onda Q patológica, extrassístoles ventriculares, taquicardia ventricular, alterações do ecocardiograma (disfunção diastólica e sistólica e aneurisma apical) são marcadores de pior prognóstico. |
| Barbosa e cols.29
|
2007 |
Brasil |
Prospectivo transversal |
59 |
48 ± 11 |
Sim |
Não |
As concentrações de pro-BNP mantiveram correlação com forte fração de ejeção de ventrículo esquerdo e índices de duração da disfunção diastólica de volume atrial esquerdo, bem como com as formas mais graves da doença, permitindo diferenciá-las das formas moderadas. |
| Nunes e cols.30
|
2008 |
Brasil |
Coorte |
158 |
48 ± 12 |
Sim |
Não |
Avaliação da função sistólica e diastólica pelo índice de Tei (índice de desempenho miocárdico) e CF mostrou ser ferramenta prognóstica útil em cardiopatia chagásica. |
| Villas-Boas e cols.31
|
2008 |
Brasil |
Prospectivo transversal |
38 |
51,3 ± 1,6 chagásicos e 53,3 ± 2,3 controles |
Sim |
Sim |
A concentração de BNP é maior e se correlaciona com: insuficiência cardíaca (direta), classe funcional (direta) natremia (inversa), pressão arterial (inversa), pressão de átrio D, disfunção ventricular ED, TNF alfa (comprovando natureza inflamatória da doença). |
| Nunes e cols.32
|
2009 |
Brasil |
Coorte |
192 |
48 ± 12 |
Sim |
Não |
VAE fornece informação poderosa em predizer mortalidade, e independente de clínica e dados do ecocardiograma, |
| Del Castillo e cols.33
|
2009 |
Brasil |
Prospectivo transversal |
40 |
55 ± 10 |
Sim |
Sim |
Baseado no princípio de rastreamento de pontos (speckle tracking) e empregando a determinação dos gradientes de velocidade intramiocárdica, foi identificada redução da porcentagem de deformação (X-strain) e da taxa de deformação (strain rate) da parede ínfero-lateral ventricular esquerda em pacientes chagásicos, não identificáveis pela clínica ou por ecocardiografia convencional. |
| Terzi e cols.34
|
2010 |
Brasil |
Prospectivo transversal |
62 |
58 |
Sim |
Não |
Chagásicos com FEVE normal e eletrocardiograma normal tiveram frequência significativa de alterações contráteis e relacionadas com arritmias se FEVE reduzida. |
| Nunes e cols.35
|
2010 |
Brasil |
Coorte |
287 |
Chagásicos: 48,3 ± 12 |
Sim |
Sim |
Identificação de etiologia chagásica conferiu mau prognóstico nos pacientes com IC, independente de clínica e ecocardiograma. |
| Idiopáticos: 49,6 ± 15,9 |
| Nunes e cols.36
|
2010 |
Brasil |
Coorte |
65 |
48,6 ± 9,1 |
Sim |
Não |
A disfunção de VD é um importante determinante, independente da capacidade de exercício, e a velocidade valvular sistólica desse ventrículo associou-se ao pico do volume de O2consumido, independente de idade, sexo e dos parâmetros ecocardiográficos. |
| Garcia-Alvarez e cols.37
|
2010 |
Espanha |
Coorte |
54 |
20-58 (média 37) |
Sim |
Sim (4 grupos) |
A identificação da disfunção diastólica pode ser feita por aumento de BNP que se correlaciona com classe funcional (NYHA), de TNF alfa, da PS, da endotelina, do ANP e da redução da porcentagem de deformação longitudinal e radial para avaliação de contratilidade. |
| Duarte e cols.38
|
2011 |
Brasil |
Coorte |
56 |
56 ± 10 |
Sim |
Não |
Embora tenha sido evidenciada alta prevalência de dissincronia intraventricular e moderada interventricular entre chagásicos, especialmente em pacientes sem marca-passo, a dissincronia não se apresentou como fator de risco para pior prognóstico. |
| Valerio e cols.39
|
2011 |
Espanha |
Descritivo |
100 |
38,2 ± 10,2 |
Sim |
Não |
O fato de a Espanha ter se tornado centro de migração de latino-americanos na Europa despertou a preocupação de a doença de Chagas se tornar uma causa importante de miocardiopatia nos serviços de saúde. |
| Nunes e cols.40
|
2012 |
Brasil |
Prospectivo de ponto final |
232 |
48 ± 12 |
Sim |
Sim (sobreviventes e óbitos) |
Empregando Doppler tissular, foram identificados fatores de risco de óbito, classe funcional III e IV, aumento do Tei de VD, aumento do índice de volume atrial E, interação fração de ejeção de VE e índice E/E' e protetores a razão E/E' e a redução da fração de ejeção de VE. |
| Vasconcelos e Junqueira41
|
2012 |
Brasil |
Prospectivo transversal |
15 controles e 13 chagásicos |
controles = 40-46 |
Sim |
Sim |
As depressões simpática e parassimpática com balanço preservado se associaram à variabilidade da frequência cardíaca e ao aumento do diâmetro sistólico do ventrículo esquerdo nos pacientes chagásicos com miocardiopatia, indicando essas depressões que podem preceder e serem independentemente mais graves que a disfunção ventricular, não havendo associação causal entre essa depressão e a disfunção. |
| chagásicos = 35-49 |
| Del Castillo e cols.42
|
2012 |
Brasil |
Prospectivo transversal |
20 |
54,8 ± 13,5 |
Sim |
Sim |
Empregando a técnica de speckle tracking, foi possível comprovar redução do twisting e da torção das fibras miocárdicas na miocardiopatia chagásica, portanto diferenciando-a da hipertrofia ventricular. |
| Melo e cols.43
|
2010 |
Brasil |
Transversal |
150 |
G1:51,02 ± 1,256 G2: 54,88 ± 0,8787 |
Sim |
Sim |
Evidenciou-se que ambos os grupos tinham atividade inflamatória exacerbada, porém não existiram indícios de maiorstatus pró-trombótico entre os pacientes chagásicos |