O Conceito de Continuidade Fluvial (no inglês representado pela sigla RCC) propõe ligações entre grupos funcionais de assembleias com características ecológicas e de habitat de rios de diferentes tamanhos. Essa teoria é amplamente sustentada na literatura em assembleias de peixes e macroinvertebrados, e principalmente em ambientes temperados. Testamos essa teoria com grupos funcionais de copépodes, um zooplâncton crustáceo, em um rio tropical. Coletamos amostras em 10 locais em setembro de 2022 ao longo do rio Curuá, no norte da Amazônia. Os indivíduos coletados foram classificados em três grupos (Calanoida, Cyclopoida e Harpacticoida), refletindo seus papéis funcionais no ecossistema (respectivamente, filtradores, predadores e detritívoros). O tamanho do rio apresentou correlação positiva com a abundância de Calanoida, e Cyclopoida ocorreu em rios de todos os tamanhos, como previsto pelo RCC, devido à estrutura do habitat e à disponibilidade de recursos. Outras métricas de habitat não foram relevantes para explicar a distribuição dos copépodes. Nosso estudo amplia o conhecimento sobre a composição de copépodes em rios amazônicos, demonstrando que o conceito de continuidade fluvial explica, em certa medida, a estrutura de comunidades.
Palavras-chave:
RCC; Cyclopoida; Harpaticoida; Calanoida; gradiente de largura
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