As esponjas estão entre as piores dispersoras do reino animal, no entanto, algumas esponjas de água doce produzem corpos de resistência chamados gêmulas, que têm sido usados como a principal explicação para a ampla distribuição de alguns desses organismos. Esse é o caso de Tubella pennsylvanica Potts 1882, que foi descrita originalmente para Pennsylvania, EUA e foi relatada com uma ampla distribuição, mas com informações escassas e confusas que validem seus registros e seus mecanismos de dispersão. Ela foi registrada para a Amazônia e foi a primeira espécie deTubella reportada fora da Amazônia. No intuito de confirmar o status taxonômico destas ocorrências no Brasil, coletamos espécimes de três locais na bacia amazônica e comparamos suas medidas e características com o material tipo de T. pennsylvanica. Com base na análise dos espécimes, consideramos todos os registros para o Brasil de T. pennsylvanica como sendo uma espécie diferente, a qual descrevemos como Tubella manauara n. sp. Além disso, fornecemos as primeiras imagens das espículas do holótipo de T. pennsylvanica. A nova espécie difere do material tipo de T. pennsylvanica por apresentar espinhos maiores nas megascleras acanthoxeas, e maior tamanho de suas espículas. Os espécimes de Tubella manauara n. sp apresentam variações morfológicas de acordo com o tipo de substrato no qual a esponja se desenvolveu. Este estudo reforça a necessidade de revisão de espécies de esponjas de águas continentais sul-americanas com distribuição em outros continentes.
PALAVRAS-CHAVE:
Tubella pennsylvanica; Tubella manauara n. sp.; gêmulas; esponjas de águas continentais
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